Na base do conhecimento está o erro

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Adivinhem …

 

… quem vai pagar o fundo de pensões da PT, que foi “habilmente” utilizado para pagar os submarinos.

Alguém se atreve a adivinhar?


Imbecilidade

 

Não existe outro termo para definir esta tipologia de decisões.

Leiam isto:

“Turistas dos cruzeiros taxados em 3 euros em 2011”

 


E depois dos 7,5%?

Depois de os juros da dívida pública portuguesa (a 10 anos) terem ultrapassado os 7,5%, é provavel que este valor diminua e que se estabilize na orla dos 6-6,5%, o que continua a não ser bom para Portugal, mas que nos permitirá respirar um pouco.

Então, quais são os problemas e os cenários que se podem considerar?

Entre vários, um deles será a continua persistência do Governo de José Sócrates na cegueira e na recusa da diminuição da despesa, o que provocará um aumento dos juros da dívida pública portuguesa e a uma pressão reforçada para a necessidade de Portugal recorrer à ajuda financeira europeia e na vinda do FMI ao nosso país.

Nem José Sócrates nem Teixeira dos Santos perceberam (ou querem perceber) que os mercados não confiam neles. E, para o bem e para ou mal, são os mercados que nos financiam.

Até lá, os “boys” e afins, continuarão a encher o bolso sem qualquer tipo de impedimento moral, ético ou solidário. 

Muito naturalmente, mesmo quando o FMI já estiver em Portugal, quem nos conduziu a esta situação irá continuar a enjeitar as suas responsabilidades e tudo dirá e fará para se manter no poder.

Tudo isto são hipóteses. Vamos ver como vai correr a próxima emissão de dívida que o Governo tem agendada.

Se o nosso país for obrigado a aceitar juros altos, tenho sérias dúvidas que os grandes países europeus fiquem impávidos e serenos. Há coisas maiores que o nosso país em jogo.

A Grécia e a Irlanda já estão. Faltam Portugal e a Espanha, para não falar de outros. Mas a ordem será quase de certeza esta. E até Espanha nos vai pressionar!


7,5%

Os juros da dívida pública nacional ultrapassaram os 7,5%.

Lamento, mas não há nada que possa explicar a incompetência do nosso Ministro das Finanças.

É perfeitamente aceitável que faça projecções de acordo com determinados parâmetros.

Mas é incompreensível que expresse publicamente os limites considerados. Ao fazê-lo, está a sujeitar as obrigações do tesouro a maiores pressões.

Será que não se apercebe das consequências das suas declarações?


(in)flexibilidade

 

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou ser inflexível quanto ao défice.

“Sim, sou inflexível: o défice tem que ser de 4,6%”

Muita atenção, porque a inflexibilidade deste homem implica uma amplitude maior do que a do espectro eletromagnético.

Assim, é muito provável que quando este Ministro diz défice de 4,6% queira realmente dizer défice de 10%.

 


O(s) erro(s) do PSD

Não é preciso ser doutorado em psicologia para se fazer o perfil psicológico do Primeiro-Ministro de Portugal. Basta observá-lo!

É nitidamente narcisista e egocêntrico, pelo que não é de estranhar que se considere omnifulgente. Para além disso, pondo em pratica a metodologia que o PS dizia ser o modus operandi de Alberto João Jardim e que tantos anos criticou, julga-se omnisciente e omnipresente.
Infelizmente para nós, portugueses, tais “qualidades” fazem com que viva desfasado da realidade.

Quais foram os erros do PSD?
Vários que, na minha opinião, se resumem a uma coisa muito simples. Mas já lá vamos.

Todos, exceptuando o PS, sabemos que o país está há anos economica e financeiramente mal.

Muito naturalmente, devia ter logo dito que se iria abster na votação parlamentar do orçamento, fazendo com que toda a responsabilidade fosse única e exclusivamente de José Sócrates e do PS.
Não o fez, preferindo sentar-se à mesa das negociações. Ora, esta atitude configura duas asneiras: primeiro, ao negociar a proposta de OE do PS estava a transferir para si parte da responsabilidade, pelo que uma abstenção do PSD na votação no Parlamento seria incompreensível; segundo, e não menos importante, partiu do princípio que o Governo estaria de boa-fé nas negociações e disponível para cedências.

Sim, o PSD tem razão na insistência pela redução da despesa. Contar apenas com a receita já há muito que não é suficiente.

Se há linha condutora que é possivel identificar em todos os Governos pós-25 de Abril de 1974 é o contínuo crescimento da despesa. Neste capítulo, os governos de José Sócrates são exemplares, tendo conseguido fazer do descontrole uma arte e da ilusão um valor acrescentado.

O principal problema do PSD foi a falta de senso comum.
Esqueceu-se de ver as suas costas nas costas dos outros. O PS também quer legislativas antecipadas.

Como o Portugal de hoje já não tem as possibilidades de 1851 nem o Ministro Teixeira dos Santos é um Fontes Pereira de Melo, talvez seja realmente melhor que o FMI venha visitar o nosso país.

Só assim haverá os cortes na despesa que efectivamente devem ser implementados.
Talvez assim aqueles que acumulam reformas – que existem em todas as cores partidárias – deixem de as receber.

Finalmente, não considero que a ruptura das negociações seja um erro. José Sócrates tem que aprender a respeitar a vontade que o povo expressa nos sufrágios.


Realidade

A verdade deveria ser a condição sine qua non na relação entre eleitores e eleitos. Mas, aparentemente, os dirigentes políticos deste país não aprendem.

O PS, depois de ter feito campanha eleitoral apregoando a necessidade dos investimentos públicos como imprescindíveis à recuperação económica, vem agora, através do Ministro das finanças, anunciar o adiamento do TGV, por um período de dois anos.

Tendo já anteriormente revelado uma incapacidade total na previsão das influências externas na realidade portuguesa, e eventualmente estando a prever legislativas antecipadas, Teixeira dos Santos deixa para o seu sucessor o aviso, daqui a dois anos, que as linhas de alta velocidade, nomeadamente as linhas Lisboa-Porto e Porto-Vigo não deverão ser construídas.

A prudência indica que mais valia adiar o investimento até o limite de 3% imposto pelo PEC estar reposto.

A realidade acaba sempre por os contradizer, mas não há maneira dos políticos dizerem a verdade!


Manobras

Apesar de conscientes das implicações da quebra de receitas fiscais e do aumento da despesa pública, quer o Primeiro-Ministro, quer o Ministro das Finanças sempre afirmaram que não haveria aumento de impostos. É muito provável que no seu íntimo estivessem [desesperadamente] à procura de uma maneira que lhes permitisse fazer o contrário.

Mas eis que a situação propicia o momento tão ansiado.

Não sabendo governar em minoria parlamentar, parece-me que estão a aproveitar as negociações para a viabilização do orçamento de estado para afirmar que o aumento dos impostos é inevitável e que a responsabilidade desse aumento é decorrente das propostas apresentadas pelos partidos da oposição.

Manobras ou preparação para legislativas antecipadas?


Crise financeira nos EUA

O Ministro das finanças, Teixeira dos Santos, manifestou a sua surpresa pela duração da crise financeira nos Estados Unidos.
Não sei quem o anda a aconselhar.

Apenas espero que não nos aconteça o que aconteceu aos nossos avós.
Há demasiados paralelismos …