Na base do conhecimento está o erro

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Nas nomeações socialistas, nunca há austeridade

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Governo de salvação nacional?

DOIS CRP

Após a declaração do Estado de Emergência, que foi apoiada sem votos contra na Assembleia da República, António Costa formou um gabinete de crise apenas com ministros do seu governo. Isto foi, na minha opinião, um erro. António Costa devia ter aproveitado para fazer um gabinete de crise nacional. Mas não o fez, optando por constituir um gabinete de crise socialista, utilizando um critério exclusivamente politico.

Esta decisão é muito estranha. A natureza da crise não é política ou ideológica, mas de saúde pública. Quererá isto dizer que o governo parece estar mais preocupado em preparar-se para um futuro combate politico do que para um combate na saúde pública?

Apesar de desconhecer a estratégia do último homem, António Costa é, goste-se ou não, um político hábil e com experiência. É por isso que procuro razões para compreender que, num momento excepcional de união para proteger as pessoas, o Primeiro-ministro tenha feito uma escolha política. Não admira, pois, que já se ouçam vozes a equacionar um governo de salvação nacional.

Deve notar-se que mesmo após as alterações que a revisão constitucional de 1982 introduziu na Constituição, e as formalidades que a própria impõe, entre as quais alguns constrangimentos temporais, a possibilidade para a formação de um governo de salvação nacional de iniciativa presidencial poderá não ser impraticável.

Assim, quando o governo não tem margem para errar e detém poderes extraordinários para lidar com a situação, a António Costa só resta tomar a iniciativa para liderar o processo e não esperar que sejam outros a fazê-lo.


Feliz Ano de 2009

Janus, embora omnipresente, está cada vez mais próximo. Os festejos da passagem de ano já passaram e nas tradicionais (?) mensagens de Ano Novo tivemos os mais rasgados elogios à esplendorosa governação neo-socialista do país.

Sim, neo-socialismo. O socialismo de Mário Soares foi enterrado há muito tempo. E os neo-socialistas não gostam de Soares. Renegam veementemente o 25 de novembro e desdenham integralmente a gestão soarista do IX governo. Mário Soares procurou resolver problemas na realidade. Os neo-socialistas não. Qual é o problema que não pode ser resolvido no Facebook, Twitter, etc.? E quando os fogos e as cheias se sucedem ou é impossível disfarçar as deficiências dos serviços do Estado, dizem que a culpa é do Passos Coelho e encomendam a Augusto Santos Silva mais um código de conduta.

O leitor poderá estar a indagar-se sobre duas coisas: Primeiro, quem foi o mentor do neo-socialismo em Portugal? Segundo, porquê feliz ano de 2009?

O mentor do neo-socialismo é José Sócrates. O homem que não acredita no pagamento de dívidas e a quem, apesar de não o fazerem em público, os governantes neo-socialistas chamam carinhosamente de “reverendíssimo Mestre”.

À semelhança de José Sócrates, de quem foram, na sua maioria, discípulos, os governantes neo-socialistas não acreditam no assumir das responsabilidades. Se fossem uma das personagens do Hotel Transilvânia, só poderiam ser a do “não fui eu”.

Porém, crêem-se exemplares e revestidos das mais altas virtudes: Imaculados, como se tivessem um registo invejável de actividade no sector privado – sem jamais terem recebido apoios e/ou subsídios estatais; Íntegros, pois nunca omitiram nenhuma informação a qualquer tribunal português; Incensuráveis, na isenção, regra que Raríssimas vezes foi quebrada, devido à incapacidade para obterem proveitos próprios ou para beneficiar o PS e/ou os seus militantes ou simpatizantes; Abnegados, passam noites em claro a pensar na redução da carga fiscal; Tolerantes, sempre disponíveis para o contraditório e para a defesa da liberdade de expressão, contagiando outros órgãos de soberania (a cruzada de Ferro Rodrigues contra a vergonha demonstra-o).

Há quem diga que governantes com este tipo de qualidades, mais cedo ou mais tarde, farão parte da Congregação dos Santos Ritos. Eu reitero estamos perante os deuses de Olisipo. A santidade é insuficiente.

Já a referência ao ano de 2009 deve-se às incontornáveis parecenças. Há dez anos o PS de Sócrates ganhava eleições sem maioria, Costa acabou de o fazer; Sócrates queria combater a corrupção, Costa também; Sócrates prometeu não aumentar a carga fiscal, Costa idem; Sócrates tinha o TGV (que já custou 200 milhões de euros aos contribuintes), Costa tem a ferrovia; Sócrates tinha as PPP, Costa não só as tem como as vai multiplicar sem as exigência que a lei impunha; Sócrates tinha os PEC, Costa tem as cativações; Sócrates queria um aeroporto, Costa também (com 5 metros de elevação); Sócrates tinha o Simplex, Costa tem um novo Simplex; Até os empresários eram maus. E, tal como Sócrates, Costa também tem Augusto Santos Silva no governo.

Nem Guterres ou Sócrates acertaram com as funções ideais para Santos Silva. António Costa foi lapidar. O Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde quase tudo é confidencial, classificado e raramente transparente, é a escolha perfeita para um homem que não gosta nada de prestar contas.

Augusto Santos Silva é a expressão dum paradoxo. Há 25 anos que é um dos rostos do futuro do PS. Possuidor duma educação elevadíssima, recusa-se a fazer uso do insulto. Nunca insulta. São brincadeiras. Ele é o “ayatollah de Barcarena”, a “broa do Costa”, a “feira do gado”. Por vezes, pede desculpa, mas do que realmente gosta é de malhar. E não discrimina ninguém. Tanto malha na direita como na esquerda, embora confesse ter um carinho especial pelos plebeus e chiques do PCP e do BE.

Como gestor público viajou em executiva quando a lei o proibia e fez uso dum cartão de crédito com um plafond mensal de dez mil euros que não tinha pedido. Para além disso, contribuiu para um pântano, uma bancarrota e a falência dos serviços públicos. Não consta que alguma vez tenha tido iniciativa ou actividade empresarial, mas classifica os empresários de “fraquíssimos”. Se pedisse asilo à Coreia do Norte deixaria de ter preocupações com o tecido empresarial. E, quiçá, alcançaria mais um sonho sociológico.

As brincadeiras de Santos Silva – nem todas – levam à penitência. Trata-se dum comportamento recorrente. Dificilmente será a última vez. No entanto, persiste hirto e firme no caminho dos códigos de conduta. Há pessoas que definitivamente estão para além da redenção.

Dito isto, há uma coisa que António Costa não tem no governo: José Sócrates. Contudo, Sócrates nunca plantou sobreiros na areia. O D. Dinis também não. Como António Costa sabe tanto de gestão pública como de agricultura, espero que, com o revivalismo socretino, a “quoitra” não ande por aí.

PS – O OE 2020 tem mais de mil incoerências (será recorde?), mas o saldo não muda. E o PCP abstém-se nos 600 milhões para o novo banco. O socialismo tem futuro. Bom Ano Novo!

 

Publicado no Observador a 11 de janeiro de 2020


Honrar as vítimas de 2017

Dimensão fogos

Infelizmente, a tragédia que afecta a Austrália possibilita estabelecer algumas comparações. Até ontem, o total de área consumida pelos fogos na Austrália ascendia a 57465 km². Se tivermos em mente que a área de Portugal equivale a 92256 km², estamos a falar duma área correspondente a 62,49% do território continental português.

Em 2017, arderam em Portugal 4424 km², originando 115 mortes.

Em 2019, arderam na Austrália 57465 km², dos quais, até agora resultaram 26 mortes.

Também não há comparação possível entre a evacuação em massa realizada pelas autoridades australianas e aquela que foi conduzida pelo governo português em 2017.

Apesar as diferenças geográficas e das capacidades entre os dois países, não há como justificar o número de vítimas portuguesas.

Em boa verdade, as vitimas de 2017 continuam por honrar. E assim continuarão enquanto António Costa teimar em manter os pressupostos da reforma da protecção civil que realizou em 2006, como Ministro da Administração Interna de José Sócrates.

P.S. – outra diferença entre australianos e portugueses pode emergir da manutenção, ou não, de Scott Morrison como Primeiro-Ministro.


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OE 2020 e os ministérios

Orça ministérios


Dizem que é uma espécie de …

No que respeita à dívida vencida, o Estado deve ao SNS 1,3 mil milhões.

Daí que António Costa tenha anunciado a boa nova de 800 milhões.

É a isto que se chama invessocialismo, uma espécie de investimento, que nunca soluciona nada mas que garante a continuação do desperdício.

 

P.S. – Cuidado com a promessas socialistas.