Na base do conhecimento está o erro

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Der Kommissar

Para se celebrar o cinquentenário do 25 de Abril, vai ser necessário mais tempo do que aquele que foi despendido a planear e a executar a revolução.

Podem pensar que Pedro Adão e Silva é o mais novo capitão de abril. É um erro. Na realidade é um general. Com motorista (talvez o Pedro Marques Lopes?) e tudo.

Eis a bazuca em acção.

Ah, sim, mais uma escolha sem escrutínio ou concurso.


Mais promessas por cumprir

Mais uma vez, o Primeiro-Ministro dá com a cara no chão. Promete, promete, promete, mas quase nada se concretiza, Após sucessivas garantias de que o plano de vacinação ia correr bem, incluindo com a sua garantia pessoal a Miguel Sousa Tavares – “vai correr bem (…) tem que correr bem (…) só pode correr bem” – a realidade, com um forte contributo dos camaradas socialistas, voltou a desmentir António Costa. Os abusos às regras sucedem-se e, apesar do que o Primeiro-Ministro afirma, não deve haver quem realmente tenha uma certeza concreta sobre o número real de vacinados. Mas oxalá esteja enganado.

O que se está a passar é absolutamente crítico. O próprio governo reconheceu a importância do plano de vacinação para combater a pandemia. Assim, o seu sucesso era fundamental para que gradualmente fosse mitigado o esforço a que estão a ser sujeitos todos os meios de saúde do país e que o retorno à normalidade acontecesse o mais depressa possível.

Apesar do Ministério da Saúde e das entidades dele dependentes, como a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e a sua Directora, o Governo tem autonomia para criar Task Forces para coordenar assuntos específicos. Contudo, ao delegar esta competência num organismo autónomo, sem o devido acompanhamento e apoio institucional, a probabilidade do não reconhecimento de autoridade é alta. Foi o que se passou neste caso.

Perante os abusos, a Task Force pouco conseguiu para os contrariar. Para além disso, este tipo de delegação também esvazia de razão o papel da DGS. Isto não é de somenos e deve ser objecto de reflexão. Neste ponto, igualmente deve ser questionado o desaparecimento de Graça Freitas. O Governo perdeu a confiança na sua gestão? Seja como for, não é aceitável que a responsabilidade pelos erros recaia apenas sobre a Task Force. E se o Ministério da Saúde não está disponível para o efeito, terá de ser o Primeiro-Ministro a fazê-lo.


Cristina Gatões e a odisseia SEFiana

Cristina Gatões, a ex-Directora Nacional do SEF, apesar de ter aguentado 9 meses no cargo, acabou por não resistiu ao caso Ihor Homeniuk. Ainda bem. A morte deste ucraniano é um dos episódios mais tristes e sórdidos da história da III República Portuguesa, apenas comparável aos relatos dos procedimentos que eram utilizados pela PIDE-DGS.

Note-se que no meio de todas as rocambolescas fases deste caso, Cristina Gatões acabou por não esclarecer cabalmente o que se passou. Agora, num passe de mágica, está de volta ao SEF para, aparentemente, gerir o dossier dos vistos gold.

Eis o que penso sobre o assunto.

Eduardo Cabrita não queria demitir Cristina Gatões (não vou especular sobre as razões). Foi obrigado a fazê-lo. Entretanto, arranjou forma de a manter no SEF, agora como assessora do novo Director-Geral. Porém, na prática, quem continua a gerir o SEF é Cristina Gatões. O tenente-general Botelho Miguel, que a substituiu, é que faz a assessoria.

Duas curiosidades deste caso: Primeiro, 9 meses para despedir a Gatões, 1 mês para voltar a contratá-la; Segundo, é no dia que os 3 inspectores do SEF foram acusados por homicídio qualificado que se sabe que Cristina Gatões tinha voltado ao SEF.


Nepotismo! Uma virtude socialista

Almeida Santos PAR

 

A memória pode estar a falhar-me, mas quem “transfigurou” o nepotismo dentro do partido socialista foi o Almeida Santos. Não digo que a prática já não existisse no PS mas, a partir de então, o afilhadismo passou a ser uma virtude socialista.

Tal condição não deixa de ser um paradoxo porque a sua origem está ligada a favorecimentos dentro da igreja católica. E daí, pensando bem, talvez não seja. Porque no PS, para além das dinastias, também há muitos papas, sobrinhos e parentes!