Na base do conhecimento está o erro

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Uma pergunta para António José Seguro

Concordo com uma política de crescimento e pelo emprego, mas gostaria de saber como será financiada – sem aumento de despesa – a ou as medidas para a implementação dessa política?

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Fim do desemprego em Portugal!

Graças a uma brilhante estratégia delineada pelo Governo português, doravante é possível ter esperança no fim do desemprego em Portugal.

Como, perguntam?
Através de medidas como esta:
Os inquéritos passam a ser exclusivamente feitos por telefone (aqui).

Para aqueles que não possuem telefone fixo em casa, e que eventualmente estejam desempregados, esta medida é a resposta aos seus pedidos. Não conseguem emprego ou trabalho e passam a ser ignorados.

O subserviente (é preciso agradar sempre quem está no poder) Instituto Nacional de Estatística (INE), conhecedor do impacto que a introdução duma metodologia deste género provocará na análise dos dados, considera que a altura em que se verifica a maior taxa de desemprego alguma vez registada no nosso país é a indicada para efectuar mudanças na recolha de informações.

Sinceramente, acho que devemos agradecer aos homens e mulheres que trabalham na administração pública de Portugal, tanto no Governo como demais organismos e instituições, por se preocuparem tanto com os portugueses.


Transitoriedade – eis o regente dos nossos dias … e dos que virão

É urgente olhar para o mundo que nos rodeia com olhos de ver.

Acabaram-se os empregos duradouros e também vão terminar os empregos de 5 anos. Aliás, muito provavelmente, os meus filhos irão trabalhar em actividades e/ou funções que ainda não foram desenvolvidas e/ou criadas.

A transitoriedade é inevitável. E esta condição não decorre do capital ou da exploração.  Decorre do avanço tecnológico!

O mundo já não é o dos nossos pais. E não será o dos nossos filhos ou netos. A robótica e a inteligência artificial (IA), entre outros campos, irão (r)evolucionar o mundo

O que fica em aberto é o seguinte:

Paralelamente aos progressos que se verificam na conjugação da IA com a robótica, assistimos a evoluções na imunologia, biotecnologia e neurologia, entre outros campos, que irão, simultaneamente, prolongar consideravelmente a esperança de vida dos humanos, mantendo ou desenvolvendo a suas capacidades cognitivas.

Desta circunstância, aliada aos pressupostos inerentes à sustentabilidade da segurança social, decorre a necessidade de as pessoas terem de se reformar mais tarde. E possuirão capacidade para tal.

Tendo em mente que estes dois fenómenos poderão ser antagónicos – IA e a robótica desempenharão tarefas que poderiam ser executadas por pessoas que terão de trabalhar mais tempo – e considerando que o rácio da segunda lei da termodinâmica tende a aumentar, pensa que estas alterações irão acontecer naturalmente ou que iremos viver um período de ruptura e convulsão sociais?

Será que a próxima guerra vai ser por empregos?


GDA – Geração dos Direitos Adquiridos

A geração dos nossos pais será conhecida como a Geração dos Direitos Adquiridos.

Esta geração defende os seus direitos como se não houvesse amanhã, especialmente tendo em conta as preocupações com o futuro dos seus filhos. Paradoxalmente, e apesar de legítima, esta postura, agravada pelas determinantes do estado social que exige que as pessoas trabalhem mais anos a fim de garantir as suas reformas, é uma das causas para a não renovação do mercado de trabalho.

Será que o mercado terá a capacidade de absorver toda a mão de obra disponível?


150 mil novos empregos

O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, garantiu que 80% dos pensionistas portugueses não perderiam poder de compra, o que é uma boa notícia.
Mas não se comprometeu com o atingir da meta de 150 mil novos postos de trabalho, devido às condições da economia portuguesa e por haver influências externas que o Governo não pode controlar.

Confesso que tenho admiração por este Ministro, que considero ser ponderado e conciliador.

Imagino que não tenha sido o responsável pela ideia dos 150 mil empregos, mas é pena que durante a campanhã eleitoral tal promessa ter sido feita.

Não é só agora que existem condições externas que o Governo não controla.
Há sempre coisas que escapam ao nosso controle.