Na base do conhecimento está o erro

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Liberdade e Responsabilidade

Manuel Carvalho acaba de evidenciar o seu desconhecimento sobre a Iniciativa Liberal. Manuel Carvalho devia ter tido o cuidado de ler o programa político da IL.

Os liberais não defendem apenas a Liberdade. Os liberais defendem liberdade com responsabilidade. Por essa razão, não podem apoiar o vergonhoso processo de desresponsabilização política que o Governo de António Costa classifica como “descentralização”, processo esse que não contempla autonomia de decisão política na gestão nas competências que o governo pretende transferir para as autarquias. Daqui resultará a incapacidade de alguém assumir responsabilidades e não é difícil perceber que tanto o governo como as autarquias recusarão assumi-las. O governo dirá que transferiu as competências, as autarquias dirão que não lhes foi dada autonomia política. E a culpa morrerá solteira.

Nenhum liberal apoia a desresponsabilização da política.

Sim. Os liberais apoiam a descentralização. Sim. Os liberais também apoiam a subsidiariedade. Contudo, não apoiarão ambos se dos mesmos decorrer a impossibilidade de assumir responsabilidades.

Não somos socialistas.
Para nós, a culpa não morre solteira.


Desvios jornalísticos

Publico

Reparem no cabeçalho em destaque:

“PSD e CDS pagaram 475 mil euros a um publicitário na campanha de 2015”

Contudo, se  continuarem a ler a notícia poderão constatar que o “PS pagou 751 mil euros a um militante pela decoração de salas”.

Quando nos referimos a desvios de comportamento e/ou de conduta, imediatamente fazemos uma conotação à psiquiatria. Ora, neste caso, no que respeita ao comportamento jornalístico, não podemos dizer que se verifica uma postura agressiva ou desafiadora. Mas podemos afirmar que estamos perante um desvio jornalístico que configura uma violação da objectividade e da deontologia inerente ao jornalismo.

O autor deste artigo, assim como a sua chefia ou quem autorizou a publicação, possuem toda a legitimidade para as suas preferências pessoais, políticas e ideológicas. Todavia, não as devem sobrepor ao seu dever de isenção. Claramente, não foi o caso. Se a intenção era salientar os gastos absurdos das campanhas eleitorais, a insensatez do PS é manifestamente superior à dos outros partidos políticos. Assim sendo, porque é que não são os gastos do PS que fazem o cabeçalho?

Não irei discorrer sobre as motivações para este mau exemplo de jornalismo. Creio que as mesmas serão evidentes. Paradoxalmente, casos como este não me surpreendem no”Público”. Em 2008, fui convidado para escrever artigos de opinião no “Público”. A determinada altura fui avisado, por quem de direito, que os meus artigos tinham que ser mais polémicos. Recusei. Não voltaram a publicar os meus artigos de opinião.

Confesso que lamento. Não por deixar de ver publicada a minha opinião, que agradeço ter sido publicada. Tenho pena por aquilo em que o “Público” se transformou.

Por fim, espero que o militante socialista tenha pago os respectivos impostos.


Leituras indispensáveis (2)

 

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