Na base do conhecimento está o erro

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Fazem parte do problema. Não querem redução de deputados.

António José Seguro anunciou que o PS apresentará até ao final do ano uma proposta para a redução do número de deputados da Assembleia da República.
Embora seja louvável – resta saber qual é a redução – não se deixa de vislumbrar populismo nesta medida o que nos leva a questionar o nível de convicção intrínseco à mesma.

Relativamente à problemática do sistema semi-presidencialista, sobre o qual o líder do PS nada disse, e que é o nosso principal problema de âmbito político,  reservo os meus comentários.

Naturalmente, as reacções não se fizeram esperar.
E as mais intensas foram as do PCP e BE, tendo sido, diga-se, vergonhosamente exemplares.

 


Jerómino de Sousa diz que o PS quer alterar o princípio da proporcionalidade.

Para Francisco Louçã, que não tem qualquer argumento para sustentar a não redução, trata-se dum truque eleitoral.

No que respeita a estes dois partidos, se existe coisa que não lhes interessa é a redução de deputados.
E não aceitam que o problema é o exagerado número de deputados e a escassa proporcionalidade entre o litoral e interior que resulta da distribuição plasmada na actual lei eleitoral.

É fácil usar o argumento “arco da governabilidade” e escudar-se em nunca terem estado no governo, mas PCP e BE  não querem reformar o Estado ou tampouco diminuir a despesa. 
Nem podem querer, caso contrário estão a renegar tudo aquilo em que acreditam.

Esta é a verdade:
PCP e BE jamais serão solução. Fazem parte do problema!


O pior inimigo do PSD

O objecto deste post não é qualquer tentativa de atenuar a incompetência e arrogância que caracteriza a grande maioria dos dirigentes do PSD e, consequentemente, do Governo, principalmente no que respeita à relação e comunicação com a população, mas sim salientar o que me parece ser a sua natureza.
Não está sustentado em qualquer prova palpável e apenas resulta das minhas observações ao universo das diversas particularidades que constituem o PSD.
Naturalmente, é-me impossível ver e saber tudo. Logo, a minha opinião sobre este assunto pode ser considerada mais do que subjectiva.

O pior inimigo do PSD é o PSD.

É um partido incapaz de se unir em torno dum líder.
Seja ele quem for, tem, e terá sempre, alguém a trabalhar para o seu derrube nos bastidores. Basta recordar o seu passado recente.

Quando Manuela Ferreira Leite ganhou a liderança do partido a Pedro Passos Coelho, este e nenhum dos seus apoiantes foram incluídos nas listas do partido às legislativas. E o que foi que se passou quando Pedro Passos Coelho se tornou líder do PSD?

Repito: O pior inimigo do PSD é o PSD.
No seu seio reina a mesquinhez, a intriga, o rancor e a vingança, prevalecendo o interesse pessoal dos seus intervenientes face ao interesse do partido e, consequentemente, do seu eleitorado.
Creio que só quando esta circunstância desaparecer o PSD será capaz de se relacionar melhor com a população e com o poder.

Por fim, na minha opinião, as duas grandes influências, antagónicas, que dominam ou procuram dominar o partido, são Ângelo Correia e Pacheco Pereira. Dentro destes dois, Pacheco Pereira, tendo em conta a sua personalidade e postura, vai ser aquele que mais mal vai fazer ao PSD.

Declaração de interesses: Conheço excelentes pessoas no PSD e tenho o prazer de ser amigo de dois dos seus deputados.


Eis o problema!

Quando Portugal tinha uma dimensão dez vezes maior,
o Estado tinha cerca de cem mil funcionários.

Agora que Portugal tem uma dimensão dez vezes menor,
o Estado tem um milhão de funcionários.

Sim, o ciclo há muito que terminou. Se preferirem, o sistema está podre.
Mas as metodologias do século XIX já não se conseguem aplicar.
O “Estado” soube adaptar-se à evolução dos tempos (intencionalmente ou não é outra história).

O poder até pode continuar concentrado em poucas pessoas, mas o número de pessoas que dependem do estado decuplicou.
Estamos a falar de dois milhões de pessoas na dependência do Estado, pelo que são várias as muralhas a derrubar.

A espada que pende sobre nós já não é de Dâmocles. É a do enunciado de Toffler!


Equidades (?)

 

Faz-se um depósito no banco que se escolhe e recebe-se um juro de 1,5%!

Pede-se um empréstimo nesse mesmo banco e cobram-nos 12%!

Que dizer deste tipo de equidades?

 


Flexibilização salarial

 

Será que pessoas que deixam de ganhar melhor ou que passam a ganhar menos vão consumir mais?

O que é que suporta a economia? O consumo ou o lucro?