Na base do conhecimento está o erro

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Fanático ou demagogo?

O tratamento que damos ou que expressamos relativamente aos outros é uma das melhores maneiras de nos distinguirmos. Esta realidade assume maior significado quando nos referimos àqueles que pensam diferente de nós. É neste contexto que verdadeiramente demonstramos tolerância, e mais ainda, aceitação pela diferença ou intolerância e fanatismo.

Ora, o medo do desconhecido é um dos mais notáveis catalisadores de reacções, as quais, na sua maioria são excessivas. Todavia, não deixam de ser reveladoras.
Relativamente ao excesso, no que respeita à reacção dos políticos nacionais, o Movimento Revolução Branca (MRB) parece ser um verdadeiro caso de estudo de projecção psicológica.

Relembrem-se que o primeiro significado da cor branca é a paz. E foi adoptado pelo MRB como símbolo de dignidade. Contudo, para os políticos e os seus apaniguados esse não é o entendimento que possuem. Antes pelo contrário. O juízo que fazem está completamente subvertido. Se assim não é, como se explica que tenham classificado o MRB de neofascista, comunista, racista, xenófobo e até de supremacista?

Vem agora Francisco Assis engrossar o rol de contributos sobre o MRB: Sinistros e protofascistas, acrescentando que a política é uma coisa demasiado complexa para poder ser entregue a fanáticos e que tal só leva ao triunfo dos cínicos.

Estas infelizes declarações apenas revelam o tipo de pessoa que o próprio é – intolerante – e o nível que civismo que possui. Poderão até não ser cínicas, mas protocínicas são-no de certeza.

Francisco Assis pode até não ser um fanático. Mas que é um demagogo intolerante é.

Por fim, desenganem-se. O MRB está para durar e não vai parar!


Sem-vergonha!

Francisco Assis

Adoro os exemplos dados pelos [ditos e confessos] amantes da liberdade e da democracia.

Na Assembleia da República, com o objectivo de condicionar o voto dos deputados, já não basta castrar a liberdade e a consciência individual através da disciplina de voto. Não! A chantagem do líder(?) da bancada parlamentar também é necessária.

Francisco Assis dispensava esta postura. E diz que tem condições para continuar a liderar a bancada do PS (aqui). Infelizmente, nenhum dos deputados do PS foi capaz de dizer não. Houve umas abstenções e uns poucos pedidos de declaração de voto.

Nenhum destes senhores tem noção do que é a liberdade e está preparado para gerir o país nos tempos que se aproximam!

(Reafirmo que considero que a disciplina de voto é o segundo pecado da democracia).


Euforia ???

Pelos vistos, não são apenas os especuladores financeiros (nacionais e internacionais) que andam eufóricos. Os políticos portugueses também andam.

Há vários dias que se fala no assunto. A eventual saída do Primeiro-Ministro português.
O CDS-PP afirmou estar disponível para integar um governo de coligação, mas sem José Sócrates (aqui).

Pacheco Pereira defende o “afastamento voluntário” do Primeiro-Ministro como condição fundamental para a recuperação de Portugal (aqui).

Até o PS parece estar em polvorosa.
Luís Amado expressa a necessidade dum governo de coligação que traga estabilidade, coloca o seu lugar à disposição para esse efeito e adianta que a alternativa de Portugal é a saída do euro (aqui).  Naturalmente, esta frase correu o mundo e teve os seus efeitos nos juros da dívida portuguesa (aqui). Os soaristas andam em movimentações visando a substituição do Primeiro-Ministro por causa da sua descredibilização (aqui).
António Costa apoia a Francisco Assis como sucessor de José Sócrates (aqui).

Acordem!
Deixem de se preocupar com os idos de Março e pensem no que devem fazer para resolver os problemas de hoje.

Posso estar enganado, mas creio que José Sócrates só deixará de ser Primeiro-Ministro se perder eleições ou se o Presidente da República dissolver a Assembleia.

Se, até hoje, ainda não percebeu que é, efectivamente, a raiz do problema, irá admiti-lo agora?