Na base do conhecimento está o erro

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Da previsibilidade, responsabilidade e dignidade

Incendio Pedrogao

 

Segundo uma determinada cartilha, os incêndios são imprevisíveis. No entanto, todos os anos os incêndios flagelam Portugal. Sim, é certo que existirá sempre um elemento de imprevisibilidade, que pode ser minorado, dependendo da conjugação das características geográficas e das condições atmosféricas. Este tipo de circunstâncias influência a janela de oportunidade relativa à utilização dos meios, particularmente, os meios aéreos. Em todos os incêndios existe, maior ou menor, uma janela de oportunidade. O que poderá fazer a diferença é a quantidade dos meios disponíveis no momento.

Há onze anos, António Costa, à data Ministro da Administração Interna do XVII Governo Constitucional, no âmbito da reforma que realizou, decidiu comprar meios aéreos – Kamov – e implementar um novos sistema de comunicação – SIRESP – que seriam utilizados na gestão de situações como as que ocorreram nos últimos dias. Ora, os custos e os sucessivos falhanços destas duas opções dispensam palavras. Para aqueles que não sabem, até 2016, só o custo dos Kamov (348 milhões de euros) representa uma quantia dezassete vezes superior ao que se gasta por ano na prevenção dos incêndios florestais (refira-se, apenas por curiosidade que Lacerda Machado foi júri no concurso internacional que decidiu a compra destes equipamentos).

A estratégia que vigora em Portugal está sustentada em três vectores: a vigilância e detecção (GNR); a prevenção, (Instituto da Conservação da Natureza); e o combate (Autoridade Nacional de Protecção Civil). Infelizmente, negligencia o valor do conhecimento florestal. E, quando algo corre mal. a culpa é empurrada até morrer solteira.

Curiosamente, apontando um caminho distinto, há onze anos também foi feita uma proposta para um Plano de Defesa da Floresta contra Incêndios. Esta proposta privilegiava o conhecimento florestal como meio de análise para a tendência de progressão do fogo, favorecendo uma prática de antecipação em detrimento duma postura de perseguição que, devido à decisão de dar prioridade ao combate, tomada por António Costa e a sua equipa em 2006, é o que se verifica actualmente.

Em 2016, duas posições contraditórias são de salientar. Enquanto Ascenso Simões, Secretário de Estado de António Costa no Ministério da Administração Interna (2006), reconheceu que a preferência pelo combate aos incêndios foi um erro, o Primeiro-Ministro fez precisamente o contrário. Para além de ter afirmado que “não é por haver vento ou calor que há incêndios”, como se apenas o comportamento humano fosse a única causa dos incêndios, ainda acrescentou que considerava ser “necessário fazer na floresta o que há dez anos fizemos na protecção civil”. De todas as reformas que António Costa fez, a da protecção civil foi a pior e mais onerosa.

No ano passado, o Primeiro-Ministro responsabilizava o comportamento humano. Este ano, acusa o clima, i.e., a “trovoada seca” (seja lá o que isso for), a GNR, a protecção civil, etc. Enfim, António Costa acusa tudo e todos, menos o decisor político.

Felizmente para nós, pessoas como, entre outros, o Paulo Fernandes e o Henrique Pereira dos Santos, apesar de andarem quase a pregar no deserto, persistem na mudança de paradigma. Infelizmente para nós, decisores políticos como António Costa não ouvem nem acreditam nas evidências. Fazer a mesma coisa repetidamente esperando resultados diferentes é a definição de insanidade. António Costa persiste na mesma metodologia há anos e continua à espera de resultados distintos.

Luto nacional? Acho muito bem. Honrar as vítimas? Ainda mais. Manter os pressupostos? Inaceitável! Senhor Primeiro-Ministro, voltar a defender um modelo que não funciona é indesculpável. É dizer que não está disponível para reconhecer os seus erros e, pior, que tudo irá ficar como estava. Para honrar as vítimas dos incêndios, é urgente reflectir, reconhecer os erros e ter humildade para os corrigir.

No meio disto tudo, há quem defenda que é falta de respeito apurar as responsabilidades agora. Que esse apuramento deve ser mais tarde. Eu pergunto: quando? No inverno, quando o Governo andar à deriva com as cheias? Que vão passear! Falta de respeito, pelas vítimas de ontem, hoje e, sobretudo, de amanhã é assobiar e olhar para o lado como se o único responsável fosse o clima.

Não exigir responsabilidades já se tornou um hábito português. Há sempre qualquer razão que o impede. É de estranhar que o decisor político nunca tenha culpas, nem que nunca assuma as suas responsabilidades?

Ao menos, a Leonor Beleza e o Jorge Coelho assumiram as responsabilidades políticas e demitiram-se. António Costa dificilmente terá uma posição tão digna.

 

 

 

 

 

 


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Insanidade? Ou algo mais?

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Da estupidez da esquerda

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Segundo o governo de António Costa e dos seus correligionários parlamentares, BE e PCP, o nosso país não precisa de dinheiro. Os bancos portugueses acabaram de perder 3.400 milhões de euros. Tudo graças à gestão da esquerda portuguesa.  As Martins e Mortáguas, os Sousas e os Costas então de parabéns!

Isto não é demagogia. É pura estupidez!


Do elementar!

riqueza


Para o ano não há incêndios. António Costa vai reformar e reestruturar as florestas.

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A Galp não fez António Costa emergir. Mas os incêndios fizeram-no (nem podia ser de outra maneira, diga-se). E que fez o Primeiro-Ministro? Demonstrou-nos que continua a viver no passado, mais coisa, menos coisa, há dez anos, num tempo onde não havia crise económica e no período em que Costa reformou a protecção civil, reforma que, inexplicavelmente, para o próprio parece ser o corolário da sua carreira reformista. Talvez pelos custos que implicou?

Há dez anos, António Costa era Ministro de Estado e da Administração Interna do XVII Governo constitucional, liderado por José Sócrates, tendo Rocha Andrade como Subsecretário de Estado da Administração Interna. Juntos reformaram a protecção civil, tendo esta reforma custado ao erário público, no que respeita aos helicópteros Kamov, desde a sua aquisição até ao dia de hoje, a módica quantia de 348 milhões de euros, devendo-se salientar que este valor não engloba, entre outros, os custos totais de manutenção das aeronaves.

Ora, António Costa quer reformar e reestruturar as florestas. Para isso, afirmou que o clima do Verão não é um factor a ter em conta porque “não é por haver vento ou calor que há incêndios”, quer que se “crie uma floresta mais resistente e sustentável”, o que implicará inovações biotecnológicas que estão para além da sua compreensão e indicou a onerosa reforma que implementou há dez anos como exemplo a seguir.

Estou certo que a breve trecho o Primeiro-Ministro anunciará a constituição de uma comissão, provavelmente liderada pelo Lacerda Machado, para estudar todas as diferentes circunstâncias do assunto, visando a concretização de mais uma iniciativa sustentada na não aprendizagem dos erros cometidos.

Com tudo isto, os portugueses podem ficar descansados. Não quanto aos incêndios, os quais, infelizmente, voltarão para nos flagelar no próximo Verão. No que podemos ficar sossegados é na certeza da introdução de um enquadramento fiscal mais agradável ao Estado e de mais uns milhões de euros esbanjados na aplicação de metodologias que deram provas de estar erradas.

O Primeiro-Ministro já está a tratar do assunto.

 


Sobre a tauromaquia e o sangue exigido pelos defensores dos animais

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A Tauromaquia é um espetáculo tradicional que, na minha opinião, precisaria de se adaptar aos tempos. Respeitando opiniões contrárias, há circunstâncias na mesma que não colhem a minha simpatia. Todavia, à semelhança de muitas outras coisas que existem na sociedade, dependerá da consciência individual para o efeito.

Os defensores dos animais são contra o derramar de sangues dos touros. E muito bem! Contudo, festejam o sangue dos toureiros, que insultam alegremente.

Não há dúvida que é mais fácil apontar o dedo do que olhar para o reflexo. É vergonhoso ver pessoas a congratular-se com as mortes dos toureiros. Como se uma morte fosse motivo de alegria e compensasse as outras mortes? Não aceitam o sangue dos touros, mas toleram o sangue dos homens. Não sei como há quem se admire por o homem ser um animal sanguinário?

Eu preferiria que nenhum sangue fosse derramado. Nem o dos touros. Nem o dos homens. Mas isso sou eu!

Nota final: se este tipo de postura já é criticável num cidadão, é inaceitável num membro do PAN, independentemente da posição que ocupar (de simples militante a dirigente). Conheço boa gente no PAN, de quem sou amigo, mas o PAN está cheio de zelotas e de fundamentalistas.

 


Do inacreditável

 

Acosta2b

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A proposta para manter as crianças até ao 9º ano letivo na escola durante tantas horas é inqualificável.
O ritmo da sociedade em que vivemos já não é adequado à vida familiar. Só faltava mesmo uma ideia tão estúpida como esta, com o potencial para praticamente extinguir o vínculo entre pais e filhos. A convivência em família é essencial para a formação dos nossos filhos.

Não faço ideia como é que o atual primeiro-ministro e, já agora, o ministro da educação (se os tiver) educaram os filhos? Nem quero saber!

O que não quero é que o Estado venha educar os meus filhos, pois valorizo todos os momentos que passo com eles, procurando transmitir-lhes os valores que os meus pais me deram.

Não acredito que os professores e os educadores tenham a obrigação de me substituir. Ter filhos implica responsabilidades. E educa-los, que até pode ser considerado como uma delas, para mim não é.

Educar os filhos não é um dever. É mais do que um direito. É um prazer!