Na base do conhecimento está o erro

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“Volta Gaspar, estás perdoado!”

 

Vitor Gaspar, que herdou uma situação de gestão dificílima, resultante de 36 anos de maus hábitos políticos, de incompetência e impreparação governativa, as quais, relembre-se, foram levadas ao extremo durante o consulado “socretino”, foi impiedosamente atacado por colocar em prática o acordado entre os representantes do Estado Português – PS, PSD e CDS – e a Troika.

Não estou a fazer uma defesa integral das medidas que o ex-Ministro das finanças tomou, até porque não concordei com algumas, mas a verdade é que ele nada mais fez do que decidir segundo os dados que disponha e de acordo com o acreditava que devia ser feito.

A diferença entre as minhas criticas e a postura dos partidos políticos (não irei referir os que se recusaram representar nas conversações com a Troika quem neles votou nas legislativas), principalmente dos socialistas é substancial. Afinal, por questões de posicionamento político temporais e demagógicas, Vitor Gaspar foi inexoravelmente atacado, tanto a nível pessoal como profissional, por aqueles que representavam o executivo português e que assinaram o Memorando de Entendimento.

Vem agora Basílio Horta afirmar que o Orçamento de Estado para o próximo ano seria diferente, para melhor, se Gaspar ainda fosse Ministro.

Será que o facto que já ter referido que já tinha perdoado Gaspar é suficiente para mitigar a indecência e deselegância com ele tidas? Será que não é possível criticar sem o recurso a determinados níveis?

Na minha opinião, este tipo de postura ilustra na perfeição a índole da grande maioria dos homens que nos representam.

Não devemos ter ilusões. A maioria dos nossos políticos são-no, quando muito, apenas como termo classificativo. Poucos são autênticos políticos. E raros são estadistas.


Sinais de recuperação. E a reforma do Estado?

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a economia portuguesa cresceu 1,1% no segundo trimestre deste ano.
A leitura que faço é que este crescimento, se se mantiver, pode significar que uma mudança estrutural na economia portuguesa. E, para todos os efeitos, estamos perante um resultado que deriva das medidas (e sim, nem todas foram boas) tomadas pelos anteriores Ministros das Finanças e da Economia.

Vozes sociais-democratas afirmam que estas políticas devem continuar.

Mas, onde anda a reforma do Estado?
Será que o Mr. 2,3 mil milhões de euros – Portas e equipa – vai deitar a perder tudo o que de bom foi feito por Gaspar e Santos Pereira?

Será que os políticos vão reiniciar o gasto acima das possibilidades?
E se assim for, para que serviram todos estes esforços?


Plano B – Títulos de tesouro

Afinal, parece que o Vitor Gaspar tinha um plano B!

 

Governo pondera pagar subsídios
de férias com títulos de tesouro.

Para quem gosta de estratégia política, é brilhante.

Que pensarão os Juízes do Tribunal Constitucional?


Neste momento …

Vítor Gaspar, na Comissão Eventual de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência  Financeira a Portugal da Assembleia da República, afirmou que, neste momento, não vê necessidade de mais medidas de austeridade para o ano de 2012.

Veremos o que se sucederá no(s) momento(s) do próximo ano.


Vitor Gaspar (5)

José Gomes Ferreira – O Estado admite entrar no capital social dos bancos que não passarem na avaliação da Troika?

Vitor Gaspar – Existem procedimentos supletivos que são conhecidos de todos.


Vitor Gaspar (4)

José Gomes Ferreira – Vai ser possível manter os cuidados de saúde aos portugueses?

Vitor Gaspar – O objectivo é fazer com que seja possível manter esses apoios.


Vitor Gaspar (3)

José Gomes Ferreira – Porque é que está a ir além do que está acordado com a Troika?

Vitor Gaspar – Para assegurar o cumprimentos dos objectivos previstos.

José Gomes Ferreira – Vai dizer à Troika que 78 mil milhões de euros não chegam?

Vitor Gaspar – De maneira nenhuma.


Vitor Gaspar (2)

Está previsto um aumento de 1200 milhões em receitas para 2012 e 2013.

Sem novos impostos?  Alguém acredita?


Vitor Gaspar

José Gomes Ferreira – 3000 euros é ser rico? É um valor que pode dispensar as deduções fiscais?

Vitor Gaspar – Não há relação.