Na base do conhecimento está o erro

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Habemus … habemus!

Depois do irrevogável, tudo é possível.
Não sei que tipo de acordo foi conseguido. Sei que habemus … habemus.

Portas diz que o “acordo é bom para Portugal e para a coligação”.
Mas pouco revela ao Conselho Nacional do CDS.

Jorge Moreira da Silva afirma que o “entendimento reforça a coesão e estabilidade”.

Cavaco é o mais previsível. Sempre preferiu a estabilidade e é isso que vai exigir ou que exigiu.

A tensão e a instabilidade, interna e externa, aumentaram. Isso é incontornável.
Assim, o que temos são aparências, meras aparências.
Excepto a descredibilidade. Essa é bem real!

(oxalá esteja enganado).


Injustas? Injustas não!

Independentemente das motivações e timing das mesmas, as afirmações de Cavaco Silva, no prefácio do livro Roteiros VI, sobre a falta de lealdade institucional de José Sócrates podem ser inoportunas. Mas, injustas não são.

José Sócrates é o tipo de pessoa que só é leal a ele próprio.
Para além disso, se considerarmos o entendimento peculiar que o ex-Primeiro-Ministro sempre demonstrou sobre as regras e regulamentações democráticas, não é difícil acreditar na veracidade das palavras do Presidente da República.


Presidenciais 2011 – Vencedores

 

Dos candidatos:
Cavaco Silva, Fernando Nobre e José Manuel Coelho.

Dos não-candidatos:
José Sócrates

 


Presidenciais 2011 – 1ª leitura das sondagens

De acordo com as sondagens que foram publicadas (CESOP/Católica, Intercampus, Eurosondagem e Aximage), a melhor e a pior notícia dos resultados eleitorais que se antevêem para as presidenciais do próximo domingo são, respectivamente, o desaparecimento de Manuel Alegre e a (esperada) reeleição de Cavaco Silva.


Preocupações

Cavaco Silva anda preocupado com os custos duma segunda volta (e com as implicações que tal poderá ter nos mercados financeiros). Mas, quando teve a oportunidade de poupar dinheiro ao país, não hesitou e marcou eleições para datas diferentes.

Tal atitude, vinda de um homem que já há sete anos avisou para o que poderia acontecer à situação económica de Portugal, não é coerente.

Em campanha eleitoral, a demagogia reina suprema!


Cavaco, o adivinho

O actual Presidente da República e candidato presidencial, Cavaco Silva, afirmou ter previsto (e avisado para) as circunstâncias do Portugal contemporâneo há sete anos atrás através de diversos artigos que publicou (aqui).

Então, será que também pode referir o que fez para evitar que as mesmas se concretizassem? Ou apenas chega avisar para ficar com a consciência tranquila?

Este homem não tem vergonha!

Aparentemente, Cavaco Silva é um novo Pilatos. Só não sei se lavou as mãos?


Regular funcionamento?

Sobre a entrevista que o Presidente da República deu à jornalista Júdite de Sousa, fiquei, entre outras, com a seguinte impressão (ou certeza):

Que Cavaco Silva não se pronuncia sobre determinados assuntos com medo de ser mal interpretado.

Posso estar enganado, mas julgo que um Presidente da República deveria estar acima das interpretações, ou seja, devia expressar a sua opinião sem se preocupar com o que os outros pensam. Principalmente numa altura em que o país vive uma intensa crise.

Ninguém pede a Cavaco Silva que ultrapasse os limites das suas competências. Está no seu direito procurar ser neutro, mas demasiado silêncio é beneplácito.

A pergunta que fica é:
Que tipo de exemplo dá um Presidente que não se expressa e em que é que tal omissão ajuda “ao regular funcionamento das instituições democráticas”?