Na base do conhecimento está o erro

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Alea jacta est!

costa

Encruzilhadas, que significam dilemas e que implicam decisões, são uma constante do dia-a-dia da vida política. Qualquer político o sabe. Daí que o recurso a determinados instrumentos, como, por exemplo, consultadorias, análises e sondagens, seja habitual. Evidentemente, recorrer a terceiros não invalida que o próprio não faça a sua leitura dos contextos e do seu desenrolar. Em boa verdade, é primordial que o faça!

Uma das características fundamentais da decisão política é saber interpretar os momentos, principalmente aqueles onde se conjugam circunstâncias, incluindo as que não se controlam, que possibilitam resolver distintas condições simultaneamente.

Recentemente, António Costa viu-se perante um desses momentos, o qual, provavelmente, poderá ter sido sua Encruzilhada como Primeiro-Ministro.

Na questão da TSU, reuniram-se um conjunto de circunstâncias, aqui enunciadas nos dias  17, 18 e 19 de janeiro, que dificilmente voltarão a ocorrer. Na minha opinião, António Costa esteve perante o cenário ideal para poder almejar uma maioria socialista. No plano teórico, melhor era impossível.

E que fez António Costa? Revelou-se, ou melhor, confirmou-se desprovido das duas verdadeiras características da liderança: coragem (e sacrífico). Não me refiro apenas à falta de inteligência que manifestou. Refiro-me mesmo à falta de coragem e, simultaneamente, à falta de audácia, intrepidez e ousadia para arriscar.

Perante o Rubicão, António Costa fraquejou. Mas a sorte não deixou de ser lançada.


E a pluralidade. Não interessa?

Não é apenas por causa duma decisão estratégica que o BE e o PCP não querem fazer parte do governo de António Costa.

A verdadeira razão, que está disfarçada numa capa de estratégia, deve-se ao facto de ambos estes partidos não possuírem vocação governativa democrática.

A pluralidade não faz parte da sua essência!


O PCP e o acordo da esquerda

Jeronmo e costa

Estrategicamente é natural que o PCP esteja disponível para esta iniciativa. Jerónimo tem que conter os efeitos, tanto endógenos como exógenos, do mau resultado eleitoral. Como tal, tem que estar à frente do BE. Até porque os bloquistas são o seu principal adversário e objectivo. Este acordo serve como uma luva para os interesses comunistas.

Paradoxalmente, não deixa de estar a dar mais importância ao resultado do BE do que devia. O resultado eleitoral do BE é menos consolidado do que o dos comunistas.

Por fim, tendo em conta que o PCP ficou atrás do BE, em votos e deputados, o histórico da convivência e relação entre estes dois partidos, não creio que seja possível chegar a um entendimento num único Acordo.

No meu entendimento, o cenário mais provável é a elaboração de dois acordos: PCP + PS e BE + PS.


Moção de confiança?

 

Goste-se ou não, politicamente, Pedro Passos Coelho esteve muito bem.
Se o Portas quer deitar abaixo o governo tem que o fazer. Não basta abandonar.
Como não existe a possibilidade de apresentação duma moção de censura nesta legislatura, jogada magistral seria o PPC apresentar uma moção de confiança no Parlamento.
Com a distribuição de deputados vigente, só com o voto contra do CDS é que o Governo cai.
Que me dizem deste cenário hipotético?

E, já agora, porque não uma moção de confiança ao governo logo após o reatar da coligação?


Descubra as diferenças: gestão pública

Durante os dozes anos (2001-2013) em que foi Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, teve relações institucionais com seis governos de Portugal:

XIV Governo Constitucional (1999-2002) – António Guterres;
XV Governo Constitucional (2002-2004) – Durão Barroso;
XVI Governo Constitucional (2004-2005) – Santana Lopes;
XVII Governo Constitucional (2005-2009) – José Sócrates;
XVIII Governo Constitucional (2009-2011) – José Sócrates;
XIX Governo Constitucional – (2011-) – Passos Coelho.

A opção por diferentes posturas e modelos de gestão permitem verificar resultados distintos.
Enquanto que as acções dos governos nacionais continuaram a produzir défices e a engordar a dívida de Portugal, Rui Rio optou por uma política de combate à precária condição financeira que encontrou no município do Porto.
Consequentemente, o actual governo “viu-se”, apesar da alternativa, obrigado a aumentar a carga fiscal aos portugueses.
Por sua vez, os portuenses viram os impostos municipais serem reduzidos.


Estratégia política ou teoria da conspiração?

Ockhams Razor

 

O Governo tem consciência que já atingiu o limite na recolha da receita, sabe o que está acordado no Memorando relativamente à despesa pública, tendo, por isso, noção das recomendações da Troika, a qual, desde a 6ª avaliação tem vindo a referir o tema.
O Governo também sabe que o PS recusou participar numa negociação para a redução dos 4/5 mil M€ da despesa e das implicações da mesma no Estado Social e a consequente reacção popular.
Para todos os efeitos, o TC “obriga-os” a seguir esse caminho. E, para além disso, pode dispensar um entendimento alargado com o PS.

A minha pergunta é:
Estamos perante uma estratégia política, diga-se brilhante, ou uma teoria da conspiração?

P.S. – Já ouviram falar na lâmina de Ockham?


Plano B – Títulos de tesouro

Afinal, parece que o Vitor Gaspar tinha um plano B!

 

Governo pondera pagar subsídios
de férias com títulos de tesouro.

Para quem gosta de estratégia política, é brilhante.

Que pensarão os Juízes do Tribunal Constitucional?