Na base do conhecimento está o erro

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EMA: CMP 1 – Governo 0

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Foto: Porto.pt

Sujeito a criticas contundentes e oportunas, o governo foi obrigado a reabrir o processo de candidatura à EMA e a considerar outras possibilidades de localização, nomeadamente, o Porto.

Esta novidade representa uma vitória para o Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, que defendeu, incansavelmente e bem, os interesses da cidade.

No meu anterior post, argumentei que o executivo liderado por António Costa nunca acreditou no sucesso da iniciativa. Candidatou-se por outros motivos. Rui Moreira, pelo contrário, acredita que seja possível. E, tendo declarado que o que importa é que o país “apresente a melhor candidatura possível, quer a localização seja no Porto ou em Lisboa [porque] o importante é que a EMA se localize em Portugal”, o Presidente da Câmara Municipal do Porto demonstra um apurado sentido de defesa dos interesses dos seus munícipes.

Foi dado, e bem, reconhecimento aos méritos da cidade do Porto. Todavia, o essencial é que o país venha a ser reconhecido. Infelizmente, creio que a imagem do país já sofreu danos significativos. Mesmo apesar de não ser um entusiasta da ideia, oxalá esteja enganado e que esta nova candidatura, que verdadeiramente corporiza um empenho nacional, permita que Portugal seja escolhido para sede da EMA.


Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2017

Rui moreira 10 junho 2017

Foto: José Coelho/Lusa

 

Na abertura das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a alocução do anfitrião das mesmas, Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto.

Um excelente discurso, que muito honrou os portuenses e os portugueses.


A favor dos jovens portugueses. Contra a arquitectura de Torremolinos!

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Portugal, segundo dizem, começa a (r)emergir das trevas da austeridade. Sim. Segundo dizem! Perdoem-me por não ser mais categórico, mas, enquanto não houver um consenso “geringôncio” sobre o assunto, não o poderei fazer (recentemente a Catarina Martins disse que ainda não estavam reunidas as condições para acabar com a austeridade).

Todavia (nestas coisas é sempre aconselhável seguir a cartilha oficial), agora que Portugal recomeça a trilhar o caminho para a luz e para o esclarecimento, é necessário ter uma atitude complacente e de compreensão para com aqueles que viveram tempos de um rigor obscurantista. Afinal, os efeitos da austeridade em Portugal foram tão nefastos que afectaram os alicerces do futuro, danificaram a estrutura das oportunidades e, pasme-se, até atingiram as desigualdades biológicas, repito, biológicas, inerentes à condição humana. Ou seja, não foi apenas a arquitectura que foi afectada. Os jovens foram-no muito mais!

Um país até pode dispensar a arquitectura, mas sem juventude não terá futuro. E o capital mais importante que os jovens possuem é a sua capacidade de expressão, independentemente da forma em que a mesma se manifesta.

É consciente desta circunstância que vou elaborar a petição – A favor dos jovens portugueses. Contra a arquitectura de Torremolinos! – para apoiar os jovens finalistas portugueses, cujo elevado comportamento merece ser reconhecido. E espero que a maioria dos portugueses a subscreva.

É impensável aplicar medidas de austeridade à criatividade dos jovens, especialmente, à física. Os pobrezinhos já se sentem demasiado diminuídos. É por isso que expurgam as suas frustrações na decoração, e por maioria de razão, naquela que implica um complemento físico. Sejamos honestos. Os actos dos jovens portugueses em Espanha não podem, nem devem ser perspectivados como uma mera expressão artística. Não. A sua postura atingiu um nível de sublimação! E pode muito bem ser o inicio duma revolução que irá modificar toda arquitectura da sociedade. Ora, oportunidades destas não surgem todos os dias.

Por esta razão, a petição, para além de defender que passe a ser obrigatório proporcionar aos jovens este tipo de oportunidades, também sugere que os passeios dos finalistas portugueses não se confinem a Espanha. A Europa tem outros países que merecem ser visitados. E, por fim, igualmente não esquece Portugal. Seria antipatriótico fazê-lo. Existe por aí muita construção que necessita dos melhoramentos que resultam deste tipo de expressão.

Que não haja enganos. Como este tipo de comportamento já está assegurado, devemos garantir a sua perpetuação. O Portugal de amanhã, tal como o de hoje, agradecerá.

Conto com a vossa assinatura!


Mónica Ferro

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Soube-se hoje que a Mónica Ferro, após vencer  um concurso com mais de 100 concorrentes, foi nomeada directora europeia do fundo das Nações Unidas para a população. Ou seja, é única e exclusivamente devido ao seu mérito, e sem qualquer tipo de favores políticos, que a Mónica Ferro ascende ao importante cargo de Directora da Representação Regional em Genebra do Fundo das Nações Unidas de Apoio à População.

Conheci a Mónica Ferro em 2006, quando frequentamos juntos o curso para Auditor da Defesa Nacional. A empatia e o respeito foram imediatos e recíprocos. A Mónica é uma pessoa altamente qualificada, inteligente, motivadora e, sobretudo, integra que vai agora dirigir uma causa em que sempre acreditou.

Não posso estar mais orgulhoso. Para além se ser  integralmente merecido também é o reconhecimento de alguém que sempre acreditou nestes valores e a quais se dedicou toda a vida.

Mónica, não tenho a menor dúvida que vais contribuir para a diferença e que o irás fazer de coração aberto.

Obrigado!


Democracy Requirement(s)

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To President Trump, as it was to his predecessors, all that is, or should be, obligatory are decisions in accordance with his own conscience and within the limits of the law. Nothing more is required. He is entitled to decide as he sees fit and not as we would prefer.

I do accept his democratic victory. However, such acceptance does not mean that I must endorse his decisions. In fact, regardless of my political affiliations, I consider my foremost duty not to blindly accept every political decision.

Question our elected leaders, either the President, Senators, or Congressmen, is a fundamental prerequisite of democracy. And especially the leaders of our own political party and/or affiliation should and have to be questioned.

So, when facing a decision with which I disagree, I will always express my viewpoint without ever trying to impose it.

Ao Presidente Trump, tal como com os seus predecessores, tudo o que é, ou deve ser, exigido são decisões de acordo com a sua consciência em conformidade com os limites da lei. Nada mais é exigível, pois ele pode decidir como entender e não como nós preferiríamos.

Eu aceito a sua vitória eleitoral. Contudo, a minha aceitação não implica um apoio às suas decisões. Na verdade, independentemente das minhas posições políticas, considero ser o meu maior dever não aceitar cegamente toda e qualquer decisão política.

Questionar os nossos representantes eleitos, seja o Presidente, o Primeiro-Ministro ou os Deputados, é um pré-requisito essencial da democracia. E devem particularmente ser questionados os líderes do nosso próprio partido ou afiliação política.

Assim, perante uma decisão com a qual discordo, expressarei sempre a minha opinião sem nunca a impor.


Sem responsabilidade não há liberdade!

hayek

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Eis algo que muita boa gente, incluindo alguns presidentes, não compreende.

Pior, recusam-se a aceitar!


Trumpism. “Alternative fact”?

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I know what are alternate realities or parallel universes. But, “alternative facts”? What the hell are “alternative facts” supposed to be?

Should we prepare ourselves for a new order? “The” Real New Order! Where reality is fiction and “alternative facts” constitute the only valid way to understand the world or to be part of it?

Or are we just reliving the past? Does anyone remember the Second Red Scare, the troubled period better known as McCarthyism, that plagued the United States of America from 1950 to 1957? McCarthyism, defined as “the practice of making unfair allegations or using unfair investigative techniques, especially in order to restrict dissent or political criticism”, and which still represents today an undeniable regression in terms of civil liberties and individual rights, began to wither away due to the courage and posture of several persons, including journalist Edward R. Murrow, who, at the time, stated: “We must not confuse dissent with disloyalty. We must remember always that accusation is not proof and that conviction depends upon evidence and due process of law.”

Trump is in open war with the press. But not only. Trump confronts and discards all those who disagree with him. Trump is not available to the plurality of opinions. Hence, he prefers twitter, where there is no dialogue, but rather a monologue. Although this behavior is not new to Trump, the truth is that it became more pronounced since the announcement of his candidacy for the presidency of the United States and that, after his election, it seems that it will be established as a norm of conduct.

Will Trumpism have the same consequences of McCarthyism? The question is pertinent. Unquestionably, both practices of unfounded accusations and demagogic offenses against the character of opponents, whether political or not, are visible. In addition, we have to remember that times are different and that the breadth of individual freedoms and of the civic rights was considerably limited with the Patriot Act. Finally, as we are not seeing the execution of a planned strategy but rather the application of a distorted way of understanding democracy, and considering the fractured posture of “either with me or against me” or “leave, or you will be expelled”, trumpism, and its rules, does not augur a good future to the American democracy.

Negative circumstances which represented significant social setbacks and that were overcome in the past now seem to be rising from the grave. Compared with the populism that is now being asserted, the communism of the 1950s appears as a lesser threat. Finally, as if populism were no longer dangerous, elite populism, practiced and endorsed by Trump, contains in itself the seeds of even more harmful political and societal effects.

There is indeed a tendency for the repetition of certain historical cycles. I hope that advocates of plurality and difference of opinion will not fade away, that the press can persist, and that the truth will not vanish.

Only in this way can the definitive establishment of the corpocracy be averted. Not the one considered by Derber, Sachs, or Winters, among others, but rather a distorted oligarchy who would be nothing more than the capitalist version of Trotsky’s vision.

One thing is for sure. Trumpism is not an “alternative fact.” It’s both real and dangerous.