Na base do conhecimento está o erro

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OE 2020 e os ministérios

Orça ministérios


Keep calm and enjoy socialism

As bandeiras eleitorais socialistas de 2019, são as mesmas de 2009. E voltarão a ser iguais em 2029 porque nenhum socialista prescinde de uma fórmula gastadora.

Comentários lidos num post facebookiano duma amiga socialista (sim, tenho amigos que não são liberais e ainda bem), estão na origem deste artigo.

post em si limitava-se a dizer que a pessoa em questão pagava menos impostos desde que António Costa é primeiro-ministro. Apesar que o aumento da carga fiscal ser inegável e ser reconhecido por Mário Centeno, não é impossível que tal suceda. Mas um caso individual não representa a totalidade dos contribuintes. Porém, surpreendentemente ou não, o entusiasmo de alguns dos comentários demonstrava até que ponto pode ir a cegueira ideológica. Quando outras pessoas afirmavam que pagavam mais impostos, as respostas dos correligionários da autora manifestavam um imenso espanto. Desprezando qualquer argumento, chegaram ao ponto de tentar reescrever a história negando (ou procurando apagar) o magnífico legado da gestão socialista – um pântano e três bancarrotas – que aqui recordo.

Este seguidismo é de estranhar? O caciquismo, para além de implicar o fim da pluralidade, exige obediência cega. Daí que seja por aclamação que usualmente são eleitos os líderes socialistas, particularmente os que têm aura de salvador. Por que razão são ovacionados? Porque são infalíveis. Os socialistas nunca se enganam. Não há deuses no Olimpo. Mas Olisipo está repleta de divindades socialistas.

Note-se que este tipo de apoiante fervoroso de António Costa é o mesmo que apoiou incondicionalmente José Sócrates, esse mítico novo homem político, protótipo do herói socialista moderno, que perante o abismo não hesitou em afundar-nos. Algum socialista rasgou as vestes em angústia pela gestão danosa do Sócrates? Algum socialista pediu desculpa pela bancarrota que nos trouxe a troika? José Vieira da Silva, Augusto Santos Silva e António Costa, que eram membros do governo que afundou Portugal, não o fizeram. Nem o farão.

A gestão socialista já teve titãs, mas nenhum ao nível de Sócrates. Se Hesíodo fosse vivo não sei que lugar reservaria a José Sócrates na “Genealogia dos Deuses”, mas suspeito que o destaque fosse 44 vezes superior aos restantes. E como, infelizmente, Sócrates deixou escola é necessário ter em conta a longevidade da gestão pública de António Costa, cujo corolário, antes da liderança do actual governo, era ter sido número dois de José Sócrates.

Ora, foi precisamente como número dois de Sócrates que António Costa implementou a desastrosa reforma da Protecção Civil, reforma essa que treze anos depois ainda custa dinheiro aos portugueses. Nesse aspecto, gastar dinheiro a mais, os socialistas são todos idênticos. No incumprimento de promessas também. Em 2009, Sócrates prometia não aumentar a carga fiscal. Cinco meses depois faltava à palavra. Em 2015, António Costa afirmava que a austeridade tinha acabado e que iria reverter o aumento de impostos. Contudo, uma das suas primeiras medidas foi aumentar o ISP em seis cêntimos por litro.

Mas há outras semelhanças que fazem de António Costa um Sócrates 2.0 e um príncipe da gestão socialista. Silenciar é uma delas. Sócrates tinha a Manuela Moura Guedes, Costa tem a Sandra Felgueiras. Sócrates tinha os “Magalhães”, Costa tem os “Fernões” (tablets) – já sendo vislumbráveis as salivas pavlovianas com as vendas à Venezuela de Nicolás Maduro. Isto sem esquecer os aeroportos, terceiras travessias do tejo, etc., e, claro, o combate à corrupção. Há décadas que o PS diz que combate a corrupção. Resultados? Nenhum. Porquê? Razões familiares…

Texto publicado no Observador


Gestão agrícola pública

Costa sobreiros

António Costa sabe tanto de gestão pública como de agricultura.

Os sobreiros não se dão na areia. Isto não é novidade. Ou, pelo menos, não deveria ser. Uns, já mudos, sabiam disto. Outros, falantes, desconhecem-no.

Repito: Os sobreiros não se dão na areia. E as tentativas para o conseguir, i.e., plantar sobreiros nas dunas só demonstram as miragens que alguns políticos prometem, particularmente aqueles que defendem que o futuro de Portugal depende dos pinhais de sobreiros.

Mas tenham calma. Não se precipitem ou ofendam porque se António Costa tivesse tentado plantar um sobreiral de pinheiros, o oásis não seria menor e o destino seria igual.

Os sobreiros morreram, mas António Costa continua a prometer ilusões. Porquê? Porque sabe que os portugueses são a areia onde planta as ilusões. Para António Costa, Portugal não passa dum oásis! E assim deve continuar a ser porque quando as ilusões não resultarem o socialismo morrerá.

Como tal, para António Costa a diferença entre pinheiros e sobreiros é irrelevante. Tudo o que interessa é manter o poder.


Para quem se iludiu!

antonio costa


Uma pergunta para António José Seguro

Concordo com uma política de crescimento e pelo emprego, mas gostaria de saber como será financiada – sem aumento de despesa – a ou as medidas para a implementação dessa política?


Promessas e programas

Eis os programas políticos dos partidos com representação parlamentar:

PS
PSD
CDU
CDS
BE

Tendo em conta as observações que se escrevem por aí (entre outros, aqui, aqui, aqui e até aqui) sobre o conteúdo dos diversos programas políticos, tomo a liberdade de reproduzir parte de um artigo meu, publicado a 29 de Maio de 2008, no jornal O Primeiro de Janeiro.

“(…) Algo terá que mudar. Sugiro o seguinte: Porque não a possibilidade de recurso jurídico, por parte dos cidadãos, quando e se os programas eleitorais que os partidos políticos apresentarem ao sufrágio eleitoral não forem cumpridos? Assim, os programas eleitorais podiam efectivamente ser autênticos contratos sociais (…).”

E porque não?
Era a melhor maneira de acabar com o chorrilho de promessas que insultam a inteligência da população!