Na base do conhecimento está o erro

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Dualidades ou PS a quanto obrigas!

MP Dual

Alexander Hamilton e John Adams, dois dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, consideravam que não deviam existir partidos políticos, pois os mesmos representariam divisão em vez de união.

É verdade. Os partidos dividem! Todavia, até certo ponto, as divergências inerentes aos partidos políticos são salutares. Permitem a diferenciação, facilitando as escolhas.

Pessoalmente, considero ser muito mais problemático a limitação da autonomia e da lealdade que os partidos provocam. São estranhas determinadas críticas? É evidente que são. E o primeiro a reconhecer a estranheza foi o próprio Manuel Pizarro quando afirmou que não seria compreensível uma candidatura sua contra Rui Moreira. Mas as circunstâncias mudaram e a lealdade de Manuel Pizarro ao PS, apesar de inteiramente legítima, traduziu-se numa incoerência e numa contradição entre Manuel Pizarro que não era candidato e o agora candidato Manuel Pizarro.

Por fim, sobre as afirmações de Manuel Pizarro relativas à cruzada de Rui Moreira contra os partidos políticos, saliento que, sendo o Rui Moreira um pluralista que sempre defendeu a importância e o papel dos partidos políticos na democracia, considero ser injusto afirmar que o Rui Moreira não gosta do PS, em particular, ou de qualquer outro partido. Estas afirmações de Manuel Pizarro são meras retóricas políticas demagógicas, que revelam não apenas que o mal-estar criado pelo PS Nacional ainda não foi completamente sanado, como também evidenciam a falta de substância argumentativa. Só faltou dizer que Rui Moreira não é democrata!

Ora, o Rui Moreira não precisa que eu o defenda. A postura dele, expressa e comprovada nas considerações pessoais que tece sobre Manuel Pizarro, afirma-se por si mesma.

E eu penso que este tipo de atitude deve ser realçada!


António Magalhães Collaço (14/6/1929 – 28/10/2015)

Fui hoje informado do falecimento do Embaixador António Magalhães Collaço, homem íntegro, livre e leal servidor de Portugal.
Tive o privilégio de ter sido seu aluno e a dádiva da sua amizade.
Muito lhe devo. Jamais o esquecerei.

Que descanse em Paz!


Lealdade e respeito pelos munícipes

Lealdade

Luís Filipe Menezes sempre se afirmou leal. A tudo e todos, principalmente aos gaienses. Tanto que chegou a dizer que se manteria no cargo de Presidente de Câmara de Vila Nova de Gaia até ao último dia (compromisso que também não honrou).

Fernando Ruas, Presidente da Câmara Municipal de Viseu desde 1990, também poderia ter optado por ser candidato a qualquer outra Câmara Municipal. Todavia, não o fez.
Pode ser que esteja errado, mas isto é que é lealdade e respeito pelos munícipes. Neste caso, pelos viseenses. Não é difícil equacionar que, caso o deseje, facilmente Fernando Ruas voltará a ser Presidente da Câmara Municipal de Viseu daqui a 4 anos.

Luís Filipe Menezes jamais poderá fazer o mesmo. Não regressará a Gaia. A sua “lealdade” já é outra!

A verdade é que Luís Filipe Menezes não demonstra ter lealdade por ninguém. Nem pelos gaienses, nem pelos portuenses.
Só por ele e pelo poder!


Injustas? Injustas não!

Independentemente das motivações e timing das mesmas, as afirmações de Cavaco Silva, no prefácio do livro Roteiros VI, sobre a falta de lealdade institucional de José Sócrates podem ser inoportunas. Mas, injustas não são.

José Sócrates é o tipo de pessoa que só é leal a ele próprio.
Para além disso, se considerarmos o entendimento peculiar que o ex-Primeiro-Ministro sempre demonstrou sobre as regras e regulamentações democráticas, não é difícil acreditar na veracidade das palavras do Presidente da República.