Na base do conhecimento está o erro

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Feliz Ano de 2009

Janus, embora omnipresente, está cada vez mais próximo. Os festejos da passagem de ano já passaram e nas tradicionais (?) mensagens de Ano Novo tivemos os mais rasgados elogios à esplendorosa governação neo-socialista do país.

Sim, neo-socialismo. O socialismo de Mário Soares foi enterrado há muito tempo. E os neo-socialistas não gostam de Soares. Renegam veementemente o 25 de novembro e desdenham integralmente a gestão soarista do IX governo. Mário Soares procurou resolver problemas na realidade. Os neo-socialistas não. Qual é o problema que não pode ser resolvido no Facebook, Twitter, etc.? E quando os fogos e as cheias se sucedem ou é impossível disfarçar as deficiências dos serviços do Estado, dizem que a culpa é do Passos Coelho e encomendam a Augusto Santos Silva mais um código de conduta.

O leitor poderá estar a indagar-se sobre duas coisas: Primeiro, quem foi o mentor do neo-socialismo em Portugal? Segundo, porquê feliz ano de 2009?

O mentor do neo-socialismo é José Sócrates. O homem que não acredita no pagamento de dívidas e a quem, apesar de não o fazerem em público, os governantes neo-socialistas chamam carinhosamente de “reverendíssimo Mestre”.

À semelhança de José Sócrates, de quem foram, na sua maioria, discípulos, os governantes neo-socialistas não acreditam no assumir das responsabilidades. Se fossem uma das personagens do Hotel Transilvânia, só poderiam ser a do “não fui eu”.

Porém, crêem-se exemplares e revestidos das mais altas virtudes: Imaculados, como se tivessem um registo invejável de actividade no sector privado – sem jamais terem recebido apoios e/ou subsídios estatais; Íntegros, pois nunca omitiram nenhuma informação a qualquer tribunal português; Incensuráveis, na isenção, regra que Raríssimas vezes foi quebrada, devido à incapacidade para obterem proveitos próprios ou para beneficiar o PS e/ou os seus militantes ou simpatizantes; Abnegados, passam noites em claro a pensar na redução da carga fiscal; Tolerantes, sempre disponíveis para o contraditório e para a defesa da liberdade de expressão, contagiando outros órgãos de soberania (a cruzada de Ferro Rodrigues contra a vergonha demonstra-o).

Há quem diga que governantes com este tipo de qualidades, mais cedo ou mais tarde, farão parte da Congregação dos Santos Ritos. Eu reitero estamos perante os deuses de Olisipo. A santidade é insuficiente.

Já a referência ao ano de 2009 deve-se às incontornáveis parecenças. Há dez anos o PS de Sócrates ganhava eleições sem maioria, Costa acabou de o fazer; Sócrates queria combater a corrupção, Costa também; Sócrates prometeu não aumentar a carga fiscal, Costa idem; Sócrates tinha o TGV (que já custou 200 milhões de euros aos contribuintes), Costa tem a ferrovia; Sócrates tinha as PPP, Costa não só as tem como as vai multiplicar sem as exigência que a lei impunha; Sócrates tinha os PEC, Costa tem as cativações; Sócrates queria um aeroporto, Costa também (com 5 metros de elevação); Sócrates tinha o Simplex, Costa tem um novo Simplex; Até os empresários eram maus. E, tal como Sócrates, Costa também tem Augusto Santos Silva no governo.

Nem Guterres ou Sócrates acertaram com as funções ideais para Santos Silva. António Costa foi lapidar. O Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde quase tudo é confidencial, classificado e raramente transparente, é a escolha perfeita para um homem que não gosta nada de prestar contas.

Augusto Santos Silva é a expressão dum paradoxo. Há 25 anos que é um dos rostos do futuro do PS. Possuidor duma educação elevadíssima, recusa-se a fazer uso do insulto. Nunca insulta. São brincadeiras. Ele é o “ayatollah de Barcarena”, a “broa do Costa”, a “feira do gado”. Por vezes, pede desculpa, mas do que realmente gosta é de malhar. E não discrimina ninguém. Tanto malha na direita como na esquerda, embora confesse ter um carinho especial pelos plebeus e chiques do PCP e do BE.

Como gestor público viajou em executiva quando a lei o proibia e fez uso dum cartão de crédito com um plafond mensal de dez mil euros que não tinha pedido. Para além disso, contribuiu para um pântano, uma bancarrota e a falência dos serviços públicos. Não consta que alguma vez tenha tido iniciativa ou actividade empresarial, mas classifica os empresários de “fraquíssimos”. Se pedisse asilo à Coreia do Norte deixaria de ter preocupações com o tecido empresarial. E, quiçá, alcançaria mais um sonho sociológico.

As brincadeiras de Santos Silva – nem todas – levam à penitência. Trata-se dum comportamento recorrente. Dificilmente será a última vez. No entanto, persiste hirto e firme no caminho dos códigos de conduta. Há pessoas que definitivamente estão para além da redenção.

Dito isto, há uma coisa que António Costa não tem no governo: José Sócrates. Contudo, Sócrates nunca plantou sobreiros na areia. O D. Dinis também não. Como António Costa sabe tanto de gestão pública como de agricultura, espero que, com o revivalismo socretino, a “quoitra” não ande por aí.

PS – O OE 2020 tem mais de mil incoerências (será recorde?), mas o saldo não muda. E o PCP abstém-se nos 600 milhões para o novo banco. O socialismo tem futuro. Bom Ano Novo!

 

Publicado no Observador a 11 de janeiro de 2020


A austeridade das cativações

Sabemos que a existência é caracterizada por um processo não-linear. Daí que não seja de estranhar que a convivência social também seja ambígua. E que dizer do percursos dos políticos, como governantes ou oposição, e dos partidos e dos seus respectivos líderes? A passagem do tempo até pode exigir decisões diferentes. Contudo, estas dependerão da coerência para serem credíveis. Infelizmente, a regra e a conduta demonstram que os princípios são esmagados pelos interesses. Sobretudo pelos interesses partidários.

Eis o exemplo do Mário Soares.
– “Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo” (JN, 28 de Abril de 1984);
– “Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos” (JN, 28 de Abril de 1984);
– “O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade” (JN, 28 de Abril de 1984);
– “Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto” (DN, 27 de Maio de 1984);
– “A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” (La Republica, 28 de Abril de 1984);
– “Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á.” (RTP, 31 de Maio de 1984);
– “A política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre” (RTP, 1 de Junho de 1984);
– “A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar” (RTP, 1 de Junho de 1984);

E que diz António Costa? Cativações não são austeridade.


O Socialismo e a intransigente defesa da legalidade.

No Estado Novo havia corrupção, leis feitas à medida, cartéis. E não existia liberdade, responsabilidade, ética. É deveras curioso mas, considerando a realidade de 2018, devemos viver no Estado Velho!

Algumas notas introdutórias são necessárias para a compreensão desta reflexão. Primeiro, ética tem origem na palavra grega ethos que significa «costume superior» ou «portador de carácter» abrangendo pensamento e comportamento. Segundo, a maioria das pessoas desconhece que Adam Smith antes da Riqueza das Nações escreveu a Teoria dos Sentimentos Morais, cujo objecto de análise é a filosofia moral através do carácter. Sendo complementares não é possível dissociar os conceitos destas duas obras. Terceiro, a liberdade é um valor e não um instrumento ou um mecanismo. A liberdade é o mais alto dos valores e dela decorre toda a responsabilidade.

Sabemos que o socialismo opta pela igualdade em detrimento da liberdade. Ora, exigindo a liberdade responsabilidade e responsabilização, esta não é possível sem sustentação ética. Logo, a ética não é um requisito fundamental para o socialismo.

Meu artigo no Observador. Podem continuar a ler aqui!


O fim dum ciclo

25 de Novembro

 

 

Não deixa de ser significativo que o 25 de Novembro termine no 24 de Novembro.

Por outras palavras, socialismo democrático saiu da gaveta (Soares) para o caixão (Costa).


Porquê apenas alguns?

MS2014b

!?

Nunca escondi que não gosto de Mário Soares, que considero ser um dos principais responsáveis pelo mau estado do Estado Português.
Naturalmente, Soares é livre de expressar a sua opinião.
Mas, porquê e porque razão apenas “estes senhores”?

 

Se existe característica que identifica Mário Soares, é a falta de vergonha!

 


Porque existem renovações

brigada

continuadas

!!!


A nova brigada do reumático e os discipulos do passado

 

brigada reum

Sim, o PS não é da  minha safra. Mas Portugal é! E eu quero horizonte para os meus netos.

Que motivos têm Mário Soares, Manuel Alegre e Ferro Rodrigues para virem condicionar a actual direccção do PS nas conversas que decorrem sobre o futuro do país que não estejam sustentados em interesses pessoais?

Cisão interna? Agora? Se há coisa que Soares sempre fez foi corroer o PS sempre que as suas perspectivas não eram seguidas. Com Portugal fez a mesmíssima coisa.
Soares nunca foi socialista. Foi sempre soarista. E não quer saber de mais nada (felizmente para nós, o soarismo já não durará muito mais).

Se António José Seguro for inteligente e tiver coragem, aproveita o momento para trazer o PS para o Século XXI e livrar-se destes pesos mortos que só representam o passado e que se comportam como se fossem os donos do partido, não demonstrando qualquer respeito pelo presente líder.

Sócrates, contudo, é outra questão. Como continua iludido e acha que já se redimiu ao olhos dos portugueses, continuará a tentar minar para personificar D. Sebastião. E, claro, não está à espera do nevoeiro.


Mário Soares, o conspirador democrata!

Mário Soares, o exemplo da moral e da ética, anda em conversas para derrubar o Governo.

À esquerda e à direita.

Portugal precisa duma mudança,
mas nunca liderada ou pensada
por este homem!

E como e memória é curta, relembremos o que disse no passado.

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a  ser seguida é a necessária para Portugal”.
JN, 28 de Abril de 1984

“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” La Republica, 28 de Abril de 1984

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” JN, 28 de Abril de 1984

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e  não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e  dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”.
JN, 28 de Abril de 1984

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade.”
JN, 28 de Abril de 1984

“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984

“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984.

“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar  outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação  financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”
RTP, 1 de Junho de 1984

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984


Governo de Salvação Nacional?

Está-me a parecer que Mário Soares quer liderar um governo de salvação nacional.
Se isso acontecer, nem Deus nos salvará!


Soares, o exemplo … a não seguir

É inquestionável que a vitória de François Hollande vem trazer uma nova perspectiva sobre a orientação que gere a conduta económica no seio da Europa. No mínimo, que a austeridade por si só não é a solução – Eurobonds é uma excelente ideia – e que algo poderá ser acrescentado no Tratado Orçamental Europeu.
É igualmente inegável que esta nova realidade, no que respeita à actuação ao directório que tem estado a “condicionar” a UE, faz renascer alguma esperança.
Mas esse desejado crescimento já chegou? Hollande tem alguma varinha de condão que permita rácios de 5% de crescimento à economia portuguesa?

E existe alguma novidade no que Mário Soares diz?
É claro que não. Alguém se lembra da performance de Mário Soares como governante? Foi capaz de dar o exemplo e de reduzir a despesa de maneira a que a dívida nacional não crescesse?

Mário Soares só mostra que sempre foi um navegador de costa. Jamais seria capaz de descobrir seja o que for, pois nunca vê para além do horizonte. Procura isso sim, ser mais rápido do que os ventos da mudança. Contudo, só tenuemente foi por uma vez mudança e nunca mais o será.
E pior, ao defender a ruptura de acordos assinados, acordos que foram principalmente negociados pelo seu partido, denota que não evoluiu e que continua a considerar que o país deve servir o(s) partido(s) e não este(s) servir(em) Portugal.

Na minha opinião, o que Mário Soares deveria dizer é que todos estes esforços que os portugueses estão a fazer podem não servir para nada se as reformas estruturais não forem implementadas. Isto sim, era de estadista.
Mas pode Mário Soares advogar tal posição?
É evidente que não, porque se o fizer colocará o interesse do país à frente do interesse do PS. Ou não é igualmente o partido socialista um dos principais interessados em manter o “Status quo” como está?

Assim, resta perguntar qual é o ponto de viragem para um pais em incumprimento?


(re)Encontros

O que a eleição presidencial separou, a falta ao 25 de Abril reuniu.

(ou viva o protagonismo, abaixo o pluralismo).


O DONO da democracia

“O Estado é que vai pagar a multa”

 
Este senhor continua a pensar que está acima da lei e a agir como se o país e todos os bens do Estado fossem dele.
Note-se que segundo a notícia, o carro em que se deslocava – um modesto Mercedes S350 4 matic – é propriedade da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças.


110%

110% do PIB!

Este é, segundo o Eurostat, o valor da nossa dívida pública.

(graças aos gestores políticos, principalmente os do PS e, particularmente, José Sócrates).


Mário Soares em silêncio?

Alguém ouve Mário Soares, o dito “pai” da democracia portuguesa, a falar sobre a polémica do momento?
Será que ele não terá nada a dizer sobre a ligação da política e a maçonaria?


Socialismo ou processo socializante?

Há 36 anos que nos impingem o socialismo!
Mas em Portugal nunca houve socialismo. O que existe é o processo socializante.

Sim, é verdade. Em Portugal nunca houve socialismo porque o seu principal rosto, Mário Soares, é um grande apreciador da propriedade privada (particularmente, da sua).
No entanto, como o socialismo lhe caiu ao colo e levou-o ao poder, algo teria que ser feito.
Foi assim que, embora não sendo um verdadeiro socialista (Mário Soares não é socialista, mas não se importa que os outros o sejam), o líder do Partido Socialista deu aos portugueses o processo socializante. Evidentemente, pagamos um preço. A começar pelo declínio da democracia e pela qualidade dos nosso eleitos.

Ora, no PS, o exemplo foi seguido pelos seus líderes, principalmente por aqueles que não eram verdadeiros socialistas, mas que perceberam que manter ou aumentar o processo socializante lhes permitia ganhar eleições (à custa do futuro do país).

Chegados aos dias de hoje, o que é que o processo socializante permitiu aos portugueses?
Ensinou-os a não trabalhar, a ser subsidiodependentes e fê-los perder o respeito. Por si próprios e com o outros.