Na base do conhecimento está o erro

Posts tagged “separação dos poderes

Sem responsabilidade não há liberdade!

hayek

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Eis algo que muita boa gente, incluindo alguns presidentes, não compreende.

Pior, recusam-se a aceitar!


Da desigualdade da liberdade

mulheres BE

 

O que mais me admira nas irmãs Mortágua não é serem duas jovens convencidas e arrogantes. Não. Estão no seu direito! E é muito natural que, sendo militantes num partido caracterizado por um pensamento em “loop”, perfeitamente parametrizado, essa condição tenda a aumentar.
O que mais me admira é que aos 29 anos de idade já são profundamente antidemocráticas, não admitindo contraditório ou opiniões diferentes, e que exercem influência no sentido de condicionar aqueles que não pensam como elas.

E considero ser o epítome da falta de vergonha, observar as deputadas do Bloco de Esquerda, que amiudamente insultam e difamam a coberto da imunidade parlamentar e sem responderem pelos insultos que proferem, quais “virgens ofendidas”, a recorrer a um organismo público sem que assumam a responsabilidade pela queixa.

Há mesmo pessoas que não fazem a mais pequena ideia do que é a liberdade!

 


Lula da Silva ou o futuro do Brasil

Lula 1988

 

O meu avô sempre me disse: “Quem não deve, não teme!”

Lula da Silva teme e não é pouco. Ao refugiar-se atrás de instrumentos políticos – imunidade – que impedem o curso normal das investigações judiciais, Lula da Silva está apenas a aumentar as suspeitas que recaem sobre si.
Se tivesse a sua consciência tranquila, não agiria desta forma. Admito que não seja fácil estar nas bocas do mundo por estes motivos, mas indo a tribunal e sendo por este considerado inocente, Lula ficaria com a sua imagem integralmente reabilitada. Mas não foi essa a sua opção. Antes pelo contrário.

Como muito bem notou o Rui Albuquerque, “o que se está a passar no Brasil é coisa nunca vista em lado nenhum. Com raríssimas excepções, não há na classe dirigente desse imenso país um só político que não esteja envolvido em escândalos de corrupção. E se me pedirem para pôr as mãos no fogo por qualquer uma dessas «excepções raríssimas», garantidamente não o farei. A verdade é que atrás de um sempre vêm outros e que os acusadores de hoje são os acusados de amanhã.”

E esta é a circunstância que me deixa mais perplexo. A corrupção não é um fenómeno exclusivo da direita. Também existe na esquerda. E se revisitarmos a história, percebemos que a corrupção da esquerda não é brincadeira nenhuma.

Contudo, ao ler o que expressam os partidários de Lula da Silva, até parece que o homem pode ser corrupto porque os que estiveram antes dele também o foram. Pensava que um homem que se afirmou contra a corrupção, e seus efeitos na sociedade, agisse, ou procurasse agir, doutra forma? Mas não. Pelos vistos, Lula da Silva usufrui do beneplácito de quem o apoia e de quem o sucedeu. Quiçá, para alguns, até deve ser corrupto?

A corrupção não está adstrita à ideologia ou ao posicionamento partidário. É uma particularidade humana. No limite, qualquer é um pode ser corrupto.

Há mais de trinta anos escrevi isto: “No universo físico, tudo é uma questão de escala. No universo social, tudo é uma questão de opção”.
A opção tomada por Lula da Silva, não abona em seu favor. E, pelos vistos, a corrupção não termina com ele. Dilma Rousseff também tem muito a explicar.

No meio disto tudo, lamento pelo povo brasileiro. Não mereciam este tipo de comportamento, nem este exemplo.

A história também nos ensina que os totalitarismos e as ditaduras estão sempre à espera. Só é preciso que a democracia falhe!

Independentemente das circunstâncias, esta frase, expressa por Lula em 1988, ameaça revelar-se profética.


O milagreiro dos entendimentos ou a procura dum almoço grátis

Santo anyonio costa

António Costa foi chamado a Belém. Tal facto não é nenhuma surpresa. Tal como também não deve espantar ninguém que o Presidente da República tenha apresentado uma lista de condições para indigitar o líder socialista.

O deplorável espetáculo que tem vindo a ser proporcionado, no que respeita ao nível e/ou grau de entendimento, pela coligação de apoio parlamentar à esquerda, justifica este pedido. Uma investidura é diferente duma legislatura. É esta, e não aquela, que garante estabilidade.

Revendo o que se passou desde as legislativas, o líder socialista disse ter acordo quando o mesmo não existia, dividiu a eventual união, repartindo-a em entendimentos sectoriais por ser incapaz de conseguir a sua conjugação, afirmou a sua discordância face aos seus apoiantes parlamentares quanto à política externa portuguesa ao aprovar iniciativas legislativas da coligação e, desde o dia em que assinou os entendimentos sectoriais, nada fez para minorar os efeitos das discordâncias públicas entre BE e PCP. Agora, no espaço de várias horas, diz ser capaz de assegurar o que não conseguiu em 15 dias de acordos. António Costa é um santo milagreiro que está obcecado pelo almoço grátis. Esperemos que a resposta do PS seja adequada, ou não creio que o obtenha. Aliás, já está a pagar o preço do mesmo. E, para mal dos seus pecados (de António Costa), Sócrates ofusca o horizonte.

Por fim, se António Costa apresentasse um documento assinado pelos três partidos surpreenderia toda a gente e demonstrava que o grau de união era superior ao percepcionado. Infelizmente, o líder socialista não é suficientemente humilde para o tentar.

Há demasiada prepotência no estado, pouca razoabilidade e quase nenhuma reciprocidade.


O limite da liberdade

O debate sobre o limite da liberdade é muito longo e continua a ser um tema apaixonadamente debatido.

Onde termina a minha liberdade e começa a do outro? Liberdade é um conceito relativo ou absoluto?
São exemplos dos argumentos que caracterizam esta temática.

Recentemente, o assunto voltou à primeira ordem do dia devido à Operação “Marquês”, que implicou a prisão preventiva de José Sócrates.

Finalmente, com este caso, o limite da liberdade parece ter sido estabelecido.  Ei-lo:

Não é permitido considerar a culpabilidade de José Sócrates!
Nenhum cidadão o pode, ou deve, fazer, pois Sócrates é um santo intocável, cujo exemplo deve ser reproduzido.

E, para nos certificarmos da validade deste limite, devemos questionar qualquer outra pessoa, principalmente aquelas que acusam o mártir.

P.S. – Igualmente existem outras pessoas que não podem ser questionadas. Sabem quem são?

 

 

 


Nova Justiça?

NNPMCA

Noronha de Nascimento, Pinto Monteiro e Cândida Almeida já não exercem funções

Não sei se existirá uma causa-efeito entre determinadas vigências e as mais recentes investigações (vistos-gold e Sócrates),

mas porque não haveria de mudar a justiça?

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Sobre a indignação dos subservientes (ou dos interessados)


Joaquim Oliveira, o ainda presidente da Controlinveste, cuja venda está a negociar com angolanos, criticou publicamente o que classificou como preconceito português relativamente a Angola e aos seus cidadãos.

Na origem desta tomada de posição estão as investigações que o Ministério Público português está a conduzir devido aos alegados indícios de fraude fiscal e de branqueamento por parte do Procurador-Geral de Angola, no valor de 70 mil euros, originaram uma reacção do Chefe de Estado Angolano, que na minha opinião só podem ser classificadas como pressão

Não devemos ignorar que Joaquim Oliveira tem muito interesse na rápida venda da Controlinveste, nomeadamente aos angolanos, e que este episódio de tensão entre ambos os países pode atrasar ou danificar o seu negócio.
Contudo, o Senhor Joaquim Oliveira devia perceber – e alguns membros do Governo português também – que o Ministério Público português não está diferenciar ninguém.
Está somente a proporcionar ao “alto dirigente angolano” a mesma cortesia que dá ao mais simples dos portugueses.

O Ministério Público não pode fazer o que interessa a alguém. Deve cumprir com as suas obrigações.

Este tipo de indignação condescendente, como a que Joaquim Oliveira demonstra, só serve para diminuir o respeito que por ele possam ter.