Na base do conhecimento está o erro

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Sobre a tauromaquia e o sangue exigido pelos defensores dos animais

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A Tauromaquia é um espetáculo tradicional que, na minha opinião, precisaria de se adaptar aos tempos. Respeitando opiniões contrárias, há circunstâncias na mesma que não colhem a minha simpatia. Todavia, à semelhança de muitas outras coisas que existem na sociedade, dependerá da consciência individual para o efeito.

Os defensores dos animais são contra o derramar de sangues dos touros. E muito bem! Contudo, festejam o sangue dos toureiros, que insultam alegremente.

Não há dúvida que é mais fácil apontar o dedo do que olhar para o reflexo. É vergonhoso ver pessoas a congratular-se com as mortes dos toureiros. Como se uma morte fosse motivo de alegria e compensasse as outras mortes? Não aceitam o sangue dos touros, mas toleram o sangue dos homens. Não sei como há quem se admire por o homem ser um animal sanguinário?

Eu preferiria que nenhum sangue fosse derramado. Nem o dos touros. Nem o dos homens. Mas isso sou eu!

Nota final: se este tipo de postura já é criticável num cidadão, é inaceitável num membro do PAN, independentemente da posição que ocupar (de simples militante a dirigente). Conheço boa gente no PAN, de quem sou amigo, mas o PAN está cheio de zelotas e de fundamentalistas.

 


O que é o mal?

São os diversos emails que recebi, principalmente após a publicação deste post (Na Encruzilhada: UE, Turquia e NATO), que me levam a partilhar estas ideias.

Então o mal só existe na religião?
E dentro desta, apenas os países islâmicos/muçulmanos, particularmente os fundamentalistas, é que são maus?
Então, não há fundamentalistas religiosos na civilização ocidental?
Nem fundamentalistas políticos?

Começo por expressar que o mal não é um exclusivo de qualquer civilização, nem está confinado a qualquer espaço ou a um determinado tipo de motivação.
Na minha opinião, o mal, tal como o bem, nasce no coração dos homens. Sejam eles donde forem, sejam eles como forem! E, por incrível que possa parecer, o mal está no meio de nós e variadas vezes mora ao nosso lado.
Assim, considero que o mal é uma opção, individual ou colectiva. É “um dos preços” da liberdade.

Alguns de vós afirmam que nos países islâmicos não há liberdade. Talvez? Independentemente disso, nesses países, como aqui, o mal continua a ser uma opção. Nesses países, como aqui, também há homens bons.

Para mim, nada justifica o mal. Nem a religião, nem a política. Nem a intolerância, nem o racismo. E, naturalmente, muito menos a liberdade é razão.
Mas a verdade é que é um erro crasso considerarmos que, pelo facto de sermos incapazes de fazer determinadas coisas, outros não as pratiquem.

Deixo aqui um último pensamento, o qual, embora não pareça está relacionado com o tema.
No passado dia 7 de Maio, decorreram 59 anos desde que a Segunda Guerra Mundial terminou na Europa. Quando olho para a história, tenho receio do que pode emergir desta circunstância.

Tanto a nível do comportamento dos nossos jovens como na qualidade dos nossos líderes políticos!