Na base do conhecimento está o erro

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Bucha – Crime de guerra

The Canadian Press

Haverá palavras para classificar os actos dos soldados russos aos civis ucranianos?
Haverá palavras para classificar o que aconteceu em Bucha?

Há duas coisas que são características da espécie humana. Apesar de sabermos, e de até reconhecermos, que a História é o maior dos professores, tendemos para não aprender as suas lições e para mimetizar os erros outrora cometidos.

A 12 set 2020, publiquei um artigo no observador intitulado Do(s) genocídio(s) soviético(s) – o massacre de Katyn. Nele relembrei algumas das atrocidades cometidas, a mando de Estaline.

“Há oitenta anos, pondo em prática ideias defendidas de Marx e Engels, ideias que Estaline aplaudiu e comentou em Os fundamentos do Leninismo (1924), a polícia secreta soviética, na altura conhecida por Comissariado do Povo para os Assuntos Internos (NKVD), executou cerca de 22 mil soldados e cidadãos polacos. Sob as ordens de Laventri Beria, comandante do NKVD, o genocídio, aprovado pessoalmente por Estaline e por Vyacheslav Molotov, Kliment Voroshilov e Anastas Mikoyan, membros do politburo soviético, ocorreu entre abril e maio de 1940.

O exército vermelho, sustentado nos termos acordados no Pacto [Molotov–Ribbentrop], invadiu a Polónia a 17 de setembro, e, devido às instruções dadas pelo governo polaco, praticamente não encontrou oposição. Dois dias depois, sob a orientação de Beria, agentes e colaboradores do NKVD, construíram uma série de campos de detenção onde foi feita uma elaborada identificação e selecção dos prisioneiros. Paradoxalmente, a triagem feita pelos soviéticos foi facilitada pelo próprio sistema de recrutamento polaco que referenciava, como oficiais da reserva, todos os jovens que terminassem o curso universitário. Deste modo, não foi difícil ao NKVD prender igualmente milhares de elementos da intelligentsia polaca.”

Seria expetável que as barbáries cometidas no passado não voltassem a ser repetidas. Infelizmente…

O que se tem passado na Ucrânia, particularmente em Bucha, poderá não ser classificado como um genocídio, mas não há qualquer dúvida que é a manifestação de um comportamento desumano que é perfeitamente identificável como crimes de guerra.


Dos discípulos de Mussolini

DOli BE

Nos tempos que correm, não há melhores discípulos de Mussolini do que os bloquistas. E, no que respeita à perversão do significado e alcance dos direitos individuais e/ou humanos,  Daniel Oliveira é um dos maiores fervorosos seguidores dos ideais fascistas.

“Anti-individualista, a concepção fascista da vida enfatiza a importância do Estado e aceita o indivíduo apenas na medida em que os seus interesses coincidem com os do Estado.”