Na base do conhecimento está o erro

Archive for November, 2010

A Economia não mente!

 

Economics does not lie (aqui)

Novos proteccionismos (aqui)

Nostalgias (aqui)

 


Beautiful girl


Realidades alternativas ou cenários reais?

Os recursos naturais não são inesgotáveis. O ar, a água, os combustíveis fósseis, etc., são recursos naturais que, por acção directa e indirecta do homem e por necessidade de alimentação dos mecanismos de sustentação dos vários modelos de agregação social que civilização humana originou, tem um período de duração. Naturalmente, uns mais do que os outros. Isto não é novidade.

O que é novidade é o que nos diz o estudo “Metal Stocks and Sustainability” da autoria de Robert Gordon e Thomas Graedel da Universidade de Yale e Marlen Bertram da Organização Europeia dos Refinadores de Alumínio. Segundo este estudo, as reservas de cobre, zinco e de outros metais poderão não ser capazes de provir eternamente as necessidades da população global, mesmo tendo em conta intensos programas de reciclagem.

Actualmente, existe um “equilíbrio” que resulta da grande procura dos países desenvolvidos pelos recursos minerais face à fraca procura dos países do terceiro mundo. Mas adivinham-se tensões e disputas entre os países desenvolvidos para responderem às suas necessidades de recursos naturais e minerais, uma vez que a procura não dá mostras de abrandar. Antes pelo contrário, a tendência é de aumento.

Tendo em conta a escassez dos recursos energéticos e minerais, a fraca implementação, por parte dos países desenvolvidos, das orientações e práticas contidas na ideia do desenvolvimento sustentável e não esquecendo as consequências que o aumento do preço destes recursos têm nos orçamentos dos Estados e no nível de vida dos cidadãos, é conveniente ponderar os seguintes cenários:

1. Consciente que o ouro negro não é um recurso eterno e contrariamente às políticas estratégicas que outros países árabes, igualmente produtores de petróleo, implementaram, o Irão optou pelo desenvolvimento de um programa nuclear, alegando, entre outros argumentos, as insuficiências das suas infra-estruturas para o fornecimento de energia à sua população.

Considerando os recentes desenvolvimentos nas relações da comunidade internacional, as directrizes de política externa que a administração norte-americana pôs em pratica na sequência dos atentados de 11 de Setembro, acordos previamente estabelecidos e as realidades inerentes à teocracia iraniana é muito natural a preocupação que a comunidade internacional – encabeçados pelos Estados Unidos e pela União Europeia – manifestou pela possibilidade de o Irão usar esse programa não apenas para fins civis mas também para a criação de um arsenal nuclear.

Aquilo que me leva a referir este cenário é a possibilidade de as reservas de petróleo iraniano não serem tão grandes como se diz serem. Daqui podem-se tirar duas ilações: Se as reservas de petróleo que o Irão diz ter são reais e estão correctas, não devem restar dúvidas que o Irão tenciona dar um uso militar, para além de um uso civil, ao seu programa nuclear. Se, por outro lado, as reservas de petróleo iraniano não correspondem à realidade, então a principal utilização do seu programa nuclear visa o uso civil, não descartando o uso militar. Apesar de ambas as deduções não serem nada tranquilizadoras e de irem estimular o aumento do preço do crude, esta última possibilidade, caso seja confirmada, terá um efeito desproporcional no mercado mundial cuja primeira consequência será um desmesurado aumento no preço do barril de petróleo.

2. Nas duas últimas décadas, o desenvolvimento industrial à escala mundial tem sido continuamente crescente tendo-se vindo a notar o incremento da importância de dois países na economia mundial.
A Índia e a China são dois dos países com maior taxa de crescimento mundial e são os mercados mais atractivos do mundo. De entre os dois, destaca-se o caso da China pelo seu potencial em vários sectores de actividade económica e com taxas de crescimento sustentáveis bem acima da média global. Aliás, o mercado chinês é já o mercado que atrai mais investimento directo estrangeiro.
Para suportar as taxas de crescimento originadas pelo boom da sua economia interna, a China passou, em vinte anos, de maior exportador de petróleo da Ásia a segundo maior consumidor e terceiro maior importador mundial. Por sua vez, no que se refere à procura por recursos minerais, o consumo chinês aumentou, no período de quinze anos, de 7% para cerca de 20%, e este valor pode duplicar no fim desta década.
Esta necessidade de recursos levou o Governo chinês a estabelecer uma rede de posições estratégicas, principalmente através de acordos bilaterais, nos locais e trajectos das fontes mundiais destes recursos procurando apenas assegurar o seu fornecimento e consequentemente o continuar do seu crescimento económico. Este é o objectivo da diplomacia económica chinesa que, segundo Wang Jisi, reitor da Escola de Estudos Internacionais de Beijing, não pretende desafiar a ordem mundial, mas apenas aproveitar a conjuntura favorável que a imagem actual dos Estados Unidos permite.

Paralelamente a estes panoramas, a China tem vindo a desenvolver um programa espacial que recentemente lhe possibilitou ser o terceiro país do mundo a colocar um homem em órbita. Com o sucesso alcançado, os responsáveis chineses anunciaram uma missão tripulada à lua e a construção de uma estação espacial.
Ora, todos estes pormenores dão uma nova perspectiva ao programa espacial chinês pois, o exaurir das reservas dos recursos naturais e minerais terrestres vai acelerar a exploração do espaço. Talvez estejam alicerçados nas ideias de John S. Lewis (Mining the Sky: Untold Riches from the Asteroids, Comets and Planets). Quem é que nos diz que a China não pretende ser o primeiro país a explorar as fontes de minérios extra-planetárias?

Com as vantagens adquiridas nesta iniciativa, a China, para além de usufruir directamente dessas novas fontes de recursos minerais, pode vender, a terceiros países, o know-how e os produtos, obtendo lucros adicionais. Mas a principal relevância que advirá, ao ser o primeiro a utilizar este tipo de recursos e de novas tecnologias, é a posição dominante que terá na estratégia de desenvolvimento espacial.

Publicado: 26 de Abril de 2007 – O Primeiro de Janeiro


Socialismo ou processo socializante?

Há 36 anos que nos impingem o socialismo!
Mas em Portugal nunca houve socialismo. O que existe é o processo socializante.

Sim, é verdade. Em Portugal nunca houve socialismo porque o seu principal rosto, Mário Soares, é um grande apreciador da propriedade privada (particularmente, da sua).
No entanto, como o socialismo lhe caiu ao colo e levou-o ao poder, algo teria que ser feito.
Foi assim que, embora não sendo um verdadeiro socialista (Mário Soares não é socialista, mas não se importa que os outros o sejam), o líder do Partido Socialista deu aos portugueses o processo socializante. Evidentemente, pagamos um preço. A começar pelo declínio da democracia e pela qualidade dos nosso eleitos.

Ora, no PS, o exemplo foi seguido pelos seus líderes, principalmente por aqueles que não eram verdadeiros socialistas, mas que perceberam que manter ou aumentar o processo socializante lhes permitia ganhar eleições (à custa do futuro do país).

Chegados aos dias de hoje, o que é que o processo socializante permitiu aos portugueses?
Ensinou-os a não trabalhar, a ser subsidiodependentes e fê-los perder o respeito. Por si próprios e com o outros.


Intervenção

(capa jornal i)

 Há demasiados interesses a exigi-lo. Até o nacional!

Vai haver uma intervenção em Portugal.
Mas, de que tipo?


“Raros são os políticos …”

Num artigo de opinião, publicado no jornal Folha de S. Paulo, José Sócrates elogia Lula da Silva, Presidente do Brasil em fim de mandato.

“Raros são os políticos que dão o seu nome a um tempo”, afirma.

Pergunto-me se não estaria frente ao espelho quando escreveu, ou ditou, esta frase?

Terá noção que o seu nome será associado a um mau tempo? Que poucas saudades deixará? E que será apontado como um exemplo dum período em que a esquerda não soube governar?


Euforia ???

Pelos vistos, não são apenas os especuladores financeiros (nacionais e internacionais) que andam eufóricos. Os políticos portugueses também andam.

Há vários dias que se fala no assunto. A eventual saída do Primeiro-Ministro português.
O CDS-PP afirmou estar disponível para integar um governo de coligação, mas sem José Sócrates (aqui).

Pacheco Pereira defende o “afastamento voluntário” do Primeiro-Ministro como condição fundamental para a recuperação de Portugal (aqui).

Até o PS parece estar em polvorosa.
Luís Amado expressa a necessidade dum governo de coligação que traga estabilidade, coloca o seu lugar à disposição para esse efeito e adianta que a alternativa de Portugal é a saída do euro (aqui).  Naturalmente, esta frase correu o mundo e teve os seus efeitos nos juros da dívida portuguesa (aqui). Os soaristas andam em movimentações visando a substituição do Primeiro-Ministro por causa da sua descredibilização (aqui).
António Costa apoia a Francisco Assis como sucessor de José Sócrates (aqui).

Acordem!
Deixem de se preocupar com os idos de Março e pensem no que devem fazer para resolver os problemas de hoje.

Posso estar enganado, mas creio que José Sócrates só deixará de ser Primeiro-Ministro se perder eleições ou se o Presidente da República dissolver a Assembleia.

Se, até hoje, ainda não percebeu que é, efectivamente, a raiz do problema, irá admiti-lo agora?


nova temporis

China, exportador de capital.

 

 

Vivemos novos tempos!

 


Toda a verdade

 

Já podemos dormir descansados!

Finalmente foi apurada a verdade sobre as habilitações literárias do nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates.

 

(clicar para aumentar)

 

Conforme podem constatar, segundo informação disponibilizada pelo gabinete do próprio (ver aqui), a sua formação académica foi realizada da Universidade de Coimbra e no Instituto da Universidade Lisboa.

Tudo aquilo que afirmaram sobre a Universidade Independente e as comunicações por fax não corresponde à verdade.

Agradeço que alguém informe a Wikipédia sobre as inverdades que divulga, pois está a incorrer num crime de lesa-pátria.

 

Nota: este post é uma ironia e visa a postura do Primeiro-Ministro e do seu staff (imagem reproduzida tal como recebida por email). O que é comunicado pelo seu gabinete à Universidade de Columbia não é toda a verdade. Em portugal, há uma distinção entre bacharel e licenciado.


E depois dos 7,5%?

Depois de os juros da dívida pública portuguesa (a 10 anos) terem ultrapassado os 7,5%, é provavel que este valor diminua e que se estabilize na orla dos 6-6,5%, o que continua a não ser bom para Portugal, mas que nos permitirá respirar um pouco.

Então, quais são os problemas e os cenários que se podem considerar?

Entre vários, um deles será a continua persistência do Governo de José Sócrates na cegueira e na recusa da diminuição da despesa, o que provocará um aumento dos juros da dívida pública portuguesa e a uma pressão reforçada para a necessidade de Portugal recorrer à ajuda financeira europeia e na vinda do FMI ao nosso país.

Nem José Sócrates nem Teixeira dos Santos perceberam (ou querem perceber) que os mercados não confiam neles. E, para o bem e para ou mal, são os mercados que nos financiam.

Até lá, os “boys” e afins, continuarão a encher o bolso sem qualquer tipo de impedimento moral, ético ou solidário. 

Muito naturalmente, mesmo quando o FMI já estiver em Portugal, quem nos conduziu a esta situação irá continuar a enjeitar as suas responsabilidades e tudo dirá e fará para se manter no poder.

Tudo isto são hipóteses. Vamos ver como vai correr a próxima emissão de dívida que o Governo tem agendada.

Se o nosso país for obrigado a aceitar juros altos, tenho sérias dúvidas que os grandes países europeus fiquem impávidos e serenos. Há coisas maiores que o nosso país em jogo.

A Grécia e a Irlanda já estão. Faltam Portugal e a Espanha, para não falar de outros. Mas a ordem será quase de certeza esta. E até Espanha nos vai pressionar!


7,5%

Os juros da dívida pública nacional ultrapassaram os 7,5%.

Lamento, mas não há nada que possa explicar a incompetência do nosso Ministro das Finanças.

É perfeitamente aceitável que faça projecções de acordo com determinados parâmetros.

Mas é incompreensível que expresse publicamente os limites considerados. Ao fazê-lo, está a sujeitar as obrigações do tesouro a maiores pressões.

Será que não se apercebe das consequências das suas declarações?


Ainda mais almeidices

 

Para Almeida Santos, o Governo de José Sócrates é um bom Governo para o país. Principalmente após ter apresentado o Orçamento de Estado que apresentou.

O que este senhor se esquece (convenientemente, diga-se!) é de mencionar quem foi que nos meteu nesta situação. É evidente que há mais responsáveis pelo estado actual de Portugal, e entre esses, o próprio Almeida Santos partilha responsabilidades, mas nenhum líder de Governo foi tão nefasto como José Sócrates.

Realmente, há pessoas que perderam a vergonha na cara e que se vergaram completamente aos interesses.

 


Espelho meu …

 

 

Há alguém mais honesto do que eu?

 


Leituras indispensáveis (7)

Esta resposta do Henrique Raposo ao Jorge Coelho deve ser lida e divulgada

Em ‘O Governo e a Mota-Engil’ (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA).

Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela Internet, a Ascendi apontou para um “lapso” do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto.

Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retratasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o ‘lapso’ era um ‘facto’ consagrado no OE. V.

Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um zé-ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.

Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: “quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?”. A isto, V. Exa. respondeu com um excelso “servi a Causa Pública durante mais de 20 anos”. Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os ‘lapsos’ de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto.

E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do atual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal.

Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objetivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS.

Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida coletiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transacionáveis que destruiu o meu futuro próximo.

No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retratar-me com uma simples frase: “eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o alfa e o ómega da nossa economia”. Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.


Things have changed