Na base do conhecimento está o erro

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Desvios jornalísticos

Publico

Reparem no cabeçalho em destaque:

“PSD e CDS pagaram 475 mil euros a um publicitário na campanha de 2015”

Contudo, se  continuarem a ler a notícia poderão constatar que o “PS pagou 751 mil euros a um militante pela decoração de salas”.

Quando nos referimos a desvios de comportamento e/ou de conduta, imediatamente fazemos uma conotação à psiquiatria. Ora, neste caso, no que respeita ao comportamento jornalístico, não podemos dizer que se verifica uma postura agressiva ou desafiadora. Mas podemos afirmar que estamos perante um desvio jornalístico que configura uma violação da objectividade e da deontologia inerente ao jornalismo.

O autor deste artigo, assim como a sua chefia ou quem autorizou a publicação, possuem toda a legitimidade para as suas preferências pessoais, políticas e ideológicas. Todavia, não as devem sobrepor ao seu dever de isenção. Claramente, não foi o caso. Se a intenção era salientar os gastos absurdos das campanhas eleitorais, a insensatez do PS é manifestamente superior à dos outros partidos políticos. Assim sendo, porque é que não são os gastos do PS que fazem o cabeçalho?

Não irei discorrer sobre as motivações para este mau exemplo de jornalismo. Creio que as mesmas serão evidentes. Paradoxalmente, casos como este não me surpreendem no”Público”. Em 2008, fui convidado para escrever artigos de opinião no “Público”. A determinada altura fui avisado, por quem de direito, que os meus artigos tinham que ser mais polémicos. Recusei. Não voltaram a publicar os meus artigos de opinião.

Confesso que lamento. Não por deixar de ver publicada a minha opinião, que agradeço ter sido publicada. Tenho pena por aquilo em que o “Público” se transformou.

Por fim, espero que o militante socialista tenha pago os respectivos impostos.


Que raio de assessores tem o homem?

Em plena campanha eleitoral, Luís Filipe Menezes ficou todo ofendido por terem interpretado mal uma acção de caridade que teve para com uma idosa, diabética, à qual pagou a renda de casa e a conta da luz, devido à pendência dum despejo. Segundo a sua candidatura, a intenção nunca foi comprar votos, mas ajudar um semelhante.
No entanto, terá isso essa realmente a única intenção? Talvez, mas vejamos:

Confrontado com a necessidade da idosa, Luís Filipe Menezes podia muito bem ter pedido a um amigo, a quem mais tarde privadamente ressarciria do montante despendido, para pagar as despesas da senhora. Desse modo, incógnito, resolvia a urgência da situação e, eventualmente, quando a história se tornasse pública, a sua imagem teria outra dimensão.

Todavia, não foi isso que Luís Filipe Menezes fez.

Não vou conjecturar sobre as razões para Menezes ter feito o que fez. Para mim, é claro que procurou tirar dividendos políticos duma acção humanitária, o que por si só já corrói a intenção de ajudar.
Mas o tiro na culatra não se ficou, nem se fica, por aqui. E é precisamente neste ponto que as questões se multiplicam:

  • Primeiro, entendem-se duas explicações oficiais diferentes (aqui e aqui), para este caso?
  • Segundo, ao contrário do que afirmaram Luís Filipe Menezes e a sua estrutura, a idosa não tinha nenhum processo de despejo pendente. Será que se enganou ou haverá mais casos destes?
  • Terceiro, porque é que a secretária de Luís Filipe Menezes recebeu os munícipes portuenses, com rendas em atraso, que se dirigiram à Câmara Municipal de Gaia, adiando eventuais decisões para depois das eleições?
  • Quarto, será que a atitude seria a mesma se não se realizassem as eleições?

Como uma virgem ofendida, Luís Filipe Menezes pede respeito pelos direitos (que pensará dos deveres?) e, ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições, tranquilidade e sensatez. Seria bom que alguém da sua entourage o fizesse perceber o quanto incoerente é ao exigir a outros o que não tem ou faz.

Mas, como eleitor, uma das coisas que me deixa mais apreensivo é a facilidade da variação de humor que Luís Filipe Menezes demonstra. Tão depressa é amável como irascível. Tão depressa está eufórico como deprimido. Esta circunstância é facilmente constatável nas acções de campanha e na sua reação às perguntas dos jornalistas ou às situações que não lhe agradam. Passa do oito ao oitenta num ápice. Daí que a dúvida me assalte. Será Luís Filipe Menezes bipolar?

Contudo, o maior problema de Luís Filipe Menezes não é pensar que pode fazer o que bem entender nem tampouco é a eventualidade de ser um maníaco-depressivo. Não! O seu maior problema é não ter nenhum assessor, ou até amigo, que lhe diga: Não. Não faça assim nem diga essas coisas!

Daí a minha pergunta inicial:
Que raio de assessores tem o homem?

Naturalmente, considerando todas as possibilidades, existe a hipótese de alguém lhe ter dito não e de Menezes não ter ouvido. Provavelmente, o ouvir ou não, dependerá do estado de humor. Quem sabe?


Nada como dar o exemplo: “Menezes anda a pagar rendas e luz em atraso a habitantes do Porto”

Se fosse necessário mais alguma razão para perceber que Luís Filipe Menezes é um político retrógrado e que apenas representa uma postura política desfasada do tempo, que o Porto e Portugal bem dispensam, aqui está ela:

Ir a votos não é suficiente. É necessário “adquiri-los”!

Este tipo de postura é revelador de duas coisas:
do nível de insegurança e de confiança que Luís Filipe Menezes tem nele próprio e nas suas propostas.

Ainda por cima, é em Gaia, mais ou menos às escuras, que faz as transacções (agora adiadas para Setembro)!

Luís Filipe Menezes é um homem que não discute política. Refugia-se sempre na comunicação que faz nos almoços ou jantares que oferece. Esta é a sua concepção de diálogo. Ele fala, os outros ouvem. E, demonstrando simultaneamente o seu conceito de democracia e a sua atitude de fácil gastador, Luís Filipe Menezes, actualizou a táctica de Valentim Loureiro e anda a pagar rendas e luz em atraso. Será a troco duma cruz? Se for, certamente que não é por uma questão religiosa.

Alguns dos dirigentes do PSD deixaram de ser pluralistas. E parecem ser mais comunistas do que os próprios.

Apresentou um orçamento de 350 mil euros como despesas de campanha. Quando oficializar as despesas finais, o valor andará à volta de 1,3 milhões de euros. Claro, quando o dinheiro não é do próprio, gastar é fácil.


Preocupações

Cavaco Silva anda preocupado com os custos duma segunda volta (e com as implicações que tal poderá ter nos mercados financeiros). Mas, quando teve a oportunidade de poupar dinheiro ao país, não hesitou e marcou eleições para datas diferentes.

Tal atitude, vinda de um homem que já há sete anos avisou para o que poderia acontecer à situação económica de Portugal, não é coerente.

Em campanha eleitoral, a demagogia reina suprema!