Na base do conhecimento está o erro

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Deplorável

A postura do PS, personificada por Carlos Zorrinho, é integralmente deplorável.

Então a apresentação do OE 2012 é suficiente para o PS deixar de ter responsabilidade pela situação do país?
São políticos como este que levaram o país à bancarrota. E Portugal não pode continuar a ter pessoas deste calibre nos órgãos do Estado.

Só assim teremos futuro.


Ainda mais almeidices

 

Para Almeida Santos, o Governo de José Sócrates é um bom Governo para o país. Principalmente após ter apresentado o Orçamento de Estado que apresentou.

O que este senhor se esquece (convenientemente, diga-se!) é de mencionar quem foi que nos meteu nesta situação. É evidente que há mais responsáveis pelo estado actual de Portugal, e entre esses, o próprio Almeida Santos partilha responsabilidades, mas nenhum líder de Governo foi tão nefasto como José Sócrates.

Realmente, há pessoas que perderam a vergonha na cara e que se vergaram completamente aos interesses.

 


(in)flexibilidade

 

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou ser inflexível quanto ao défice.

“Sim, sou inflexível: o défice tem que ser de 4,6%”

Muita atenção, porque a inflexibilidade deste homem implica uma amplitude maior do que a do espectro eletromagnético.

Assim, é muito provável que quando este Ministro diz défice de 4,6% queira realmente dizer défice de 10%.

 


OE 2011

Para aqueles que ainda não se aperceberam, seja através duma abstenção, pela liberdade de voto ou com a conveniente falta de alguns deputados, o orçamento de estado vai passar no Parlamento.

São outras coisas que ficam por explicar.

E depois, há sempre a China (aqui).


O(s) erro(s) do PSD

Não é preciso ser doutorado em psicologia para se fazer o perfil psicológico do Primeiro-Ministro de Portugal. Basta observá-lo!

É nitidamente narcisista e egocêntrico, pelo que não é de estranhar que se considere omnifulgente. Para além disso, pondo em pratica a metodologia que o PS dizia ser o modus operandi de Alberto João Jardim e que tantos anos criticou, julga-se omnisciente e omnipresente.
Infelizmente para nós, portugueses, tais “qualidades” fazem com que viva desfasado da realidade.

Quais foram os erros do PSD?
Vários que, na minha opinião, se resumem a uma coisa muito simples. Mas já lá vamos.

Todos, exceptuando o PS, sabemos que o país está há anos economica e financeiramente mal.

Muito naturalmente, devia ter logo dito que se iria abster na votação parlamentar do orçamento, fazendo com que toda a responsabilidade fosse única e exclusivamente de José Sócrates e do PS.
Não o fez, preferindo sentar-se à mesa das negociações. Ora, esta atitude configura duas asneiras: primeiro, ao negociar a proposta de OE do PS estava a transferir para si parte da responsabilidade, pelo que uma abstenção do PSD na votação no Parlamento seria incompreensível; segundo, e não menos importante, partiu do princípio que o Governo estaria de boa-fé nas negociações e disponível para cedências.

Sim, o PSD tem razão na insistência pela redução da despesa. Contar apenas com a receita já há muito que não é suficiente.

Se há linha condutora que é possivel identificar em todos os Governos pós-25 de Abril de 1974 é o contínuo crescimento da despesa. Neste capítulo, os governos de José Sócrates são exemplares, tendo conseguido fazer do descontrole uma arte e da ilusão um valor acrescentado.

O principal problema do PSD foi a falta de senso comum.
Esqueceu-se de ver as suas costas nas costas dos outros. O PS também quer legislativas antecipadas.

Como o Portugal de hoje já não tem as possibilidades de 1851 nem o Ministro Teixeira dos Santos é um Fontes Pereira de Melo, talvez seja realmente melhor que o FMI venha visitar o nosso país.

Só assim haverá os cortes na despesa que efectivamente devem ser implementados.
Talvez assim aqueles que acumulam reformas – que existem em todas as cores partidárias – deixem de as receber.

Finalmente, não considero que a ruptura das negociações seja um erro. José Sócrates tem que aprender a respeitar a vontade que o povo expressa nos sufrágios.