Na base do conhecimento está o erro

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Diálogos 2014

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Sondagem directas PSD

 

Pedro Passos Coelho – 43,3%
Paulo Rangel – 36,7%
Aguiar-Branco – 11,1%
Castanheira Barros – 0%


Debate PSD (2)

Deve-se ler a análise ao debate entre os candidatos à liderança do PSD de Fernando Moreira de Sá no Aventar.

O episódio das assinaturas da candidatura de Aguiar-Branco foi um tiro no pé de Rangel. Resta saber qual será o custo em termos de votos nas directas do PSD.


Debate PSD

Do debate entre os candidatos à liderança do PSD emerge algo que já tinha afirmado:
Pedro Passos Coelho (PPC) é a mudança no PSD e será a mudança para o país.

Castanheira Barros não terá qualquer hipótese.

Aguiar-Branco demonstrou a sua razão no que tinha afirmado sobre traição e patenteou o alto nível da educação e dos valores que possui. Mas, apesar de ter marcado pontos, não terá possibilidade de ser eleito líder do PSD.

O derrotado da noite foi Paulo Rangel (PR).
Não é de admirar. A sua ascenção no PSD deve-se a circunstâncias extraordinárias.
Se, por um lado, o fizeram emergir rapidamente, por outro privaram-no dum contacto mais assíduo com as bases do partido. Também as suas próprias palavras não o ajudam. Afirmar, após a sua eleição para o Parlamento Europeu, que iria cumprir o mandato de deputado europeu e para depois acabar por ser candidato à liderança do partido, sabendo que tal o impediria de continuar em funções, não caiu bem.
Para além disso, está mal apoiado ao ser aconselhado por pessoas que apenas sustentam as suas “certezas” em vinganças e rancores.
Corre o risco de perder todo o capital político que tinha conquistado. Quer durante o período em que foi líder da bancada parlamentar do PSD como igualmente com a vitória nas europeias.

No entanto, como decisão ainda não está tomada e será “orientada” para um binómio (PPC/PR) não deverá ser descurado o apoio do Comerciante do Funchal.


Congresso PSD (3)

Paulo Rangel jamais será uma ruptura ou representará uma mudança relativamente à direcção cessante do PSD, enquanto estiver apoiado em pessoas como Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira é a iminência parda do PSD. Limita-se a criticar tudo e todos que simbolizam uma alternativa ao seu pensamento e é particularmente feroz contra aqueles que são efectivamente uma evolução em relação ao passado.
Curiosamente, apesar de ser extremamente opinativo, Pacheco Pereira nunca teve a coerência, para não falar em coragem, de defender as suas convicções através duma candidatura à liderança do PSD.

Não sei há quantos anos é uma voz influente no PSD, mas a sua influência tornou-se nefasta. E à semelhança do que deve ter acontecido durante o mandato de Manuela Ferreira Leite, também Paulo Rangel estará condicionado por Pacheco Pereira.


Platão, Aristóteles e os políticos portugueses

Quando os políticos portugueses se referem aos filósofos gregos, fico sempre com a pulga atrás da orelha.

Na Universidade de Verão que o PSD organizou este ano, na sua intervenção, Marques Mendes pediu mais ética na política e afirmou que pessoas arguidas em processos não deviam constar nas listas dos partidos. No dia seguinte, Paulo Rangel afirmou-se contra essa possibilidade, por ser contra a presunção de inocência e outros direitos individuais, referindo ser necessário que Platão e Aristóteles fossem mais lidos pelos políticos.

Se é verdade que há falta de políticos que tenham lido Platão e Aristóteles, aparentemente quem os leu não os entendeu.
No tempo de Platão e de Aristóteles os direitos individuais, onde se inclui a presunção da inocência, eram inconcebíveis. E a ética, sendo indissociável da vida pública, era imprescindível na política.