Na base do conhecimento está o erro

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Será possível uma mudança sem adesão popular?

No início desta semana esteve em minha casa um electricista a fazer uma instalação.
Aproveitando a sua presença, perguntei-lhe que opinião tinha sobre a manifestação do passado dia 15. Naturalmente, concordava com a mesma.
A conversa continuou e a certa altura, já emocionado, o homem diz-me isto:
“Sou uma pessoa modesta que nunca gastou mais do que tinha. Já paguei a minha casa e não devo dinheiro a ninguém. Felizmente, os meus flhos também não. Repito, não devo dinheiro a ninguém. Então porque é que me dizem que eu devo 18 mil euros ou lá o que é. Quem deve é o Estado.”
Quando respondi que o Estado eramos todos nós, o homem olhou para mim num misto de tristeza e resignação.
Daqui retirei duas certezas.
Primeiro, que a maior parte da população não faz ideia do que é o Estado nem a sua orgânica política. Vota sem o conhecimento real das implicações dum voto.
Segundo, que é necessário encontrar uma oratória acessível para educar e elucidar todas estas dúvidas.
Até lá, tenho sérias dúvidas que as escolhas sejam responsáveis e livres.


Medo – o elemento omnipresente

Medo

(Aparentemente) Não há maneira dos nossos representantes eleitos aprenderem.

Se, efectivamente, existe algum elemento que condicione enquadramento constitucional português, esse elemento é o medo.

A Constituição da República Portuguesa vigente, originária da revolução de 25 de Abril de 1974, resulta de dois medos:
Primeiro, da repetição da I República;
Segundo, do grau de desenvolvimento do partido comunista (em 1974).

Daqui advém a primazia dada aos partidos políticos, relativamente à mudança da lei fundamental, que gerou a actual partidocracia.

Decorridos todos estes anos, o medo continua a imperar, pois agora são os partidos políticos que têm receio da sociedade civil, muito particularmente do povo.


A geração à rasca anda à rasca … de ideias

Acredito integralmente que o papel de cidadão é o mais difícil de todos aqueles que fazem o todo da sociedade.

Por essa razão, apoio as iniciativas dos cidadãos esperando apenas que as mesmas sejam salutares, coerentes, na observância da lei e que proponham alternativas concretas, principalmente, ao que se contesta.

No que se refere ao que se passa no Rossio, não é, claramente,o caso.

É com tristeza que constato que o que surgiu com a “Geração à rasca” já morreu. Foi uma brisa fugaz. Foi algo que deixou os próprios organizadores surpreendidos. E estes revelaram-se inteiramente incapazes, particularmente, no que respeita à condução de homens e à concretização de ideias.

Dizem que o Rossio é a morada do povo?
Eu digo que é o circo do povo.

Até a “Geração à rasca” está em crise!