Na base do conhecimento está o erro

O(s) erro(s) do PSD

Não é preciso ser doutorado em psicologia para se fazer o perfil psicológico do Primeiro-Ministro de Portugal. Basta observá-lo!

É nitidamente narcisista e egocêntrico, pelo que não é de estranhar que se considere omnifulgente. Para além disso, pondo em pratica a metodologia que o PS dizia ser o modus operandi de Alberto João Jardim e que tantos anos criticou, julga-se omnisciente e omnipresente.
Infelizmente para nós, portugueses, tais “qualidades” fazem com que viva desfasado da realidade.

Quais foram os erros do PSD?
Vários que, na minha opinião, se resumem a uma coisa muito simples. Mas já lá vamos.

Todos, exceptuando o PS, sabemos que o país está há anos economica e financeiramente mal.

Muito naturalmente, devia ter logo dito que se iria abster na votação parlamentar do orçamento, fazendo com que toda a responsabilidade fosse única e exclusivamente de José Sócrates e do PS.
Não o fez, preferindo sentar-se à mesa das negociações. Ora, esta atitude configura duas asneiras: primeiro, ao negociar a proposta de OE do PS estava a transferir para si parte da responsabilidade, pelo que uma abstenção do PSD na votação no Parlamento seria incompreensível; segundo, e não menos importante, partiu do princípio que o Governo estaria de boa-fé nas negociações e disponível para cedências.

Sim, o PSD tem razão na insistência pela redução da despesa. Contar apenas com a receita já há muito que não é suficiente.

Se há linha condutora que é possivel identificar em todos os Governos pós-25 de Abril de 1974 é o contínuo crescimento da despesa. Neste capítulo, os governos de José Sócrates são exemplares, tendo conseguido fazer do descontrole uma arte e da ilusão um valor acrescentado.

O principal problema do PSD foi a falta de senso comum.
Esqueceu-se de ver as suas costas nas costas dos outros. O PS também quer legislativas antecipadas.

Como o Portugal de hoje já não tem as possibilidades de 1851 nem o Ministro Teixeira dos Santos é um Fontes Pereira de Melo, talvez seja realmente melhor que o FMI venha visitar o nosso país.

Só assim haverá os cortes na despesa que efectivamente devem ser implementados.
Talvez assim aqueles que acumulam reformas – que existem em todas as cores partidárias – deixem de as receber.

Finalmente, não considero que a ruptura das negociações seja um erro. José Sócrates tem que aprender a respeitar a vontade que o povo expressa nos sufrágios.

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4 responses

  1. Paulo Branco

    Não havendo a possibilidade de utilizar instrumentos como a taxa de câmbio e a moeda, a entrada do FMI vai focalizar-se na despesa e terá implicações no emprego.

    Mesmo assim creio que será preferível.

    Paulo

    2010-10-28 at 11:06

  2. Vicente!

    Não tenho conhecimento sobre a base política de Portugal. A experiência com o FMI aqui no Brasil, foi nefasta. É preciso que haja políticos e política experiente para lidar com esta organização, sem prejudicar o país.

    Um forte abraço!

    Mirze

    2010-10-28 at 11:19

  3. Quem vai sofrer com tudo isto são os portugueses, de isso não há duvida! Parecem duas crianças a ver quem beneficiar mais ou ver qual dos dois fica melhor na fotografia. É preciso parar e fazer uma reflexão sobre o nosso futuro.

    Bom texto Vicente.
    Beijinhos,
    CA

    2010-10-28 at 11:20

  4. Maria Antónia Moreira Anacleto Pereira Leite

    Excelente artigo. Ao lê-lo compreendi e entendo que será melhor para Portugal a entrada do FMI.
    Texto muito bem concebido.Parabéns Vicente.Beijos

    2010-10-29 at 0:51

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