Na base do conhecimento está o erro

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Caliphate, Islamic Republic or something else? The fate of Turkey’s democracy is dark.

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Coup d’état? I’m not buying it.

The lack of coordination evidenced yesterday by the military forces who carried out the alleged coup in Turkey is not consistent with the international reputation of the Turkish army. The televisions showed a helicopter firing, trying to hit targets on the ground. But where were the impact of the bullets? Neither human bodies nor the road, signs or anything else were hit.

I cannot shake the feeling that yesterday events in Turkey were orchestrated by Erdogan, aiming increase its power. We are witnessing a purge, designed to eliminate all those who oppose Erdogan. Both within the Turkish army as within his own party, the Justice and Development Party (AKP). This purge aims especially the military and the AKP members that still are Gulenists.

Historically, as it sees itself as the protector of Turkey’s secularism and democracy,  the Turkish army has intervened in the political sphere, whenever deemed necessary to preserve democracy. The military has had several tensions with Erdogan’s AKP over its brand of political Islamism. Moreover, Mr. Erdogan’s relationship with justice is also not peaceful, but so far the decisions of the Turkish Constitutional Supreme Court have been in accordance with the rule of law.

Since the 2007 General Staff’s E-memorandum, targeting Erdogan’s non-secular politics, the relation between Erdogan and the military worsened. The 2010 constitutional referendum, which gave Erdogan’s government more control over judicial system, allowed the creation of prosecutors with extraordinary powers to accuse secular high-rank officers in the military, for planning a coup against Erdogan’s government. These prosecutions originated a power shift within the Turkish army and the result was the end of the secular military position.

With this move, Erdogan will be able to full control the military and to remove any opposition. Including the press.

Make no mistake. What is at stake is power. Absolut power. And how that goal will materialize is irrelevant. As such, it does not matter if it will be a Caliphate, an Islamic republic or something else. Whatever it is, it will seriously affect Turkish democracy and the rule of law. Most likely, permanently.

A curfew, martial law and the preparation of a new constitution was announced. What will emerge from a new constitution is not important. Recep Tayyip Erdogan has long sought such circumstances. He wants to be Turkey’s ruler until his death. At least. Erdogan wants to be greater than Ataturk and in order to achieve that aura he will kill Turkey’s democracy.

P.S. – NATO is the big question. I believe that is prudent to begin considering the possibility of Turkey leave NATO.


NATO Should Set Limits On Russia’s Actions In The East

The events leading to Crimea’s secession from Ukraine are not a series of ad-hoc moves, but part of a calculated plan by Russia’s leaders that fits Alexander Dugin’s vision of ‘Eurasianism’.
Accordingly, Russia is determined to follow its own Eurasian path, while the real goal of Eurasianism is the formation of a new political integration bloc. The European Union (EU) and NATO response must set limits on Russia.

Read more here: IPRIS Viewpoint 144


To whom it may concern

Putin Dugin Karaganov

Concerning Europe, this is what Putin and “entourage” desire:

 

Russians want to be in,
throw the Americans out
and keep the germans down.

 

Which they will only accomplish with NATO disbanding.


Nostalgias (2)

O diferendo entre a NATO e a Rússia sobre o novo sistema de defesa antimissil, para a europa, relembra outros tempos.

E, a todos os níveis, outras circunstâncias!


Tolerância e paciência

 

Exemplos de tolerância (via O Insurgente) e de paciência (via Fiel Inimigo) no mundo que nos rodeia.


Na Encruzilhada: UE, Turquia e NATO

Já foram escritas muitas linhas sobre a possibilidade da integração da Turquia na União Europeia (UE). Mas, numa altura em que as negociações entre as duas partes se arrastam, inclusive estando suspensas em alguns sectores chave, tendo em consideração os acontecimentos vividos no Médio Oriente, em especial no Iraque e às ofensivas do exército turco contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), não será perda de tempo reflectir um pouco mais sobre este assunto e equacionar alguns cenários.

Devido à importância da sua posição geográfica, a Turquia é, desde 1952, membro da Aliança Atlântica (NATO). Naturalmente que a data atrás referida remete-nos para o período da Guerra-fria. Não sendo a Turquia um país comunista não é estranhar que, juntamente com a Grécia, ambos os países tenham aderido à NATO e, assim, ficaram mais protegidos das tendências expansionistas da ex-União Soviética. Mas só porque a Guerra-fria já acabou com ela também se foram as tendências expansionistas da Rússia?

Há, desde 1725, na Rússia, um documento que, apócrifo ou não, tem influenciado o seu comportamento como Estado. Nem sequer a Revolução de 1917 e a consequente mudança de regime alterou a execução das ideias nele contidas. Refiro-me ao Testamento de Pedro, o Grande. Sendo que a mudança para o sistema capitalista tem acelerado o seu potencial de crescimento, não é de admirar que o germe da expansão se volte a manifestar.

Ora a Turquia, apesar de ser governada por um partido de natureza islâmica, é um Estado laico. São os militares quem garantem que assim continuará a ser. Como tal, se a sua candidatura à UE for adiada e/ou recusada e na hipótese de um regime teocrático ser estabelecido no Iraque, a Turquia passará a estar muito mais receptiva a uma eventual aliança com a Rússia.

Juntamente com a Turquia são potenciais candidatos à UE, países com uma forte presença muçulmana. Refiro-me à Albânia, Macedónia, Bósnia Herzegovina e Montenegro, países que estão geograficamente localizados entre Estados-Membros da UE, a Eslovénia e a Grécia. Como tal, na eventualidade de um conflito que envolva ocidentais e islâmicos, que género de reacções são de esperar das comunidades muçulmanas destes países? Quais são os tipos de ramificações que estas comunidades possuem com as comunidades muçulmanas em França, Inglaterra, Alemanha e Holanda? E que repercussões devemos esperar nos Balcãs?

Por sua vez, na suposição da transformação do Iraque num regime teocrático, países como a Arménia e Geórgia não ficarão sossegados e irão procurar protecção algures. Supondo que esse apoio virá da Rússia, que efeitos terá no xadrez, não apenas regional mas também mundial, uma aliança que una a Rússia, Turquia, Arménia e Geórgia? Pela mesma ordem de razão é claro que, devido à falta de alternativas, o Cazaquistão, Azerbeijão, Turquemenistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão também poderão aderir a essa coligação. Afinal, para além da protecção recebida estes Estados também conseguem impedir a sua transformação em regimes teocráticos de matriz islâmica. E, de todos estes países, qual é aquele que, devido ao seu passado histórico, está mais vulnerável a esse cenário? A Turquia, sem dúvida nenhuma.

Convém não esquecer que resultante da sua acção diplomática, particularmente sentida no âmbito da Organização de Cooperação de Xangai, a Rússia foi capaz de recuperar muita da sua anterior influência na região.

E, no que respeita a prováveis perspectivas para o Médio Oriente é prudente ter em mente que o Hezbollah ainda não desistiu do seu sonho de transformar o Líbano num Estado teocrático, que do cenário de guerra civil que se vive no Iraque pode muito bem também emergir um regime teocrático e que o Irão [rodeado por potências nucleares (Rússia, China, Paquistão, Índia e Israel)] não vai abandonar o seu programa nuclear pacificamente. A concretização de qualquer uma destas hipóteses não augura um aliviar de tensão entre ocidentais e árabes. Antes pelo contrário.

Assim, é de considerar que uma adesão da Turquia à UE pode alterar as jogadas do xadrez e teria, entre outras, duas vantagens fundamentais: A primeira, de nível psicológico, permitiria à UE abalar as ideias de superioridade segundo as quais é perspectivada, pelos povos árabes, ao aceitar no seu meio um país de matriz islâmica; a segunda, marcadamente estratégica, tornaria o território da Turquia numa espécie de zona tampão.

No entanto, dificilmente será consensual qualquer decisão que venha a ser tomada neste assunto. Tanto politicamente como historicamente. E, muito recentemente, o Presidente francês reafirmou a sua oposição à entrada da Turquia na UE.

Mas, será que a integração da Turquia na UE sem direito, pelo menos durante um período de tempo nunca inferior a dez anos, às prerrogativas do acordo de Schengen é prejudicial? E qual será o custo da sua não entrada?

Público: 28 de Julho de 2008


Reflexão

A eventual adesão da Túrquia à União Europeia (UE) é uma questão apaixonante e primordial. Ninguém fica indiferente à mesma.

Em princípio, se não se alterar a essência do Estado de Direito, sou favorável à adesão turca. Por várias razões e debaixo de algumas condicionantes, é certo, que não irei aqui elencar. Apenas deixo vários tópicos para maturação:

Relembro que a decisão do Supremo Tribunal Constitucional turco foi conforme o estado de Direito e deixo acesso a um excelente artigo sobre esta temática.

Se queremos que os outros nos aceitem como somos, então devemos aceitar os outros como eles são;  Compromissos serão necessários, é certo.

Para além disso, devemos considerar duas nuances.
Primeiro, imaginemos que Recep Tayyip Erdogan continua a respeitar os valores e princípios do Estado de Direito, mas que vê recusada a adesão à UE; Segundo, que Erdogan transforma a Turquia num estado islâmico, o que automaticamente significará a não entrada na UE.

Considerando uma eventual saída da Turquia da NATO, e uma possível aliança com a Rússia, valerá a pena integrar a Turquia na UE? Será essa circunstância suficiente para manter a Turquia como um estado laico?

Pessoalmente, neste último caso, passarei a ser desfavorável quanto à entrada da Turquia na UE e da sua permanência na NATO.

P.S. – as acções do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento) sobre os militares e o poder judicial sinalizam uma mudança de postura dos órgãos de soberania turcos relativamente ao estado de Direito, uma mudança que não augura bons sinais. Receio que Erdogan tenha uma estratégia de manutenção do poder que não seja compatível com os cânones ocidentais. Tenho notado uma subtil alteração no comportamento dos responsáveis do AKP nesse sentido.
Evidentemente, poderei estar errado.