Na base do conhecimento está o erro

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Salário(s) mínimo(s)

Aprendam.

Olhem para a história. Vejam o presente. Em Portugal não será diferente.

Só o liberalismo conseguirá um futuro melhor.

#PortugalMaisLiberal


Quem nos livra do socialismo do PSD?

No universo físico, tudo é uma questão de escala; no universo humano, tudo é uma questão de opção. A política não é excepção.

Na vida não é possível agradar a gregos e a troiamos. E mesmo que fosse, alguém perguntaria pelos persas. Também aqui a política não é excepção.

Note-se igualmente que nunca na III República, tanto o PS (de António Costa) como o PSD (de Rui Rio) estiveram tão à esquerda.

O PSD é um partido que se afirma reformista, mas quais foram as reformas defendidas por Rui Rio? Acabar com os debates quinzenais? Promover alterações à lei para prejudicar a participação dos cidadãos às autarquias? Apoiar as restrições do Estado de Emergência? E que dizer da posição do PSD na questão das CCDRs? Em boa verdade, o PSD também é um partido estatista.

Nada disto é consistente com o que defende um liberal.
Quem nos livra do socialismo do PSD?

Tentam sumarizar a questão ao afastamento de Medina. Mas, Carlos Moedas não é um candidato independente. É o candidato do PSD. Reduzir a IL ao papel de um mero instrumento de conveniência do PSD é algo com que estou em profundo desacordo.

A IL tomou a decisão acertada. Esta decisão terá consequências? Certamente. Veremos o que o futuro reserva. Até lá, e seja como for, a IL deve seguir o seu caminho.

Que não haja enganos e, para o efeito, reafirmo o que há dias expresso no meu mural facebookiano: Sou contrário a entendimentos pré-eleitorais com o PSD. Na minha opinião, a IL não pode perder a identidade. A possibilidade de acordos pós-eleitorais é outra história. E acordos idênticos ao dos Açores não são de descurar.

Foi esta posição que defendi internamente.


Diferenças entre o Liberalismo e o Socialismo

Qualquer dúvida é falar com o Ministro Pedro Nuno Santos. Ele explica.


Biden ou Trump?

(Photo by Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images)

Antes de abordar a questão é necessário dizer algo sobre as particularidades do sistema político e eleitoral norte-americano.

Primeiro, não é possível fazer uma transposição directa entre o que os norte-americanos e o que os europeus, no caso os portugueses, entendem por liberal. Os contextos culturais e históricos são distintos e, mesmo a nível académico, o sentido norte-americano da palavra “liberal” não tem nada que ver com o habitualmente entendido na Europa.

Segundo, se um português disser que votará sempre republicano ou democrata, independentemente do Estado e do candidato (quer seja para um senador, quer seja para um congressista) está, na minha opinião, a dar um sinal de desconhecimento dos condicionalismos inerentes ao sistema político norte-americano. Contudo, a polarização e até a cegueira ideológica não é um fenómeno exclusivo da política norte-americana. Curiosamente, tendo em mente os pressupostos atrás referidos, há uns tempos fiz um pequeno exercício e, na maioria dos casos, votaria republicano. Porém, as eleições presidenciais, até pelas suas características (um poder federal exercício por uma pessoa), são diferentes.

Terceiro, as escolhas não dependem apenas de motivos racionais. Aliás, na maioria das vezes, resultam de decisões emocionais, sendo a preferência e a simpatia – baseada na percepção que cada um tem relativamente às características e crenças dos candidatos – determinante para a escolha. E, não surpreendentemente, muitas decisões são tomadas no momento.

Expressos estes pontos, para responder a esta questão é necessário tentar estabelecer alguns paralelismos nas dimensões política, económica e social, assumindo, para além da democracia e do Estado de Direito, limites ao poder do Estado, economia de mercado e direitos individuais inalienáveis. Entre Biden e Trump existem pontos em comum. Nem um, nem o outro, defendem a abolição do regime democrático ou o fim do Estado de Direito, e ambos, embora em pontos distintos, defendem limitação ao poder do Estado. Assim, as diferenciações principais encontram-se nas restantes vertentes. Por exemplo, os republicanos defendem um Estado menor e menos impostos, mas também defendem a limitação da escolha individual em questões como o aborto. O proteccionismo e a guerra comercial com a China é um factor de diferenciação face a Biden. E os subsídios que Trump dá aos agricultores norte-americanos também é um factor a ter em mente.

Ora, não posso ignorar que no panorama político norte-americano, Trump é uma excepção. Foi eleito sem qualquer experiência política e militar. Não é difícil perceber o porquê? Representava alguém que, apesar do narcisismo e egocentrismo que o caracteriza, vinha de fora do sistema. Podem dizer que passados quatro anos, as características e crenças pessoais do Trump já são conhecidas e, como tal, estão validadas. Não concordo. Principalmente quando a falta de humildade continua a ser evidente. Porém, penso que é indiscutível que o Trump – que considero que nem sequer é um RINO (Republican In Name Only) – foi coerente com a políticas tradicionalmente conotadas com o partido republicano. Contudo, também demonstrou decisões com as quais não podia estar mais em desacordo. Privilegiou o poder executivo em detrimento do poder legislativo, como se aquele fosse suficiente por si só. Questionou as decisões dos tribunais que não lhe foram favoráveis, levantou suspeitas e insinuações sobre tudo o que não lhe agrada e promoveu o nepotismo.

Como liberal, defendo a meritocracia. Assim, reprovo a prática do nepotismo. Considerando que é inaceitável o que os socialistas fazem, posso aceitar que Trump faça o mesmo? Por outras palavras, é aceitável criticar o nepotismo da esquerda e apoiar o nepotismo da direita? Poderão dizer-me que o Trump quer pessoas à sua volta em quem possa confiar. É compreensível. Porém, é precisamente esse o argumento que os socialistas apresentam para justificar as nomeações que fazem. Ainda me recordo do Almeida Santos a utilizar o argumento da confiança.

Poderão dizer-me que os democratas têm a mesma prática. Aceito. Mas a prática que é questionável nos outros é justificável quando é praticada por nós? Para mim, não. Da mesma forma que condeno o nepotismo dos democratas, condeno o nepotismo dos republicanos. E da mesma forma que condeno o nepotismo dos socialistas portugueses, condenarei o nepotismo dos liberais portugueses. Não é possível que o Trump só confie na sua família. Para além disso, tantos membros da família na Casa Branca, ainda por cima em posições chave, alimentam suspeitas de procura de benefícios em negócios privados.

Para mim, o que está em causa é um princípio. E dentro dos limites da minha capacidade de análise e postura individual, não estou disponível para prescindir dos meus princípios. Não há liberdade sem responsabilidade. Não há responsabilidade sem coerência.

Assim, argumentar que um liberal deve votar Trump, ou Biden, é uma falácia. Não há razões objectivas para tal e a escolha está basicamente dependente da preferência individual. Eu, como liberal, não encontro razões para votar em nenhum dos dois. Claro que, no limite, existe sempre a possibilidade do voto por exclusão.

Se tivesse de votar entre o Biden e o Trump, só tomaria a decisão no momento. Virgílio, o poeta latino, tinha razão: “(…) raramente sabemos do que somos capazes até nos depararmos com as situações”.

P.S. – Expressei apenas a minha opinião. Respeito opiniões diferentes. Discutir preferências e gostos é algo interminável. Não existem gostos melhores do que os outros. E foi precisamente o Supremo Tribunal de Justiça norte-americano que melhor se pronunciou sobre esse assunto.


“Isto é Gozar com quem Trabalha” – João Cotrim de Figueiredo

JCF IL

Sou suspeito, obviamente, mas o João Cotrim de Figueiredo esteve muito bem na entrevista que o Ricardo Araújo Pereira (RAP) lhe proporcionou, no “Isto é Gozar com quem Trabalha“.

Não só foi objectivo e claro como igualmente desmistificou a maioria das críticas ao que a Iniciativa Liberal defende.

Contudo, não tenho apreciado, nem gostado da generalidade dos comentários respeitantes ao RAP, o qual, apesar de ser de esquerda, não deixa de convidar pessoas de outras áreas ideológicas para o(s) seu(s) programa(s).

Nesse sentido, para além dum agradecimento – é, praticamente, o único que convida a IL (ou os seus representantes) para programas de televisão – desejo reconhecer uma atitude de pluralidade por parte de RAP.

Parabéns, João!

Obrigado, Ricardo!


O Neo-socialismo perdeu

Eleiçoes UK2019

Não quero tirar nenhum mérito à vitória de Boris Johnson, que está (como já estava) inteiramente legitimado para formalizar a saída da União Europeia. Porém, estou em crer que os britânicos, mais do que a questão do Brexit, recusaram o socialismo de Jeremy Corbyn.

O neo-socialismo, que diluiu as diferenças entre o socialismo e o comunismo, teve uma pesada derrota e demonstra ser uma receita errada.

Estou igualmente em crer que semelhante resultado irá verificar-se nos Estados Unidos. Nem Alexandria Ocasio-Cortez, nem Bernie Sanders são liberais. São socialistas que se infiltraram no Partido Democrata. Poderão ter algum sucesso ao nível estadual, mas dificilmente conseguirão ser eleitos para o poder executivo federal.


Sobre o liberalismo que a IL defende.

A IL está a ser continuamente atacada por ser liberal nos costumes. Curiosamente, ou não, estes ataques são feitos por apoiantes do Chega. Note-se que o adversário da IL é o socialismo. Todo e qualquer socialismo, incluindo o PSD que Rui Rio afirmou (e bem) ser de esquerda. Não me parece que o Chega seja um partido socialista.

O Chega também não é um partido liberal. Adoptou algumas ideias de liberalismo económico, mas na sua essência impera o conservadorismo, direi até ultraconservadorismo. Perante o comportamento que evidenciam alguns dos seus apoiantes são mesmo ultraconservadores e tão intolerantes ou intransigentes como aqueles que dizem combater. Fazendo uso da história, estamos perante potenciais herdeiros do Miguelismo e/ou de pessoas que não se importariam nada de viver numa teocracia católica.

Um Estado conservador, à semelhança dum estado marxista, também procura condicionar a esfera e o comportamento do indivíduo. Como bem sabemos, não existem apenas ditaduras de esquerda.

Dito isto, vamos aos pontos.

Há uma diferença substancial entre uma opção individual e a sua prática dentro dos limites do individuo, que deve ser integralmente respeitada por todos, e querer impor essa opção aos outros como norma, diminuindo a liberdade e visando uma alteração de comportamentos. A minha opção merece o mesmo respeito que é dado a qualquer outra. O mesmo é válido para a opções das outras pessoas, independentemente de serem, ou não,  idênticas às minhas.

Eu vejo o IL a participar em marchas e paradas para defender o critério da opção e responsabilização individual contra a imposição normativa, e não só, do Estado. Algo está errado quando afirmam que há uma adesão à agenda de esquerda.

Será que os homossexuais são todos de esquerda? Ou ser de esquerda é uma condição para a afirmar da opção de sexualidade? Claro que não. O que nos leva à seguinte pergunta. Sabem qual é o principal problema da direita em Portugal: Falta de comparência.

Quando dizem que o eleitorado da IL não está no BE ou no PAN, eu não concordo. É claro que também está. Não totalmente, é certo, mas não deixa de estar. Alguns desses jovens que são votantes no PAN ou no BE, e que não são de esquerda, fazem-no porque na direita não encontram quem responda às suas expectativas. Para além disso, qualquer voto que a IL vá buscar ao PAN e/ou ao BE é menos um voto na esquerda.

Se é verdade que há pouco conhecimento do que é o liberalismo e as suas correntes, também é verdade que a IL tem possibilitado a divulgação das ideias liberais a muitas pessoas. Principalmente aos curiosos que se aproximam de nós.

Por fim, a IL defende um Estado mínimo, essencialmente regulador e fiscalizador quando necessário. A IL não defende o fim do Estado.


Para 2018? Um Portugal mais Liberal!

IL 2018.jpg


Boas Festas!

IL Natal


Liberalism vs Socialism

“Liberalism has its own history and its own tradition. Socialism has its own formulas and its own aims. Socialism seeks to pull down wealth; Liberalism seeks to raise up poverty. Socialism would destroy private interests; Liberalism would preserve private interests in the only way in which they can be safely and justly preserved, namely, by reconciling them with public right. Socialism would kill enterprise; Liberalism would rescue enterprise from the trammels of privilege and preference. Socialism assails the pre-eminence of the individual; Liberalism seeks, and shall seek more in the future, to build up a minimum standard for the mass. Socialism exalts the rule; Liberalism exalts the man. Socialism attacks capital; Liberalism attacks monopoly. These are the great distinctions which I draw, and which, I think, you will think I am right in drawing at this election between our philosophies and our ideals. Don’t think that Liberalism is a faith that is played out; that it is a philosophy to which there is no expanding future. As long as the world rolls round Liberalism will have its part to play – a grand, beneficent, and ameliorating part to play – in relation to men and States.”

Winston Churchill speech – May 4, 1908. Kinnaird Hall, Dundee


Portugal vai ter um partido liberal!

IL

Iniciativa Liberal


As intervenções do Estado e os seus benefícios

As intervenções do Estado na sociedade são mais do que muitas e devem ser encaradas como naturais. Algumas delas, mediante as evoluções das circunstâncias, são até necessárias. Mas, serão todas benéficas?

A problemática do salário mínimo nacional tem que se lhe diga. É uma temática farta em opiniões e certezas as quais, habitualmente, são mais emocionais e ideológicas do que racionais ou práticas.

Não quero entrar nesse debate. Quero apenas manifestar esta pequena dúvida:

Porque é que as economias mais fortes e desenvolvidas não dispõem deste tipo de instrumento?