Na base do conhecimento está o erro

Posts tagged “realidade

Plano de vacinação costiniano

Mais ou menos isto. Oxalá passe a ser diferente…


The way it is …

pleasant-trues

… for quite some time!


Isaac Newton e António Costa

Newton AC

Um dos maiores paradoxos da física de Newton é que a mecânica produziu incerteza. No ambiente quântico, as variáveis são substituidas por distribuições de probabilidades.

Na mecânica quântica o estado de um sistema num dado instante de tempo pode ser representado como uma função de onda e/ou um vetor de estado, sendo estes instrumentos matemáticos que possibilitam o calculo das probabilidades.

Tendo em conta a sua posição no sistema e considerando o espaço tridimensional, eu diria que a tanto a função de onda como o vetor do estado do governo português indicam uma elevada probabilidade de desfasamento da realidade.

Isto para não falar do compromisso de honestidade inerente a estas circunstâncias.


Do utopismo onírico ou do onírico utópico

Catarina-Martins-e-Artur-Semedo

Confesso que hesitei muito no título deste post. Acabei por utilizar as duas formulações, para reforçar uma ideia: realidade versus sonho.

João Semedo, ex-co-líder da liderança bicéfala do BE, deu recentemente uma entrevista ao Público, onde afirma que a facilidade e a rapidez com que implodiram os países do “socialismo real” ainda hoje o surpreende.

Dr. João Semedo, há razões para ter acontecido, e com a rapidez que aconteceu, o colapso do “socialismo real” no leste europeu. Já lhe ocorreu que o desejo de liberdade individual tenha sido uma dessas razões? É que o sistema que o Senhor advoga é incompatível com a mesma.

Tal como quem viveu sob o nazismo não o deseja, aqueles que viveram sob o comunismo (socialismo real no léxico de João Semedo) também não o querem. O socialismo real é uma impossibilidade, uma utopia que não consegue ser transporta para a realidade. Não é real. Pura e simplesmente não existe.  Ora, poderá haver motivos para esta preferência. João Semedo viveu o fascismo. Mas não experimentou o comunismo. Será que gostaria de ter vivenciado o socialismo real?

Ao manifestar surpresa por eventos ocorridos há tantos anos,  João Semedo revela que a questão não é apenas ideológica. É saudosista. É uma utopia onírica que conduz a um quase desfasamento e desconhecimento da realidade. João Semedo espanta-se com o que aconteceu. Mas não procura compreender porque aconteceu.

Não sei se João Semedo faz falta à política portuguesa. Se fizer, oxalá não seja apenas por simpatia. Mas sei que não deve ser fácil dialogar e chegar a compromissos com uma pessoa de pensamento cristalizado.


Não se admire. Ao invés, recorde-se! (Do not wonder. Instead, remember!)

O Acordo de resgate negociado entre o governo grego (Syriza) e as entidades europeias (troika) será apenas debatido no parlamento de Atenas, i.e., sem ser votado pelos parlamentares.

Há quem defenda que esta decisão está relacionada com a oposição interna a Alexis Tsipras. Contundo, independentemente de a mesma se verificar, este tipo de postura nada tem a ver com a contestação dentro do Syriza. Não se surpreenda. Este é, pura e simplesmente, o comportamento típico das cúpulas da esquerda. É precisamente este tipo de postura que está no seu âmago.

Assim, como este é o habitual modus operandi e vivendi da esquerda, porque razão seria o Syriza diferente?

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The bailout agreement negotiated between the Greek government (Syriza) and the European entities (troika) will only be debated in Athens’ parliament, ie, without a parliamentary vote.

There those who defend that this decision is related with the internal opposition to Alexis Tsipras. However, regardless of whether its occurrence, this kind of attitude has nothing to do with the rising contestation within Syriza. Don’t be surprised. This is plain and simply the typical behavior of left leaderships: vote should be kept to a minimum.
It is precisely this kind of posture that is at its core.

Thus, as this is the usual modus operandi and vivendi, why should be Syriza any different?


Reality shock / Choque de realidade

Syriza rally


Varoufakis
and Tsipras are on the verge of learning (at least, one can expect), how easier and more comfortable is to be opposition.
It is the government that the really tough decisions must and have be made. And usually, the idyllic promises made during election campaigns can not be fulfilled.

Every so often, a shock of reality is indispensable.
While these “Syrizans” characters are being struck by reality, their supporters still were not. Nevertheless, my sympathy goes to all them.

Varoufakis e Tsypras estão prestes a aprender (pelo menos, esperamos), que é muito mais fácil e confortável de ser oposição.
É no governo que as decisões realmente difíceis devem e tem de ser tomadas. E, normalmente, as promessas idílicas feitas durante as campanhas eleitorais não podem ser mantidas.

De vez em quando, um choque de realidade é indispensável.
Embora as personagens “Syrizanas” estejam a ser atingidas pela realidade, os seus partidários ainda não foram. Seja como for, a minha simpatia vai para todos eles.

 


E agora, Camarada Bernardino?

Em 2003, Bernardino Soares, quando era líder parlamentar do PCP, disse acreditar que em Pyongyang não existia um regime ditatorial. À data, estas declarações suscitaram reações de alguns dos seus companheiros de partido que afirmaram não terem dúvidas que a Coreia do Norte não era um país democrata.

Mas, Bernardino Soares, acreditando que tudo se tratava de propaganda ocidental, lá se manteve fiel às suas imaginações e ao regime norte-coreano.

Hoje, a Coreia do Norte admitiu a utilização de campos de trabalho para a reeducação e melhoria da mentalidade da população.

Definitivamente, a solidariedade já não é o que era.


Será?

A vaidade é bem capaz de ser a maior causa dos afogamentos públicos.


Eis a realidade

Por alguma razão que me escapa, a triste verdade é esta:

Não me parece que alguém em Portugal saiba qual é,
efectivamente, a dimensão do Estado e o seu custo.


Soares, o exemplo … a não seguir

É inquestionável que a vitória de François Hollande vem trazer uma nova perspectiva sobre a orientação que gere a conduta económica no seio da Europa. No mínimo, que a austeridade por si só não é a solução – Eurobonds é uma excelente ideia – e que algo poderá ser acrescentado no Tratado Orçamental Europeu.
É igualmente inegável que esta nova realidade, no que respeita à actuação ao directório que tem estado a “condicionar” a UE, faz renascer alguma esperança.
Mas esse desejado crescimento já chegou? Hollande tem alguma varinha de condão que permita rácios de 5% de crescimento à economia portuguesa?

E existe alguma novidade no que Mário Soares diz?
É claro que não. Alguém se lembra da performance de Mário Soares como governante? Foi capaz de dar o exemplo e de reduzir a despesa de maneira a que a dívida nacional não crescesse?

Mário Soares só mostra que sempre foi um navegador de costa. Jamais seria capaz de descobrir seja o que for, pois nunca vê para além do horizonte. Procura isso sim, ser mais rápido do que os ventos da mudança. Contudo, só tenuemente foi por uma vez mudança e nunca mais o será.
E pior, ao defender a ruptura de acordos assinados, acordos que foram principalmente negociados pelo seu partido, denota que não evoluiu e que continua a considerar que o país deve servir o(s) partido(s) e não este(s) servir(em) Portugal.

Na minha opinião, o que Mário Soares deveria dizer é que todos estes esforços que os portugueses estão a fazer podem não servir para nada se as reformas estruturais não forem implementadas. Isto sim, era de estadista.
Mas pode Mário Soares advogar tal posição?
É evidente que não, porque se o fizer colocará o interesse do país à frente do interesse do PS. Ou não é igualmente o partido socialista um dos principais interessados em manter o “Status quo” como está?

Assim, resta perguntar qual é o ponto de viragem para um pais em incumprimento?


sublinho

Hoje, deu-se o terceiro impacto.

Se souber ler o que acabou de acontecer, pode ser que o sublinho aprenda a lição e que deixe de aparecer. Mas não me parece que seja capaz de tal atitude.

Uma coisa é certa, o sublinho deixou de sublinhar.

Infelizmente, foi necessário destruir um homem bom.


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Pensamentos (2)

imbecis2