Na base do conhecimento está o erro

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Afinal as máscaras servem para alguma coisa

Ferro 360


Mau exemplo

Marcelo-Ferro-e-Costa

Ferro Rodrigues exemplifica o incumprimento da distância de segurança.

Aprendam. Não façam como o Presidente da Assembleia da República faz!

 


Governo de salvação nacional?

DOIS CRP

Após a declaração do Estado de Emergência, que foi apoiada sem votos contra na Assembleia da República, António Costa formou um gabinete de crise apenas com ministros do seu governo. Isto foi, na minha opinião, um erro. António Costa devia ter aproveitado para fazer um gabinete de crise nacional. Mas não o fez, optando por constituir um gabinete de crise socialista, utilizando um critério exclusivamente politico.

Esta decisão é muito estranha. A natureza da crise não é política ou ideológica, mas de saúde pública. Quererá isto dizer que o governo parece estar mais preocupado em preparar-se para um futuro combate politico do que para um combate na saúde pública?

Apesar de desconhecer a estratégia do último homem, António Costa é, goste-se ou não, um político hábil e com experiência. É por isso que procuro razões para compreender que, num momento excepcional de união para proteger as pessoas, o Primeiro-ministro tenha feito uma escolha política. Não admira, pois, que já se ouçam vozes a equacionar um governo de salvação nacional.

Deve notar-se que mesmo após as alterações que a revisão constitucional de 1982 introduziu na Constituição, e as formalidades que a própria impõe, entre as quais alguns constrangimentos temporais, a possibilidade para a formação de um governo de salvação nacional de iniciativa presidencial poderá não ser impraticável.

Assim, quando o governo não tem margem para errar e detém poderes extraordinários para lidar com a situação, a António Costa só resta tomar a iniciativa para liderar o processo e não esperar que sejam outros a fazê-lo.


COVID-19 – Global

Leiam este artigo do New York TimesWhich country has flattened the curve for coronavirus?

Vão ficar a perceber porque andei a reclamar por medidas mais draconianas todos estes dias.

É preciso pressionar o governo. António Costa não pode falhar outra vez.


Portugal não está preparado

Graf

Às 00:08 do dia 10 de março, o Observador publicou este meu artigo – Coronavírus e a política de combate socialista. Enviei-o às 00:50, do dia anterior e, em 24 horas, os números da simulação considerada no artigo ficaram desactualizados. Mas a minha crítica aos pressupostos de actuação do governo não.

Evolução dos casos confirmados

02/03/2020 – 2  / 03/03/2020 – 4 (100%) / 04/03/2020 – 6 (50%) / 05/03/2020 – 9 (50%) / 06/03/2020 – 13 (44%) / 07/03/2020 – 21 (62%) / 08/03/2020 – 30 (43%) / 09/03/2020 – 39 (30%) / 10/03/2020 – 41 (5%) / 11/03/2020 – 59 (44%) / 12/03/2020 – 78 (32%).

 

Às 21:47 de 11 de março, a Ministra da saúde apresenta os dados das 10:00 – 59 casos confirmados, 471 casos suspeitos (83 aguardavam análise laboratorial) e 3066 casos sobre vigilância.

Pelos vistos, durante as 11:47 horas que decorreram entre os dados da manhã e a comunicação da Ministra, nada se alterou em Portugal. Nem sequer se souberam os resultados dos casos que estavam em análise laboratorial.

E, para o Governo, quem manda no país é o Conselho Nacional de Saúde Pública.

Estão a gerir o COVID-19 como fizeram com os incêndios. Recusam-se a lidar com a realidade e a alterar a prioridade de actuação. Fazem tábua rasa dos exemplos dos outros países apesar de dizerem que aprendem com o exemplo dos outros. Mais valia estarem calados porque só transmitem insegurança. Não é possível que nada se tenha alterado em 24 horas. Significará isto a entrada em ruptura de material e o atingir do limite físico dos recursos humanos?

É impossível desmentir que existem semelhanças em todos países, quer relativamente a medidas que foram correctamente tomadas como às que não produziram os efeitos pretendidos. Em alguns países os resultados foram extraordinários, noutros uma desgraça. Será que Macau é só sorte? E que a Itália é só azar?

Não podemos correr esse risco. É necessário suspender o país.

 


Coronavírus e socialismo (3)

A irracionalidade da gestão do Governo relativamente ao coronavírus é evidente neste ponto.

Sabendo-se que há uma relação entre o número de casos novos e um período temporal para os mesmos, em vez de se precaveram para o que vai acontecer, tomam providencias para o que acontece.


Coronavírus e socialismo (2)

Dar primazia à precaução e prevenção devia ser a primeira opção. Como tal, a adopção duma política de contenção que implique o encerramento das escolas e universidades em todo o país é aconselhável.

Esta medida não irá resolver os problemas do contágio, mas poderá retardar não apenas a taxa de crescimento como também o alastrar do vírus para regiões dos país ainda não afectadas e criar uma janela de oportunidade adicional para os preparativos necessários para lidar com esta epidemia.


Coronavírus e socialismo

Cada vez mais a gestão do coronavírus é semelhante à dos incêndios.

Temos números oficiais e oficiosos.


“Portugal está preparado”

Tontas

Um dos comboios internacionais “Sud Expresso”, operado pela CP, teve de parar na estação do Entroncamento devido a uma passageira que sentia sintomas de Covid-19, vulgo coronavírus.

Naturalmente, a passageira foi levada para o Hospital. Todavia, após uma paragem de duas horas e meia, os restantes passageiros seguiram viagem para Paris.

Portugal está preparado para lidar com o coronavírus. E com a propagação do vírus também. Principalmente de dentro para fora (do país)…


Quarentena? Só para quem quiser

Haddock Q