Na base do conhecimento está o erro

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E agora, geringonça?

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Posso imaginar a que velocidade deve estar a rodar a mente de algumas pessoas. Este valor acaba de desmistificar o que os Louçãs, Pais Mamedes, Martins, Mortáguas, Sousas e afins apregoavam há éons!

Crescimento com e apesar da dívida. E esta, hein?


Francisco Louçã e os insultos ou do credo “louçãniano”!

louçãniano

No último artigo de opinião de Francisco Louçã nos blogues do Público – O escroque contra a fascista – não é de estranhar a tónica do conteúdo. Não. Esta é perfeitamente coerente com as crenças do autor, não passando do seu registro habitual. E também não deve ser surpreendente a escolha dum insulto como título do artigo. Trata-se da pratica usual de Francisco Louçã.

Convém não esquecer que o pensamento político de Francisco Louçã  está baseado em manifestações de fé, i.e., dogmas que não podem ser questionados. Por outras palavras, não é difícil verificar a ausência de pressupostos racionais – sustentados na lógica, resultantes do apuramento que apenas é possível através de um processo de contraditório – no seu discurso.

Eu reagi ao artigo e comentei. Acabei por ser banido. Não sendo o blogue em questão meu, aceito perfeitamente que a última palavra não me pertença. Todavia, a censura e o conteúdo das respostas de Francisco Louçã são inaceitáveis.

Note-se que para comentar é necessário proceder a uma identificação que passa pelo preenchimento de três campos: Nome, email e website. Sem este procedimento, o comentário não será aceite. Assim, quem comenta não tem a possibilidade de anonimato. Feita esta descrição, este foi o meu primeiro comentário:

O complexo de Deus parece ser uma epidemia comum na esquerda portuguesa, cujo nível de intensidade aumenta à medida que nos aproximamos do extremo.
A maior parte dos socialistas desconhece o legado de Marx. Ignoram, quase por completo, que por exemplo, em 1844, no artigo “On the Jewish Question”, Marx propõe uma “solução final” para os judeus. Contudo, não acredito que Francisco Louçã nunca tenha lido este e outros artigos de Marx.
Quer goste ou não goste, o Marx tinha mais em comum com o Hitler e com o Mussolini do que com qualquer pensador liberal.
Talvez considere que Trotsky foi uma excepção? Mas, sem Marx, o Trotsky teria sido o que foi?
E talvez seja por esta proximidade que o senhor esteja triste pelo resultado do Mélenchon e que não se preocupe com uma eventual vitória da Le Pen.

A reacção de Francisco Louçã não me surpreendeu. Foi insultuosa e procurou desviar o assunto:

A ignorância não permite tudo. Marx, que até era judeu, não propôs nenhuma “soluçao final” para os judeus. Talvez fosse melhor ler os textos em vez dos panfletos da Conspiração dos Sábios do Sião.

Mas eu insisti, escrevendo o seguinte:

Professor, tem razão. A ignorância não permite tudo. Ou será que permite?
Sim, eu sei que Marx era judeu. Mas essa condição implica que ele gostava dos judeus? Ou de o ser? A leitura das cartas que Marx escreve a Antoinette Philips (março de 1861) e a Friedrich Engels (julho de 1862) é esclarecedora.
Tendo em conta o conteúdo da sua resposta, vou partir do principio que não leu o texto que referi – “On the Jewish Question” – no meu comentário inicial. E que igualmente não leu outros textos de Marx, como por exemplo, “Confessions of a Noble Soul” (1848); e “The Russian Loan” (1856).
Posso, evidentemente, estar errado, mas se o Professor tivesse lido o texto em questão teria percebido que existia uma razão para a expressão solução final ter sido referida entre aspas. O Marx não defendeu uma solução final idêntica à dos nazis. Não. A dele era diferente:
“Once society has succeeded in abolishing the empirical essence of Judaism – huckstering and its preconditions – the Jew will have become impossible, because his consciousness no longer has an object, because the subjective basis of Judaism, practical need, has been humanized, and because the conflict between man’s individual-sensuous existence and his species-existence has been abolished.”
Portanto, em vez de contra-argumentar com escritos do Marx, o senhor Professor sugere uma leitura aos panfletos da Conspiração dos Sábios do Sião. Não deixa de ser curioso que o faça, porque “Os Protocolos dos Sábios de Sião” também é um texto antissemita.
Para terminar, o Marx não tem culpa nenhuma que o Hitler se tenha inspirado nos seus pensamentos para desenvolver as suas ideias. Mas se o fez, foi por se ter identificado com algo. E, como deve saber, as semelhanças entre Hitler e Marx não se ficam pela questão judaica.

A reacção de Francisco Louçã ao meu segundo comentário só demonstra o seu desconhecimento, propositado ou não, sobre o legado de Marx:

De facto, o anónimo que escreve a nota anterior devia poupar-se a conversa do Protocolo dos Sábios do Sião. O que cita de Marx desmente a sua afirmação e, não me leve a mal, mas tenho alguma dificuldade se não desinteresse em discutir com antissemitas ou com falsificadores da história. Fique portanto com a sua bricandeira sobre Hitler se ter baseado em Marx e passe bem. Percebo bem porque tem que se refugiar no anonimato.

No fundo, não é de admirar. Francisco Louçã é intelectualmente desonesto. O que espanta é ao ponto que é capaz de chegar. Não sei qual é necessidade de insultar, mas ele fá-lo gratuitamente.

Ora vejamos:

Em primeiro lugar, identifiquei-me para comentar. Como tal, referir anonimato da minha parte só pode ser uma manifestação de má fé. Para além disso, desde que fiz os comentários já tive várias visitas ao meu blogue e igualmente pude constatar o constrangimento de Francisco Louçã perante comentários posteriores ao meu, de terceiros que também notam que Marx era antissemita.
Em segundo lugar, o meu pressuposto não estava errado. Francisco Louçã acabou de comprovar a sua ignorância sobre o legado de Marx. Existe quem pense que ler o “Capital” ou o “Manifesto do Partido Comunista” é suficiente para conhecer Marx. Louçã faz parte desse grupo. Eu, pelo contrário, considero essas leituras são insuficientes. Não é difícil compreender que Louçã queira acreditar que Marx tenha sido perfeito. Afinal, para ele, Marx é um deus. Infelizmente, Marx partilhava da condição humana e como tal tinha defeitos, sendo o antissemitismo um deles. Curiosamente, para desconforto e surpresa de Louçã, Marx não tinha vergonha em o afirmar. Nem o escondia, conforme é facilmente comprovável pelos escritos que deixou.
Em terceiro lugar, eu não fiz mais nada para além de citar Marx. Logo, não sou eu quem é antissemita. Marx é que o era!
Em quarto lugar, é assim tão inconcebível que o Marx não gostasse dos judeus? Creio que patenteia coerência. Marx era anticapitalista e como, segundo o próprio, eram os judeus que dominavam o capital …
Em quinto lugar, eu não estou a falsificar a história. Pelo contrário, estou a revelá-la. O Francisco Louçã é que se recusa a conhecer outras facetas de Marx. E também não estou a modificar a história, que se desenrolou sem qualquer tipo de intervenção minha.
Em sexto lugar, quem traz à discussão outro texto antissemita com a referência “panfletos da Conspiração dos Sábios do Sião” é o Francisco Louçã. E fá-lo por dois motivos: Primeiro, para disfarçar a sua ignorância sobre o conteúdo dos textos de Marx que eu referi e citei; e, segundo, para distrair as atenções relativamente à discussão.
Em sétimo lugar, apesar de outra falácia visível nas suas respostas, fui esclarecedor quanto à distinção entre a solução final de Marx e de Hitler. As duas são, obviamente, distintas. Os judeus é que eram o elo comum.

Caro Francisco Louçã, quer goste ou não goste, entre o pensamento de Marx (e de Engels) e Hitler apenas existe uma diferença de forma. O conteúdo pouco difere. Para além disso, compreendo que um Marx antissemita, xenófobo e racista não lhe seja agradável. Entendo, igualmente, que procure ignorar determinados pontos do legado marxista. Contudo, não há nada que possa fazer. O homem era o que era e escreveu o que escreveu.

Para além disso, à semelhança de outras pessoas, quando confrontado com verdades inconvenientes, opta por as ignorar. Felizmente, existem trotskistas, como Joel Kovel, que não escondem o antissemitismo de Marx: “By anti-Semitism I mean the denial of the right of the Jew to autonomous existence, i.e., to freely determine his/her own being as Jew. Anti-Semitism therefore entails an attitude of hostility to the Jew as Jew. This is an act of violence, addressed to an essential property of humanity: the assertion of an identity, which may be understood as a socially shared structuring of subjectivity. To attack the free assumption of identity is to undermine the social foundation of the self. Judged by these criteria, OJQ [On the Jewish Question] is without any question an anti-Semitic tract – significantly, only in its second part, “Die Fähigkeit.” No attempt to read these pages as a play on words can conceal the hostility which infuses them, and is precisely directed against the identity of the Jew.”

É curioso que não sendo religioso, o senhor pratica a actividade política como se fosse um membro duma classe eclesiástica. Infelizmente, comporta-se como um devoto fanático, defensor da única verdade aceitável e possível: a sua!

Relaxe e aceite a diversidade de opiniões. Argumente a defesa das suas posições com base nos conteúdos em discussão. Não faça manobras de diversão, nem utilize o insulto como meio. Tente ser correcto. Olhe que é capaz de se surpreender.

P.S. – Se Francisco Louçã foi incapaz de ter percebido as minhas palavras, dificilmente terá entendido outras. Nomeadamente, as de Marx.


Ingratidão!

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A Catarina Martins, o Francisco Louçã, o Daniel Oliveira e o Jerónimo de Sousa, entre outros, são mesmo ingratos. Se estão onde estão hoje, é principalmente devido aos recursos financeiros de terceiros.

A Europa foi o caviar que alimentou a esquerda portuguesa!


Demagogia ou preocupação genuína?

Mais uma vez voltamos à saída do euro. Contudo, desta vez, a dita une a primeira e a ultima opção.
João Ferreira do Amaral sempre afirmou que não deveríamos ter entrado no euro e igualmente sempre defendeu a saída do mesmo.
Louçã, aparentemente, defende a saída do mesmo como último recurso.

Contudo, para o objectivo deste post, devo relembrar que considero Francisco Louçã, aderente da quarta internacional, um dos piores demagogos da Portugal.

Na democracia representativa existem alturas em que é necessário co-responsabilizar a população por determinadas decisões. O instrumento para o efeito é o referendo. Ora, segundo Louçã, o referendo não é necessário para esta questão. Uma «meia-dúzia» de pessoas, presumo que criteriosamente selecionadas, serão suficientes para a decisão.

Há demagogos e demagogos. O Louçã é algo demagogicamente inclassificável. E revela-se um democrata a toda a prova.

Paradoxalmente, ou não, Louçã está a ser coerente, pois os demagogos extremistas sabem só chegam ao poder através de revoluções. Para isso, é preciso baralhar e manipular a população.
Quem leva com o impacto, imediato e profundo, diga-se, da desvalorização cambial são os que têm menos, são as famílias com menor rendimentos.

Assim, estou em crer que a verdadeira razão para Francisco Louçã defender esta solução é a esperança duma revolução.

Afinal, a revolução de 28 de Maio de 1926, trouxe-nos a União Nacional.
Pode ser que a próxima revolução (?) nos traga o Desígnio Proletário. Conduzido pelo Louçã. 😉

Valha-nos Deus!

P.S. – Ora digam lá quem é que agradecia a iniciativa portuguesa de saída do euro?


“Novo” socialismo?

Francisco Louçã, João Semedo e José Manuel Pureza defendem uma nova corrente para o BE.

Enquanto Francisco Louçã, que representa para o BE o que Salazar representava para o Estado Novo, se mantiver activo no BE ou noutra qualquer entidade política, seja qualquer for a iniciativa que anuncie ou defenda, a mesma será sempre mera cosmética.

Estamos perante uma simples jogada política estratégica porque o BE já percebeu que tem que se ver livre de Luís Fazenda e da UDP, pois ambos são pouco apelativos aos simpatizantes da esquerda que não são radicais.

Curiosamente, Francisco Louçã que é, e continuará a ser, um extremista e um ditador em potencial, consegue disfarçar muito melhor o radicalismo que o caracteriza.

Novo socialismo? Não!
É mais uma tentativa de roubar eleitorado ao PS. A que foi tentada com as presidenciais pelo apoio ao Alegre não correu bem.

Mas claro, os votantes que o BE perdeu para o PAN também estão debaixo do olho.


O Cão do Louçã

Zico

Fiel a si mesmo, Francisco Louçã escreveu no sua página do Facebook uma nota a explicar porque razão decidiu assinar a petição a favor do Zico, o cão que atacou uma criança em Beja, o Dinis.

Dias antes, Daniel Oliveira, um destacado militante bloquista, publicou um pequeno texto, intitulado, “O Cão que matou a criança e as comparações grotescas”, que foi altamente censurado e criticado, indirectamente afectando a imagem do BE.

Aqui é que está o problema da questão e o único motivo para a nota do Louçã:
As consequências do artigo do Daniel Oliveira na imagem pública do BE.

Alguém duvida que a principal motivação do Louçã é minimizar o impacto das palavras do Daniel na imagem do BE?
O Louçã está-se nas tintas para o cão.
A sua única preocupação é o BE e os resultados eleitorais que se avizinham.


E tinha direito?

Francisco Louçã vai abandonar a Parlamento e, segundo o próprio, “Saio como entrei, com a minha profissão sem qualquer subsídio, sem qualquer reforma”.

Será que tinha direito à mesma?

Se a memória não me falha, foi em 2006 que foi revogada a norma que estabelecia as reformas aos deputados.
Para além disso, foi combinado que apenas os deputados que nessa data tivessem mais de 12 anos de funções é que manteriam o direito à mesma.
Em que ano é que Francisco Louçã iniciou funções como deputado? Em 1999.

Continua fiel a si mesmo. Não passa de um (perigoso) demagogo!