Na base do conhecimento está o erro

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Renovação Bloquista

Nada como alguém do tempo da URSS…


Salário(s) mínimo(s)

Aprendam.

Olhem para a história. Vejam o presente. Em Portugal não será diferente.

Só o liberalismo conseguirá um futuro melhor.

#PortugalMaisLiberal


Pedro Nuno Santo acusa António Costa.

“Tu quoque, Brute, fili mi”

António Costa gosta de se dar com Deus e com o Diabo. Conheço algumas pessoas assim. Nunca é boa ideia. A ideia que acaba por ser transmitida é tibieza, indecisão e fragilidade, e nem a aparente tentativa duma eventual aplicação da máxima de Mário Puzo é sustentável. O diálogo é algo indispensável em democracia, mas aquilo que defendemos, e que representamos, a matriz ideológica e os valores, jamais devem ser objecto de questionamento, principalmente pelos nossos adversários, especialmente em alturas que requerem conversações governativas.

Já o escrevi e repito-o. Guterres, inconscientemente, iniciou o fim do PS de Mário Soares, que, na minha opinião, era democrático. Sócrates e Costa enterraram-no. Pelo meio, um pequeno canto do cisne com António José Seguro, mas hoje é indiscutível que PS de Costa virou à esquerda. Há uma diferença entre o socialismo democrático e o totalitário. Porém, Pedro Nuno Santos critica uma viragem do PS ao centro preferindo que o socialista se mantenha no extremo.

Pedro Nuno Santos é alguém que podia ser do BE. Aliás, apoia-se em pessoas que vieram da extrema-esquerda, como Ana Gomes e Tiago Barbosa Ribeiro, um ex-bloquista. Ou seja, Pedro Nuno Santos, que ideologicamente está ainda mais à esquerda do que António Costa, critica o seu líder de governo por ter ajudado ao crescimento do Chega. Imaginem o significado para o Chega dum PS com Pedro Nuno Santos como secretário-geral?

Também já o disse anteriormente e vou reiterar. Todos estes jogos evidenciam que a possibilidade de um novo bloco central não é descabida. Não acredito que nenhum partido ganhe as próximas legislativas com maioria absoluta. Também acho que está em aberto qual partido que ganhará essas eleições. Nesse cenário, de um vencedor sem maioria absoluta, uma das maneiras de António Costa e de Rui Rio manterem o poder é com uma coligação governamental, solução que também lhes permitirá eliminar a oposição interna. Vai ser interessante seguir o próximos desenvolvimentos.

Seja como for, estamos num ponto de viragem. Ainda bem.


Devidamente corrigido

Cat Mar1

Que não haja engano. Boas trevas!


Hipocrisia bloquista

BE hipocrisia.jpg

Mais um exemplo da pouca vergonha do BE.

Os incêndios são ideológicos.


“Já pagamos demais”

Já pagamos demais

O BE a gozar com os portugueses.

Também são responsáveis pela situação. Aprovaram todos os Orçamentos de Estado do PS.


Evaporações Bloquistas

No bloco de esquerda nada se transforma e tudo se perde. Os princípios e a seriedade também foram vaporizados. Até já são sociais-democratas (Quo vadis, Trotsky?). 

Material de sensibilização, é a melhor definição de promessas da esquerda. As promessas da esquerda não são feitas para serem cumpridas. São feitas #ComPrimos, mas não para cumprir. Aliás, é precisamente esta componente familiar que incentiva a sensibilização. Afinal, não há nada mais nobre do que ajudar a família.

Ora, em tempos de eleições, inflacionada pela competitividade, o material de sensibilização adquire outra característica: multiplicação. Ou seja, todos os dias a esquerda apresenta novas promessas. Trata-se de um manancial tão vasto que só tem rival nas gotas de água que preenchem a Hoover Dam. É precisamente com este pressuposto – fonte de riqueza – que quero abordar o material de sensibilização eleitoral bloquista ou, como os próprios afirmam, social-democrata. 

A líder bloquista, ao defender o seu programa eleitoral, expressou uma profunda (lá está, sensibilização) preocupação com a escassez de água e com a energia. Todavia, ao fazê-lo, – pasme-se ou não – manifestou-se contra o número de barragens e contra a perda de água devido à evaporação.

Aprendi, na escola primária, que o ciclo hidrológico é um movimento circular que envolve três processos: (1) Evaporação [dos corpos d’água (oceanos, rios, lagos e lagunas)] e evapotranspiração (das plantas terrestres e animais); (2) Precipitação, pela condensação do vapor de água do ar (na terra ou no mar) e; (3) Escoamento superficial (em terra e no mar). Assim, onde está a perda? Porém, como terminei a primária há 43 anos, é possível que agora a água evapore para a lua.

Tamanho desconhecimento só pode significar cegueira ideológica. Como bem notou o João Pires da Cruz, para o BE “uma barragem é uma forma de opressão sobre a água!”. Mas nada de pânico. Da mesma maneira que a ciência foi ignorada em prol de políticas identitárias e como a natureza está errada, o bloco irá fazer uma lei para substituir a hidrologia por outra coisa qualquer e proibir perdas com evaporação.

Para Catarina Martins, as barragens não contam para as “questões óbvias do uso eficiente da água”, pois não constituem uma reserva hídrica, não produzem energia hidroelétrica, nem permitem regularizar o caudal de água ao longo do ano. Preocupada com a perda de água, a resposta bloquista é, entre outras coisas, perder ainda mais água.

O bloco de esquerda não é uma alternativa séria. Nas hostes bloquistas nada se transforma e tudo se perde. Os princípios e a seriedade também foram vaporizados, quiçá atomizados. Até já são sociais-democratas (Quo vadis, Trotsky?).

Os bloquistas também não são fonte de riqueza. Longe disso. Quando forem governo, Portugal não se evaporará. Cairá, irremediavelmente, na miséria. E acreditem que os bloquistas só descansarão quando conseguirem a miséria. Não querem ser uma Irlanda, uma Holanda ou um Luxemburgo. Porque diabo gostariam que Portugal fosse um país rico e desenvolvido? Preferem os modelos políticos, sociais e económicos que vigoraram ou vigoram em paraísos como Cuba ou Venezuela, para não recordar a Albânia de Enver Hoxha.

Ah, sim! Catarina Martins também afirmou ser necessário negociar com Espanha os caudais dos rios. Já sabemos qual é a sugestão que o bloco apresentará ao Governo espanhol: acabar com as barragens em terras de Cervantes.

Eis a solução bloquista para o problema da escassez da água e do défice energético: acabar com as barragens. Perante isto, perguntam o que representa o bloco para Portugal? A resposta é evidente. Nada mais e nada menos do que o caminho para a perdição.

 

Texto publicado no Observador


Temos veto presidencial!

veto marcelo.jpg

O Presidente da República deu ao Primeiro-ministro uma possibilidade para sair bem desta pouca-vergonha. Todavia, António Costa declinou. A hipótese de sanear as contas do PS à custa do dinheiro dos contribuintes falou mais alto.

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu muito bem.

Tendo em conta a forma deste diploma, lei orgânica, só a aprovação por uma maioria de dois terços dos deputados pode ultrapassar o veto.

Vamos ver como se comportam agora aqueles que aprovaram as alterações à lei do financiamento dos partidos e que posteriormente as criticaram.

Para além disso, também o PSD terá uma nova liderança …


2017 … em jeito de balanço

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(Foto Observador)

Em 2017, Portugal continuou a experimentar a falta de austeridade fiscal da geringonça. António Costa, e os seus apoiantes parlamentares da esquerda, apregoam aos sete ventos que as condições e realidades do país são outras, mas, sem qualquer cuidado estrutural, aumentam as comparticipações sociais como se não houvesse amanhã. Assim, em 2017, arrecadaram-se impostos como nunca até então. Disfarçados, diga-se, porque se devem ao aumento dos impostos indirectos. Ou seja, a geringonça diz que a austeridade é passado, mas a nível fiscal nunca foi presente ou sentida.

Para o Primeiro-Ministro, 2017 foi um ano saboroso. Para os portugueses foi dantesco. A governação digital, que visa exclusivamente as redes sociais, atingiu o seu zénite. Esta, aliada ao aumento de despesas direccionadas para coisas supérfluas, como o emprego partidário no Estado, e a pressupostos integralmente ultrapassados que apenas servem para justificar as decisões de António Costa enquanto ministro de anteriores governos – SIRESP, Kamovs e afins – tem destas coisas. Para além de originar um crescente distanciamento entre governo e governados, entre virtualidade e realidade, provoca discrepâncias entre o timing e a aplicação das decisões. Como tal, Portugal teve a “pior época de incêndios” da sua história. Ignorando avisos desde 2009, e apesar da promessa que fez de “acabar com os incêndios” em 2016, o Primeiro-Ministro viu-se a braços com o ano mais trágico de sempre. Mais de 100 vítimas humanas, sendo que as de outubro poderiam ser sido evitadas se os pressupostos do governo, que demonstraram já estar errados em Junho, não tivessem sido mantidos. Claramente, António Costa não gosta de reconhecer erros. Como tal, manteve Constança Urbano de Sousa como Ministra da Administração Interna até ter sido obrigado a demita-la, manteve Azeredo Lopes como Ministro da Defesa depois de várias trapalhadas, incluindo o episódio do furto e da multiplicação do material de guerra de Tancos e, mais recentemente, manteve a confiança em Vieira da Silva depois do conhecimento do caso “Raríssimas” e de outros “favorecimentos” financeiros que envolvem familiares deste ministro.  E, na sequência deste caso, os portugueses interiorizaram que estas situações são habituais. O que nos leva à seguinte ponderação: Durante o Estado Novo havia nepotismo, favorecimento ilícito, corrupção, leis feitas à medida, cartéis, etc. Então, considerando a nossa realidade, devemos viver no Estado Velho!
(Numa breve nota virada para o futuro, parece-me que António Costa está cansado da geringonça e que está a aguardar pela futura liderança do PSD).

Sobre o BE e o PCP pouco à dizer. Os partidos antidemocráticos não são pluralistas e não gostam de mudança. O PCP é imutável e o BE que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, continua a ser dirigido por Francisco Louçã estão envolvidos numa disputa sindical que poderá ter consequências muito graves no futuro da Autoeuropa. Para além disso, acresce que ao apoiarem parlamentarmente o governo de António Costa e tendo em mente as propostas (e chantagens) que fazem, BE e PCP passaram a ter responsabilidades pelas decisões governativas.

Os resultados das legislativas de 2015 nunca foram bem aceites pelo PSD. Enquanto oposição, a capacidade de Pedro Passos Coelho e do PSD chegar aos portugueses diminuiu consideravelmente. A comunicação foi francamente má e a gestão dos sociais-democratas nas eleições autárquicas foi desastrosa. Na sequência das mesmas, demonstrando sentido de responsabilidade, Pedro Passos Coelho decidiu não se recandidatar à liderança do PSD. Esta decisão abre caminho a uma possível união interna. Todavia, tendo em mente a postura das duas candidaturas, tal não parece vir a acontecer. Como tal, a fragmentação e divisão interna que se verifica no PSD desde que Manuela Ferreira Leite foi eleita líder do PSD, irá manter-se.

Contrariamente ao PSD, o CDS reagiu melhor aos resultados de 2015, e, sob a liderança de Assunção Cristas o partido transfigurou-se. 2017 foi, para o CDS, um ano espetacular. Para além do excelente resultado que alcançou nas últimas autárquicas, o CDS, juntamente com o PAN, esteve do lado certo ao não votar favoravelmente as alterações que foram feitas à lei do financiamento dos partidos políticos. Habitualmente, os partidos políticos são incapazes de reconhecer uma réstia de mérito nas propostas que são feitas pelos seus adversários. Contudo, não há dúvida que o dinheiro que os partidos recebem dos contribuintes portugueses é milagroso. Uniu o PS, PSD, PCP, Bloco e PEV!

No entanto, nem tudo é mau na política portuguesa. Os cidadãos começam a mobilizar-se e a organizar-se. Rui Moreira constituiu uma associação cívica “Porto, o Nosso Movimento”, visando a intervenção cívica dentro e fora da cidade do Porto. Claramente, este projecto possuiu potencial partidário. Pelo menos, mais do que a outra associação recentemente criada, a “Associação Por uma Democracia de Qualidade”, fundada por António Mocho, Henrique Neto, José António Girão, José Ribeiro e Castro, Luís Alves Monteiro e Luís Mira Amaral.

Por fim, Portugal tem um partido liberal. A Iniciativa Liberal (IL) é o vigésimo segundo e o mais recente partido político português. Como já referi, uma das grandes vantagens que a decorre daqui é que a existência dum partido liberal irá ajudar a clarificar o espectro partidário português. Trata-se, portanto, duma alteração sistémica e do colmatar duma lacuna no espectro político português. Para além disso, a IL é um partido liberal que reconhece o valor do liberalismo social.

Com mais ou menos rostos novos, a acção política promete em 2018!

 


Fiscalização preventiva

BE mais PCP.jpg

Tanto o BE como o PCP (e PEV) votaram favoravelmente as alterações à lei do financiamento dos partidos políticos. Contudo, após a indignação social que a aprovação da  lei provocou, tanto Catarina Martins como Jerónimo de Sousa já afirmaram que não só a lei do financiamento dos partidos é absurda como também pode ser melhorada.

Um quinto dos deputados podem pedir a fiscalização preventiva da lei. Sozinhos, os dois partidos que votaram contra a lei, CDS e PAN, não atingem esse critério. São necessários mais 27 deputados para o efeito.

Se, realmente, o BE e o PCP, não gostam da lei que ajudaram a aprovar, se, efectivamente, consideram que a mesma é absurda e que pode ser melhorada, então só tem que se juntar ao CDS e PAN para pedir a fiscalização preventiva e, eventualmente, fazer com que a lei deixe de ser uma aberração.

Será que o fazem? Ou será que é apenas fogo de vista?


Ameaças vãs e chantagens baratas

Louçadas

Já o tinha afirmado e volto a fazê-lo. Quem manda no BE é o grande líder na penumbra, Francisco Louçã. Tudo o que a Martins e as Mortágua fazem, é seguir, religiosamente, o guião louçaniano.

Há poucos dias, Louçã anunciou o colapso. Claro que este apregoar não passava duma chantagem barata. Não é que a possibilidade não exista e que o BE não tenha contribuído para a mesma, contudo, o objectivo imediato relacionava-se com as negociações para o OE2018.  E, à semelhança do que é habitual, Louçã deu o mote e a Martins alimentou-o.

A previsão de Louçã falhou e o tempo é de paz(es). Pelo menos, até à próxima ameaça ou chantagem …

Todavia, o futuro continua a acontecer.

 

 


Colapso sincronizado

Catarina colpaso

Os arautos da desgraça fazem-se ouvir.

Depois de Francisco Louçã, expressa-se Catarina Martins. A pauta está quase completa. O requiem nada mais é do que uma constatação. Sim, o colapso que o BE tem vindo a preparar é uma obra em vários andamentos.

Porque anunciam os bloquistas o regresso do colapso? Porque contribuíram activamente para esse fim.

Contudo, é possível adiar tal desfecho. Para isso, só é necessário que António Costa deixe de suspirar pelo PSD. O BE não está disponível para ceder o poder que detém na geringonça.

Assim, considerando as possibilidades, na realidade, o colapso poderá simplesmente ser uma pequena chantagem relativamente ao eventual fim do apoio do BE à gerigonça …


Colapso? Da falta de vergonha …

Tele-louçã

Eis a inconstância dos interesses.

Enquanto o diabo era mau e, ainda por cima, apregoado por outros, Louçã esconjurava a verdade.

Agora que já é conveniente, Louçã, apesar de continuar distante da fé e de relativizar a contribuição do BE para o colapso, proclama um diabo travestido em salvador.

Não é apenas uma questão de credibilidade. Louçã é um dos algozes de Portugal, quiçá o principal, para quem o país e os portugueses são a última preocupação.


À procura dos eucaliptos no Pinhal de Leiria

Catarina martins

Olha! A Catarina foi à procura dos eucaliptos. E encontrou-os. Carbonizados. No Pinhal de Leiria.

E para a recuperação do pinhal diz que tem que ser este governo a fazê-lo. Peço desculpa, mas estamos a falar do governo cujas políticas foram incapazes de prever, de precaver e de responder às tragédias deste ano? O mesmo governo que o BE, e a Catarina, dizem ter responsabilidades mas que desresponsabilizaram recentemente votando contra a moção de censura do CDS-PP?

Há aqui qualquer coisa que não está bem?

Para além disso, o pinhal de Leiria vai deixar de ser um pinhal?
Se recuperar uma mata de monocultura não é desejável isso significa que o pinhal irá ter menos pinheiros? E quais são as outras espécies que permitirão a diversificação? Eucaliptos?


Negligência? Sem qualquer dúvida!

Bombeiros de rastos

A imagem fala por si mesma.

Mais palavras seriam desnecessárias. Mas os tempos que estamos a viver não são normais. E os que agora estão silenciosos merecem a nossa voz. Merecem que as nossas lágrimas tentem acalmar os seus gritos de desespero.  Merecem que alguém afirme que não deram o último suspiro de devoção em vão. Merecem a nossa memória. E, acima de tudo, merecem que os responsáveis, aqueles que foram mandatados para zelar pela sua segurança, e a dos demais cidadãos, nunca mais os esqueçam!

Assim, hoje, as palavras são mais do que necessárias. São uma exigência.

A falta de responsabilidade dos nossos governantes é gritante. Afirmam ser responsáveis e responsabilizáveis. Mas as palavras que expressam são ocas, vazias de intenção. Ainda por cima, reagem como se eles é que fossem as vítimas. As suas prioridades governativas estão invertidas. Governam e tomam decisões sem qualquer conhecimento da realidade, fazendo fé em relatórios que lhes são entregues sem reflectir sobre o conteúdo dos mesmos. E exigem-nos a mesma fé. A mesma cegueira. A mesma irresponsabilidade da certeza absoluta não permitindo quaisquer questões, pois as mesmas são incompreensíveis uma vez as suas certezas são inquestionáveis.

Infelizmente, quando a realidade se manifesta, suplantando as condições ficcionáveis que sustentam o mundo paralelo onde imaginam viver, são incapazes de reagir, sobrando apenas o desenrolar da tragédia onde soçobram as cinzas dos sonhos.

Felizmente, não somos como eles. Não aspiramos a ser deuses. Erramos e temos consciência da nossa condição. Talvez por isso temos a capacidade de aprender com os nossos erros. Talvez por isso saibamos que a procura de soluções é baseada em valores e que nenhuma resposta será transversal enquanto a ideologia sustentar a escolha.

Existirá na acção dos nossos governantes negligência? É evidente que sim. E grossa! Mas nós também não estamos isentos de culpa. Gostemos ou não, as decisões em democracia representativa são mais determinadas por aquilo que os cidadãos fazem do que pela acção dos seus representantes eleitos.

Por isso, como cidadão, não voltarei a ser negligente. Farei uso de todos os meios disponíveis ao meu alcance para controlar os meus representantes eleitos. E o primeiro desses instrumentos é a pergunta.

Não posso obrigar os nossos governantes a aceitarem as suas responsabilidades. Tal imperativo depende da consciência de cada um. A minha já fez a sua escolha.


Mais do que um aviso?

MRB 2 (2)

A declaração do Presidente da República foi mais longe do que eu tinha considerado.

Entre outras coisas, afirmei que Marcelo Rebelo de Sousa iria fazer um aviso e impor condições a António Costa, nas quais coloquei a saída de Constança Urbano de Sousa do governo. Não pensei que o fizesse publicamente e já. Todavia, ainda bem que o fez.

O Presidente da República apontou inequivocamente a porta da rua à Ministra da Administração Interna fragilizando António Costa com esta exigência, fragilidade que este facilmente poderia ter evitado se não fosse tão teimoso. Para além disso, simultaneamente expôs a deplorável falta de carácter e de comportamento do Primeiro-Ministro.

Marcelo Rebelo de Sousa não irá dissolver o Parlamento. Contudo, não deixa de colocar a possibilidade. E, como esperado, deu um passo institucional, pedindo aos deputados para clarificarem se desejam, ou não, manter o governo. Com este passo, para além de António Costa, também o PCP e o BE ficam enfraquecidos. Na votação da Moção de Censura apresentada pelo CDS-PP, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins terão que se posicionar relativamente às tragédias deste ano, optando por ser cúmplices, ou não, das mesmas.

Inquestionavelmente, a declaração de Marcelo Rebelo de Sousa é muito mais do que um sério aviso, evidenciando que a relação entre Belém e São Bento não é a mesma e que o Presidente da República já perdeu a confiança em alguns membros do governo.

O passo seguinte está primeiramente dependente do resultado da votação da moção de censura. Até lá, António Costa, sem alternativa por ter sido colocado entre a espada e a parede, vai remodelar o governo. Manterá António Costa o seu governo inalterável? Não acredito. Assim como também não acredito que a alteração que António Costa fizer inclua elementos de outros partidos. Seria, para estes, desastroso.

Por fim, numa distante mas eventual queda do governo e da dissolução do parlamento, o PSD é completamente surpreendido.


Agravar o IRC para baixar o IRS!!!

PCP BE 2

Entre várias medidas que Catarina Martins e Jerónimo de Sousa estão a negociar para a viabilização do próximo orçamento de estado, está o agravamento do IRC, às empresas com maiores lucros, como contrapartida do aliviar do IRS.

Alguém, de bom senso, está surpreendido com esta escolha?

O que é paradoxal, é que o agravamento do IRC pode implicar despedimentos. Todavia, nem o PCP, nem o BE, se preocupam com os desempregados. Só com os trabalhadores. E nem estes podem ficar sossegados.

P.S. – Espero que estejam a fazer contas ao aumento de encargos sociais que poderão emergir desta medida. Infelizmente, creio que estarei a esperar demasiado.


Como? A austeridade não acabou?

BE austeridade

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Como? A austeridade não acabou?
Então, o que é que a senhora andou a fazer?
Porque razão andou a apoiar o executivo de António Costa?
Qual é a responsabilidade do Bloco de Esquerda nesse falhanço?

O BE, juntamente com o PCP e o PS, fizeram uma coligação parlamentar de apoio ao governo socialista que possuía a maioria dos votos na Assembleia da República. Não há, objectivamente, razão para a inexistência de condições ou da falta delas. Logo, somos confrontados com as seguintes evidências:

  1. A manifesta incapacidade negocial do BE e da sua presidente;

  2. Que o BE e os seus dirigentes são essencialmente antidemocráticos, não conseguindo dialogar  em condições de igualdade ou de paridade;

  3. E que o BE só está apto para negociar num ambiente de domínio total, ou seja, para impor a sua vontade.

Cara Catarina Martins, não sei se saberá, até porque é bem provável que não compreenda o contraditório, mas as suas opiniões só confirmam uma inclinação e preferência por uma ditadura.

Independentemente dessas circunstâncias, a verdade é que se a austeridade ainda não acabou foi porque o partido que a senhora dirige assim o permitiu.

Tudo o que tinha a fazer era ser mais assertiva e usar o seu capital negocial para concretizar as promessas que fez aos portugueses, particularmente ao seu eleitorado (incluindo aqueles que apenas circunstancialmente votaram bloco nas últimas legislativas). Se preferir, ou se a mesma lhe possibilitar uma melhor compreensão, podia ou devia ter feito uma chantagem, a qual, vinda de si, ninguém estranharia.

Finalmente, se a memória não me falha, a Catarina andou a apregoar aos ventos as magnificências do seu partido quanto ao virar da página e ao fim da austeridade.

Não me diga que, também aqui, vai sacudir a água do capote?


É um saldo, senhores. É um saldo!

Nacionalizações socialistas 3

O Novo Banco está à vista e os portugueses ou, pelo menos, alguns já se aperceberam do que se avizinha no horizonte.

PCP e BE são contra a venda. Como vivem num mundo ideal, cada vez mais distante da realidade, preferem uma nacionalização. Para este canto da geringonça, as debilidades estruturais – permanentes, diga-se – do Estado português são uma invenção dos mercados. Pura e simplesmente não existem. São uma ilusão! Já se esqueceram da CGD, cujos problemas ainda não foram resolvidos e com os quais vamos conviver por um tempo, e não tendo aprendido nada com a mesma defendem o mesmo procedimento para o Novo Banco. E como cereja no cimo do bolo, ainda advogam a saída do euro!?!?

Por sua vez, não tendo alternativa, o governo de António Costa anda a negociar a venda do Novo Banco. Mas, poderá esta operação ser classificada como uma venda? Não será antes um saldo? Ora vejamos. Segundo o governo, não se trata duma nacionalização, mas duma venda. Contudo, manter 25% do Novo Banco, sem direito a voto, é quase um cheque em branco. É fazer precisamente o oposto do que se afirmou não ir fazer: prestar uma garantia. Logo, pode não ser uma nacionalização. Porém, também não é uma venda. É um saldo!
Por outras palavras, António Costa e correligionários vão fazer precisamente o que acusaram os seus predecessores de terem feito, e que tanto criticaram.

O que é que sobra para os portugueses?
Algumas certezas e garantias. Primeiro, a certeza que nenhum banco irá suportar os encargos impostos ao fundo de resolução. Assim que os mesmos forem imputados, os bancos irão transferi-los aos seus clientes; Segundo, a garantia que, não sendo recuperada a totalidade da verba inicialmente alocada ao BES, a diferença irá ser paga pelos contribuintes. E, terceiro, a certeza que a má gestão pública (Governo e Banco de Portugal), aliada, neste caso, à má gestão privada (Ricardo Salgado), irá continuar.

Nota final:

António Costa faz tudo o que pode para se manter no poder. É, desde o início, refém da geringonça que ajudou a criar. E assim vai continuar. Os portugueses não são a sua preocupação. Os comunistas, que afirmam apoiar a venda mas que realmente não a desejam, tendo provado o poder começam a vender-se para o preservar. E o BE, apesar de já se ter apercebido que nunca será poder por uma via revolucionária, ainda não desistiu da mesma. Todavia, segue uma estratégia dupla através do seu Processo Ditatorial em Curso (PDEC).


“Cansado de ser Charlie”

Luís Aguiar-Conraria está cansado de ser Charlie. E escreveu um excelente artigo para o expressar, onde expõe os seus motivos e o porquê de ser um defensor da liberdade de expressão e a razão de defender determinadas posições ou, pelo menos, a necessidade de tal defesa. Luís Aguiar-Conraria revela trilhar um caminho, longínquo, pleno que brilhantes pensadores que desde logo perceberam que não pode haver liberdade sem pluralidade, sem diversidade, sem contraditório.

“(…) Devo dizer que as indignações das redes sociais, que tanto incomodam alguns dos defensores à sacrossanta liberdade de expressão, são também um exercício legítimo de liberdade de expressão, que também tem o direito a ser defendido.”

Subscrevo integralmente os argumentos apresentados por Aguiar-Conraria e partilho da sua esperança, o desejo de aprendizagem. Todavia, apenas neste ponto, manifesto a minha preocupação. Particularmente, porque nem todos estão dispostos a aprender. E também existem aqueles, como os jovens bloquistas, que já aprenderam tudo.

Devemos ter sempre esperança, principalmente porque esta resiste até às últimas. Contudo, creio que neste caso, a esperança é vã. Está para além da redenção! Não há escolha possível. Entre esperança e coerência, o BE escolhe sempre os ditames da quarta internacional. Ou não fosse a ideologia, a esperança bloquista!


Desavergonhados

Em 2008 um terramoto financeiro abalava o Mundo: o intocável e respeitado coordenador-chefe da NASDAQ Bernie Madoff, era acusado de mega fraude num esquema Ponzie. De ascendência judia, este talentoso corretor, percebendo a volatilidade dos mercados bolsistas, idealizou um esquema onde só haveriam ganhos sem riscos, prometendo 10% de retorno a quem investisse num Fundo […]

via Os Donos Disto Tudo — BLASFÉMIAS


Que une a juventude de esquerda ao fascismo?

jaime-nogueira-pinto

Jaime Nogueira Pinto, académico reputado e reconhecido, que sempre defendeu abertamente as suas convicções sem insultar ninguém, teve uma conferência cancelada devido a ameaças que lhe foram dirigidas por um grupo de jovens da esquerda, alguns dos quais ligados ao bloco de esquerda.

Na sua mensagem de boas vindas, Francisco Caramelo, Director da FCSH/NOVA, afirma que a que a FCSH “cultiva a liberdade de pensar e a reflexão crítica” por serem “atitudes fundamentais na formação do cidadão informado [e] responsável”.

É evidente que o Director da FCSH/NOVA não escreveu esta mensagem hoje, mas, aparentemente, esqueceu-se da mesma e dos ideais nela contidos. Ter tomado a decisão de cancelar a conferência depois da pressão que foi feita nas redes sociais, revela que se transformou num refém. A partir de agora, irá ter de pedir autorização a este grupo de fascistas de esquerda para tomar decisões.

Para além disso, ficou demonstrado que alguns alunos da FCSH/NOVA não interiorizaram nem tampouco se identificam com a mensagem de boas-vindas. As razões para tal são irrelevantes. Não há, verdadeiramente, muitas diferenças entre os extremos, sejam de direita ou de esquerda.  Ambos consideram ser os donos da razão, ambos não são pluralistas, ambos são antidemocráticos. E o que é integralmente irónico é que tanto os comunistas como os fascistas dependeram dos trabalhadores para atingir o poder.

Em boa verdade, a postura ditatorial da esquerda não é de admirar, porque a intolerância não é a sua única característica. A intransigência também a define. Assim como a prepotência, manifestamente exposta nos argumentos apresentados por estes fascistas (de esquerda) para impedir a liberdade de expressão.

Não. Não é de agora que se vive em Portugal o desprezo pela pluralidade de opiniões. O que é recente, infelizmente, é a propensão e a utilização da violência como meio para atingir um fim.

Há quem diga que estamos a reviver o PREC. Eu não concordo. Estamos a vivenciar algo parecido, um PDEC (Processo Ditatorial em Curso), não apenas sustentado num aparente progresso eleitoral, mas também na conduta e postura da coligação parlamentar e do governo português.

Poderá ser exagero, mas quem vai pagar o preço das concessões de António Costa para ser Primeiro-Ministro não é o próprio nem o PS. Vai ser Portugal. E tenho sérias dúvidas que Costa alguma vez se arrependa do que fez.


Mais um exemplo da falta de vergonha bloquista!

2016-02-05-mariana-mortagua

Mariana Mortágua, um dos rostos da moral com pés de barro bloquista, não consegue expressar a realidade. Até aqui não estamos perante nada de novo. Se é verdade que existe uma separação entre a realidade e a política, tal asserção, relativamente ao BE e aos seus representantes, atinge uma amplitude incomensurável. Para os bloquistas, a única realidade que existe é a deles e mais nenhuma!

Neste video, confrontada com as perguntas, a Mortágua engasga-se e limita-se ao habitual pensamento circular que não leva a lado nenhum.

Nem vértebra, nem coluna. A lapidação já consumiu a coerência há muito. Se é que esta alguma vez existiu.

E nem vou referir a questão dos princípios, ou falta deles …

 


Alea jacta est!

costa

Encruzilhadas, que significam dilemas e que implicam decisões, são uma constante do dia-a-dia da vida política. Qualquer político o sabe. Daí que o recurso a determinados instrumentos, como, por exemplo, consultadorias, análises e sondagens, seja habitual. Evidentemente, recorrer a terceiros não invalida que o próprio não faça a sua leitura dos contextos e do seu desenrolar. Em boa verdade, é primordial que o faça!

Uma das características fundamentais da decisão política é saber interpretar os momentos, principalmente aqueles onde se conjugam circunstâncias, incluindo as que não se controlam, que possibilitam resolver distintas condições simultaneamente.

Recentemente, António Costa viu-se perante um desses momentos, o qual, provavelmente, poderá ter sido sua Encruzilhada como Primeiro-Ministro.

Na questão da TSU, reuniram-se um conjunto de circunstâncias, aqui enunciadas nos dias  17, 18 e 19 de janeiro, que dificilmente voltarão a ocorrer. Na minha opinião, António Costa esteve perante o cenário ideal para poder almejar uma maioria socialista. No plano teórico, melhor era impossível.

E que fez António Costa? Revelou-se, ou melhor, confirmou-se desprovido das duas verdadeiras características da liderança: coragem (e sacrífico). Não me refiro apenas à falta de inteligência que manifestou. Refiro-me mesmo à falta de coragem e, simultaneamente, à falta de audácia, intrepidez e ousadia para arriscar.

Perante o Rubicão, António Costa fraquejou. Mas a sorte não deixou de ser lançada.