Na base do conhecimento está o erro

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Respeito e memória

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto

Lucidez e distanciamento.
Duas coisas essenciais.


No espectro da Guerra

Tivemos 70 anos de paz devido a governos moderados que foram capazes de criar e de estabelecer pontes de diálogo onde as diferenças de pensamento eram respeitadas. Este período pode ser caracterizado pelo respeito pela diversidade e pluralidade, base que serviu para o construir de consensos e de compromissos que permitiram o desenvolvimento global, apesar dos blocos de influência mundial e de outras circunstâncias. Este foi igualmente o tempo da democracia liberal, sustentada numa simples ideia:

Liberdade é responsabilidade!

Apesar das suas particularidades e dos seus posicionamentos ideológicos, os líderes destes governos moderados eram pessoas de personalidade forte, de carácter e de honra. Tais características nunca os impediram de reconhecer as suas falhas, os seus erros e, sobretudo, os méritos das ideias e/ou projectos dos seus adversários. A Europa, por exemplo, foi construída por homens como, entre outros, François Mitterrand e Helmut Kohl. Se um compromisso era necessário, era exigido que fosse alcançado no respeito pelas posições distintas.

É provável que o facto de terem vivenciado o horror da guerra mundial os tenha ajudado a compreender tanto os perigos das posições intransigentes como as benesses do diálogo.

A geração de políticos que os sucedeu não experimentou a guerra. A grande maioria desses políticos já nasceu sob a protecção do manto da paz que lhes foi deixada (não usei aqui o termo legado propositadamente).

Como tudo era mais fácil, mais fácil foi prescindir, gradualmente, dos princípios em favor do politicamente correcto, procurando agradar a gregos e troianos. Quando alguém lhes perguntava pelos persas, mais cedências avulsas foram feitas.

Foi aqui que a democracia liberal começou a erodir.

A partir deste momento, no tempo das promessas grátis, emergiu a “democracia pessoal”, baseada única e exclusivamente na primeira pessoa. Neste tempo de libertinagem desprendida, neste tempo da liberdade dos intolerantes, não nos é permitido pensar pela nossa própria cabeça. Não podemos ter interpretações diferentes daquelas que são consideradas como convenientes.

Este é tempo da hegemonia cultural que implica a polarização e o extremar das posições. Quando os extremos (r)emergem, o diálogo cessa e os moderados são silenciados pelos ódios que se gladiam.

E quando os ódios se manifestam…


A esquerda (portuguesa) é estruturalmente intolerante!

Nadia Piazza 2018

(Foto: Jornal de Notícias)

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Nádia Piazza aceitou integrar o grupo de coordenação do programa eleitoral do CDS-PP.

Naturalmente, a decisão não agradou a toda a gente. Nenhuma decisão o faz. Teve, no entanto, o condão de salientar algo que há muito define a esquerda portuguesa: a sua intolerância estrutural.

Que a esquerda sempre se considerou intelectualmente superior não é novidade. Todavia, recentemente, a esquerda também começou a demonstrar que se considera moralmente superior.

Não há justificação nenhuma para o que se lê sobre a Nádia Piazza devido a esta escolha. Nádia Piazza é uma mulher notável, que tem direito à sua opinião e livre escolha, a qual, independentemente de ser ou não coincidente com a nossa preferência, continua a ser merecedora de respeito. A maioria dos comentários são desprovidos de substância, revelando-se meros ataques de carácter.

E são inaceitáveis as referências pejorativas feitas ao sofrimento duma Mãe pela morte do seu filho. Inaceitáveis! Nada mais são do que falta de decência.

Ao ler este tipo de reacção, fazendo uso do léxico governativo, no limite, ainda vai ser afirmado que não se verificaram vítimas mortais nos incêndios de 2017.


Descaramento

Antonios

António Costa afirmou que “(…) há pessoas que tem mau perder”.

Pois há! São as mesmas pessoas que correram com aqueles que ganharam eleições para o PS.


Inaceitável

O comportamento de alguns deputados, e do seu Presidente, da representação parlamentar do PSD na Assembleia Regional da Madeira, face ao voto de pesar por Miguel Portas, é inaceitável num sistema pluralista e só vem reforçar a postura que grassa neste partido na região.
Este tipo de atitude envergonha todos os portugueses, duplamente os sociais-democratas, onde me incluo. 

Pior, revela o tipo de respeito que determinadas pessoas nutrem pelos seus semelhantes.

No mínimo, deviam pedir desculpa publicamente.


Socialismo ou processo socializante?

Há 36 anos que nos impingem o socialismo!
Mas em Portugal nunca houve socialismo. O que existe é o processo socializante.

Sim, é verdade. Em Portugal nunca houve socialismo porque o seu principal rosto, Mário Soares, é um grande apreciador da propriedade privada (particularmente, da sua).
No entanto, como o socialismo lhe caiu ao colo e levou-o ao poder, algo teria que ser feito.
Foi assim que, embora não sendo um verdadeiro socialista (Mário Soares não é socialista, mas não se importa que os outros o sejam), o líder do Partido Socialista deu aos portugueses o processo socializante. Evidentemente, pagamos um preço. A começar pelo declínio da democracia e pela qualidade dos nosso eleitos.

Ora, no PS, o exemplo foi seguido pelos seus líderes, principalmente por aqueles que não eram verdadeiros socialistas, mas que perceberam que manter ou aumentar o processo socializante lhes permitia ganhar eleições (à custa do futuro do país).

Chegados aos dias de hoje, o que é que o processo socializante permitiu aos portugueses?
Ensinou-os a não trabalhar, a ser subsidiodependentes e fê-los perder o respeito. Por si próprios e com o outros.