Na base do conhecimento está o erro

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Das eminências pardas – Pacheco Pereira

Quando as eminências pardas deste regime – regime que já não é completamente democrático – especialmente aquelas, como José Pacheco Pereira, que, aguardando ansiosamente pelo regresso do bloco central, se movem nas tenebrosas zonas cinzentas do pântano e, esquecendo-se das suas próprias palavras, fazem uso das tácticas da esquerda (talvez um regresso ao passado?) para atacar a Iniciativa Liberal, dizendo que o ataque não é um ataque, só provam que estamos no caminho certo.

Que não haja engano. Não estamos disponíveis para pactuar com as políticas e os compromissos que arruinaram Portugal e que continuam a aumentar a pobreza.


O custo da (in)decisão?

Esta entrevista ao escritor Rentes de Carvalho deve ser lida ao lado do último artigo de opinião do Pacheco Pereira, “O grande abandono“, de 11 de março.

Juntas, estas duas opiniões, possibilitam uma análise racional da realidade e das suas causas, cuja interiorização é essencial para se combater o populismo (que não é só de direita).

Os decisores políticos europeus contemporâneos, relativamente a assuntos potencialmente fracturantes, caracterizam-se por uma quase total apatia. Infelizmente, devido ao sucessivo adiar de decisões, esta ineficácia redundou na presente volatilidade social e identitária que assola a Europa.

Uma vez que nem a coexistência social, nem a política são estáticas, esperar que os assuntos se resolvam por si sós só revela falta de sensatez. Era bom que os nossos representantes políticos, a quem cabe a responsabilidade da decisão, percebessem duma vez por todas que a falta de acção será substituída por reacções, fortuitas e, geralmente, indesejadas. Principalmente, a nível eleitoral!

Existe, obviamente, um risco em posições como as defendidas por Rentes de Carvalho. Mas qual terá um custo maior? Fazer ou não fazer nada? Para além disso, o argumento é válido. Pode ser que determinados resultados eleitorais façam com que os decisores políticos abandonem certas inércias e passem a tomar medidas para resolver (alguns) problemas.

P.S. – um exercício análogo é uma leitura paralela dos livros de Samuel P. Huntington – O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial (1996), e de Amartya Sen – Identidade e Violência: A ilusão do Destino (2006).


Porque é que o Pacheco Pereira …

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… não se candidata a Presidente do PSD?

Muito recentemente, assisti a uma conferência onde ele era um dos oradores. Na sua intervenção, dedicou 10% do tempo ao tema e os restantes 90% a criticar o Governo do seu partido. Porquê? Qual é a razão para esta postura? Volto a ouvir as suas palavras na SIC noticias, no que diz e como diz, e fico na dúvida se o vingativo não será ele?

Indubitavelmente, Pacheco Pereira é um homem inteligente e culto. Também já tem um longo percurso de vida pública. Se está descontente com a actual liderança do partido, porque é que não é alternativa? Será que é mais fácil ser apenas comentador? Ou será porque Pacheco Pereira prefere ser um “Richelieu” a defender as suas ideias nas urnas?


O pior inimigo do PSD

O objecto deste post não é qualquer tentativa de atenuar a incompetência e arrogância que caracteriza a grande maioria dos dirigentes do PSD e, consequentemente, do Governo, principalmente no que respeita à relação e comunicação com a população, mas sim salientar o que me parece ser a sua natureza.
Não está sustentado em qualquer prova palpável e apenas resulta das minhas observações ao universo das diversas particularidades que constituem o PSD.
Naturalmente, é-me impossível ver e saber tudo. Logo, a minha opinião sobre este assunto pode ser considerada mais do que subjectiva.

O pior inimigo do PSD é o PSD.

É um partido incapaz de se unir em torno dum líder.
Seja ele quem for, tem, e terá sempre, alguém a trabalhar para o seu derrube nos bastidores. Basta recordar o seu passado recente.

Quando Manuela Ferreira Leite ganhou a liderança do partido a Pedro Passos Coelho, este e nenhum dos seus apoiantes foram incluídos nas listas do partido às legislativas. E o que foi que se passou quando Pedro Passos Coelho se tornou líder do PSD?

Repito: O pior inimigo do PSD é o PSD.
No seu seio reina a mesquinhez, a intriga, o rancor e a vingança, prevalecendo o interesse pessoal dos seus intervenientes face ao interesse do partido e, consequentemente, do seu eleitorado.
Creio que só quando esta circunstância desaparecer o PSD será capaz de se relacionar melhor com a população e com o poder.

Por fim, na minha opinião, as duas grandes influências, antagónicas, que dominam ou procuram dominar o partido, são Ângelo Correia e Pacheco Pereira. Dentro destes dois, Pacheco Pereira, tendo em conta a sua personalidade e postura, vai ser aquele que mais mal vai fazer ao PSD.

Declaração de interesses: Conheço excelentes pessoas no PSD e tenho o prazer de ser amigo de dois dos seus deputados.


Euforia ???

Pelos vistos, não são apenas os especuladores financeiros (nacionais e internacionais) que andam eufóricos. Os políticos portugueses também andam.

Há vários dias que se fala no assunto. A eventual saída do Primeiro-Ministro português.
O CDS-PP afirmou estar disponível para integar um governo de coligação, mas sem José Sócrates (aqui).

Pacheco Pereira defende o “afastamento voluntário” do Primeiro-Ministro como condição fundamental para a recuperação de Portugal (aqui).

Até o PS parece estar em polvorosa.
Luís Amado expressa a necessidade dum governo de coligação que traga estabilidade, coloca o seu lugar à disposição para esse efeito e adianta que a alternativa de Portugal é a saída do euro (aqui).  Naturalmente, esta frase correu o mundo e teve os seus efeitos nos juros da dívida portuguesa (aqui). Os soaristas andam em movimentações visando a substituição do Primeiro-Ministro por causa da sua descredibilização (aqui).
António Costa apoia a Francisco Assis como sucessor de José Sócrates (aqui).

Acordem!
Deixem de se preocupar com os idos de Março e pensem no que devem fazer para resolver os problemas de hoje.

Posso estar enganado, mas creio que José Sócrates só deixará de ser Primeiro-Ministro se perder eleições ou se o Presidente da República dissolver a Assembleia.

Se, até hoje, ainda não percebeu que é, efectivamente, a raiz do problema, irá admiti-lo agora?


Congresso PSD (3)

Paulo Rangel jamais será uma ruptura ou representará uma mudança relativamente à direcção cessante do PSD, enquanto estiver apoiado em pessoas como Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira é a iminência parda do PSD. Limita-se a criticar tudo e todos que simbolizam uma alternativa ao seu pensamento e é particularmente feroz contra aqueles que são efectivamente uma evolução em relação ao passado.
Curiosamente, apesar de ser extremamente opinativo, Pacheco Pereira nunca teve a coerência, para não falar em coragem, de defender as suas convicções através duma candidatura à liderança do PSD.

Não sei há quantos anos é uma voz influente no PSD, mas a sua influência tornou-se nefasta. E à semelhança do que deve ter acontecido durante o mandato de Manuela Ferreira Leite, também Paulo Rangel estará condicionado por Pacheco Pereira.


Impressão

É de mim, ou o Pacheco Pereira JAMAIS aceita comentários?


Erros a mais

Não contando com a reacção de determinadas personalidades do próprio partido, Pacheco Pereira apresentou este simples, e não menos meridiano, argumento (ou facto, segundo JPP): Errar é humano!

Por isso, os dirigentes do PSD também erram.
A vantagem advém dos erros dos sociais democratas não serem tão gravosos como os do PS.

Infelizmente, são erros. Então qual é a receita?

Internamente, para os que contestaram as decisões da direcção do partido, comer e calar para no futuro dispor.
Externamente, para os portugueses, engolir sapos.

Há erros a mais nos partidos políticos portugueses. Assim como também há demasiado “estatuto”.

Veremos quem irá engolir sapos …