Na base do conhecimento está o erro

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Plano de vacinação costiniano

Mais ou menos isto. Oxalá passe a ser diferente…


Mais promessas por cumprir

Mais uma vez, o Primeiro-Ministro dá com a cara no chão. Promete, promete, promete, mas quase nada se concretiza, Após sucessivas garantias de que o plano de vacinação ia correr bem, incluindo com a sua garantia pessoal a Miguel Sousa Tavares – “vai correr bem (…) tem que correr bem (…) só pode correr bem” – a realidade, com um forte contributo dos camaradas socialistas, voltou a desmentir António Costa. Os abusos às regras sucedem-se e, apesar do que o Primeiro-Ministro afirma, não deve haver quem realmente tenha uma certeza concreta sobre o número real de vacinados. Mas oxalá esteja enganado.

O que se está a passar é absolutamente crítico. O próprio governo reconheceu a importância do plano de vacinação para combater a pandemia. Assim, o seu sucesso era fundamental para que gradualmente fosse mitigado o esforço a que estão a ser sujeitos todos os meios de saúde do país e que o retorno à normalidade acontecesse o mais depressa possível.

Apesar do Ministério da Saúde e das entidades dele dependentes, como a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e a sua Directora, o Governo tem autonomia para criar Task Forces para coordenar assuntos específicos. Contudo, ao delegar esta competência num organismo autónomo, sem o devido acompanhamento e apoio institucional, a probabilidade do não reconhecimento de autoridade é alta. Foi o que se passou neste caso.

Perante os abusos, a Task Force pouco conseguiu para os contrariar. Para além disso, este tipo de delegação também esvazia de razão o papel da DGS. Isto não é de somenos e deve ser objecto de reflexão. Neste ponto, igualmente deve ser questionado o desaparecimento de Graça Freitas. O Governo perdeu a confiança na sua gestão? Seja como for, não é aceitável que a responsabilidade pelos erros recaia apenas sobre a Task Force. E se o Ministério da Saúde não está disponível para o efeito, terá de ser o Primeiro-Ministro a fazê-lo.


Cristina Gatões e a odisseia SEFiana

Cristina Gatões, a ex-Directora Nacional do SEF, apesar de ter aguentado 9 meses no cargo, acabou por não resistiu ao caso Ihor Homeniuk. Ainda bem. A morte deste ucraniano é um dos episódios mais tristes e sórdidos da história da III República Portuguesa, apenas comparável aos relatos dos procedimentos que eram utilizados pela PIDE-DGS.

Note-se que no meio de todas as rocambolescas fases deste caso, Cristina Gatões acabou por não esclarecer cabalmente o que se passou. Agora, num passe de mágica, está de volta ao SEF para, aparentemente, gerir o dossier dos vistos gold.

Eis o que penso sobre o assunto.

Eduardo Cabrita não queria demitir Cristina Gatões (não vou especular sobre as razões). Foi obrigado a fazê-lo. Entretanto, arranjou forma de a manter no SEF, agora como assessora do novo Director-Geral. Porém, na prática, quem continua a gerir o SEF é Cristina Gatões. O tenente-general Botelho Miguel, que a substituiu, é que faz a assessoria.

Duas curiosidades deste caso: Primeiro, 9 meses para despedir a Gatões, 1 mês para voltar a contratá-la; Segundo, é no dia que os 3 inspectores do SEF foram acusados por homicídio qualificado que se sabe que Cristina Gatões tinha voltado ao SEF.


A grande família socialista …

Centeno excedent

Como é que um socialista consegue um excedente orçamental?
Aumenta os impostos.

Quem é que paga o excedente orçamental?
Os contribuintes e as suas famílias.

E que faz um socialista com um excedente orçamental?
Alimenta a grande família socialista

#ComPrimos

 


Cofre do primo

Cofre.jpg

Interior do cofre do primo do Sócrates!


Galambices (5)

galambices


Keep calm and enjoy socialism

As bandeiras eleitorais socialistas de 2019, são as mesmas de 2009. E voltarão a ser iguais em 2029 porque nenhum socialista prescinde de uma fórmula gastadora.

Comentários lidos num post facebookiano duma amiga socialista (sim, tenho amigos que não são liberais e ainda bem), estão na origem deste artigo.

post em si limitava-se a dizer que a pessoa em questão pagava menos impostos desde que António Costa é primeiro-ministro. Apesar que o aumento da carga fiscal ser inegável e ser reconhecido por Mário Centeno, não é impossível que tal suceda. Mas um caso individual não representa a totalidade dos contribuintes. Porém, surpreendentemente ou não, o entusiasmo de alguns dos comentários demonstrava até que ponto pode ir a cegueira ideológica. Quando outras pessoas afirmavam que pagavam mais impostos, as respostas dos correligionários da autora manifestavam um imenso espanto. Desprezando qualquer argumento, chegaram ao ponto de tentar reescrever a história negando (ou procurando apagar) o magnífico legado da gestão socialista – um pântano e três bancarrotas – que aqui recordo.

Este seguidismo é de estranhar? O caciquismo, para além de implicar o fim da pluralidade, exige obediência cega. Daí que seja por aclamação que usualmente são eleitos os líderes socialistas, particularmente os que têm aura de salvador. Por que razão são ovacionados? Porque são infalíveis. Os socialistas nunca se enganam. Não há deuses no Olimpo. Mas Olisipo está repleta de divindades socialistas.

Note-se que este tipo de apoiante fervoroso de António Costa é o mesmo que apoiou incondicionalmente José Sócrates, esse mítico novo homem político, protótipo do herói socialista moderno, que perante o abismo não hesitou em afundar-nos. Algum socialista rasgou as vestes em angústia pela gestão danosa do Sócrates? Algum socialista pediu desculpa pela bancarrota que nos trouxe a troika? José Vieira da Silva, Augusto Santos Silva e António Costa, que eram membros do governo que afundou Portugal, não o fizeram. Nem o farão.

A gestão socialista já teve titãs, mas nenhum ao nível de Sócrates. Se Hesíodo fosse vivo não sei que lugar reservaria a José Sócrates na “Genealogia dos Deuses”, mas suspeito que o destaque fosse 44 vezes superior aos restantes. E como, infelizmente, Sócrates deixou escola é necessário ter em conta a longevidade da gestão pública de António Costa, cujo corolário, antes da liderança do actual governo, era ter sido número dois de José Sócrates.

Ora, foi precisamente como número dois de Sócrates que António Costa implementou a desastrosa reforma da Protecção Civil, reforma essa que treze anos depois ainda custa dinheiro aos portugueses. Nesse aspecto, gastar dinheiro a mais, os socialistas são todos idênticos. No incumprimento de promessas também. Em 2009, Sócrates prometia não aumentar a carga fiscal. Cinco meses depois faltava à palavra. Em 2015, António Costa afirmava que a austeridade tinha acabado e que iria reverter o aumento de impostos. Contudo, uma das suas primeiras medidas foi aumentar o ISP em seis cêntimos por litro.

Mas há outras semelhanças que fazem de António Costa um Sócrates 2.0 e um príncipe da gestão socialista. Silenciar é uma delas. Sócrates tinha a Manuela Moura Guedes, Costa tem a Sandra Felgueiras. Sócrates tinha os “Magalhães”, Costa tem os “Fernões” (tablets) – já sendo vislumbráveis as salivas pavlovianas com as vendas à Venezuela de Nicolás Maduro. Isto sem esquecer os aeroportos, terceiras travessias do tejo, etc., e, claro, o combate à corrupção. Há décadas que o PS diz que combate a corrupção. Resultados? Nenhum. Porquê? Razões familiares…

Texto publicado no Observador