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Sobre a tauromaquia e o sangue exigido pelos defensores dos animais

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A Tauromaquia é um espetáculo tradicional que, na minha opinião, precisaria de se adaptar aos tempos. Respeitando opiniões contrárias, há circunstâncias na mesma que não colhem a minha simpatia. Todavia, à semelhança de muitas outras coisas que existem na sociedade, dependerá da consciência individual para o efeito.

Os defensores dos animais são contra o derramar de sangues dos touros. E muito bem! Contudo, festejam o sangue dos toureiros, que insultam alegremente.

Não há dúvida que é mais fácil apontar o dedo do que olhar para o reflexo. É vergonhoso ver pessoas a congratular-se com as mortes dos toureiros. Como se uma morte fosse motivo de alegria e compensasse as outras mortes? Não aceitam o sangue dos touros, mas toleram o sangue dos homens. Não sei como há quem se admire por o homem ser um animal sanguinário?

Eu preferiria que nenhum sangue fosse derramado. Nem o dos touros. Nem o dos homens. Mas isso sou eu!

Nota final: se este tipo de postura já é criticável num cidadão, é inaceitável num membro do PAN, independentemente da posição que ocupar (de simples militante a dirigente). Conheço boa gente no PAN, de quem sou amigo, mas o PAN está cheio de zelotas e de fundamentalistas.

 


Que pensar (3)?

A liberdade (incluindo a de expressão) é o mais alto dos valores e dela decorrem os restantes, nomeadamente, a dignidade.
Mas liberdade não é apenas a possibilidade de escolher. É aceitar a responsabilidade pelas escolhas que fazemos!

O Bispo das forças armadas tem, efectivamente, direito à sua opinião.
Porém, parece, convenientemente, esquecer-se que a austeridade não é uma causa mas uma consequência que deriva de todos aqueles que nos governaram desde 74, e, neste âmbito, muito particularmente dos governos José Sócrates.

Evidentemente, D. Januário Torgal Ferreira não é obrigado a pensar como eu penso. 
No entanto, as suas declarações são emotivas e tendenciosas, para não dizer mais, e o modo como se expressou foi deplorável.

Na minha opinião, uma vez que há maneiras e maneiras para a expressão da opinião, considerando igualmente as opiniões que expressou nos últimos anos, é um homem que perdeu o bom senso.
Em tempo de tensão, os homens com experiência devem atenuá-la e não incendiá-la.

Acho muito bem que os homens da Igreja se manifestem e creio que sem a Igreja o estado (social) do país estaria num caos, mas ainda bem que no seu seio está a ocorrer uma mudança de gerações.
Com o devido respeito, alguns homens de posição da Igreja estão desfasados do tempo que vivemos.


Querem sangue mas não há dinheiro!

Não é difícil perceber porque é que aqueles que se enquadram ideologicamente na esquerda e extrema-esquerda andam todos contentes.

Como é facilmente demonstrado pelo historial dos resultados eleitorais, pelas vias democráticas não conseguem ser governo.
Assim, só através duma revolução é que alcançarão o poder.
Mas a história ensina-nos que quem foi responsável por cortar cabeças também perdeu a sua.

É triste que nesta altura, a principal preocupação dos partidos políticos, independentemente do quadrante ideológico, seja o retirar de dividendos em favor próprio.

Por fim, para aqueles que parecem querer sangue, já não há dinheiro!

A revolução de Abril encontrou os cofres cheios, mas estes estão vazios há muito tempo.
E Abril também já se foi.
Só permanecem os mesmos sindicatos de há trinta anos, na maior parte dos casos com as mesmas pessoas e com as mesmas reivindicações como se o mundo não mudasse.

Acordem! Existir custa dinheiro e a malta até vive mais uns anitos.

Como tal, o que será verdadeiramente imperdoável é o derramar de sangue em vão!


Onde está o bom senso?

Fiquei estupefacto ao ouvir as declarações destes bispos da Igreja (aqui e aqui)!
Não ponho em causa a sua liberdade de expressão, mas não compreendo (ou aceito) a falta de bom senso.

Será que a Igreja quer sangue?