Na base do conhecimento está o erro

Posts tagged “segurança social

Ajuda (in)voluntária?

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A decisão do governo de acabar com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), sobre as pensões, que se aplicava às pensões superiores a 4.611 euros, vai ter as suas consequências. O estado vai deixar de poupar 24 milhões de euros e o Ricardo Salgado irá passar a receber mais dezasseis mil e setecentos euros por mês.

Como diz o Henrique Pereira dos Santos, é desta que o Ricardo Salgado vota no Bloco de Esquerda!

(Nota: Não coloco em causa o valor da pensão de Ricardo Salgado que, tendo descontado para o efeito, tem direito à mesma).


Pois é … com o mal dos outros podemos nós

No dia 10 de Outubro de 2010, neste post, coloquei uma hipotese verdadeiramente idealista, alguns dirão utópica, cujo efeito seria a minimização do espectro do desemprego (em tempos de crise) e das consequências dele provenientes.

No entanto, no que eu qualifico como um acto de boa gestão, o responsável da empresa onde trabalho teve precisamente essa postura.
É claro que há um choque momentâneo pela redução do salário (não estivessemos nós formatados para o eu), mas quando vemos que os colegas de trabalho – independentemente do grau de amizade com qualquer um – continuam todos a trabalhar, esse choque acaba por se diluir.

Como referi, do aumento do desemprego advém algumas circunstâncias. Uma delas é esta:
Vítor Gaspar: há uma “incerteza considerável” sobre as contas da Segurança Social

Como é que diz o ditado popular?
Com o mal dos outros posso eu bem?
Não deviamos.


Transitoriedade – eis o regente dos nossos dias … e dos que virão

É urgente olhar para o mundo que nos rodeia com olhos de ver.

Acabaram-se os empregos duradouros e também vão terminar os empregos de 5 anos. Aliás, muito provavelmente, os meus filhos irão trabalhar em actividades e/ou funções que ainda não foram desenvolvidas e/ou criadas.

A transitoriedade é inevitável. E esta condição não decorre do capital ou da exploração. Decorre do avanço tecnológico! O mundo já não é o dos nossos pais. E não será o dos nossos filhos ou netos. A robótica e a inteligência artificial (IA), entre outros campos, irão (r)evolucionar o mundo.

O que fica em aberto é o seguinte:

Paralelamente aos progressos que se verificam na conjugação da IA com a robótica, assistimos a evoluções na imunologia, biotecnologia e neurologia, entre outros campos, que irão, simultaneamente, prolongar consideravelmente a esperança de vida dos humanos, mantendo ou desenvolvendo a suas capacidades cognitivas.

Desta circunstância, aliada aos pressupostos inerentes à sustentabilidade da segurança social, decorre a necessidade de as pessoas terem de se reformar mais tarde. E possuirão capacidade para tal.

Pergunta:
Tendo em mente que estes dois fenómenos poderão ser antagónicos – IA e a robótica desempenharão tarefas que poderiam ser executadas por pessoas que terão de trabalhar mais tempo – e considerando que o rácio da segunda lei da termodinâmica tende a aumentar, pensa(m) que estas alterações irão acontecer naturalmente ou que iremos viver um período de ruptura e convulsão sociais?

Será que a próxima guerra vai ser por empregos?

P.S. – Outra reflexão sobre a transitoriedade: No limiar duma (r)evolução?