Na base do conhecimento está o erro

unidade

Da necessidade do Estado

O Estado não existe à-priori. Resultou, paradoxalmente, de uma consciência de limitação da liberdade impossível de forma a concretizar a liberdade possível. O Estado é a convenção à-posteriori que previne a arbitrariedade enquanto assegura a liberdade.

Reencontrei hoje esta relíquia. Fazia parte das notas de pesquisa para um trabalho de investigação académica que fiz na altura. As coisas que se escrevem aos 20 anos.

Acabei por também a incluir nesta colectânea de pensamentos:
VFS, Livro dos Pensares e das Tormentas, 57, 1987.


Marcelino da Mata

Foto Alfredo Cunha

7 de maio de 1940 – 21 de fevereiro de 2021


Eternidade

paulogoncalves1

Paulo Gonçalves (1979-2020)


25 de Novembro de 1975

R Eanes Jaime Neves

Ramalho Eanes e Jaime Neves

 

Faz hoje 42 anos que Portugal se tornou uma democracia.

Muito se deve a estes dois Homens!


Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 2017

Rui moreira 10 junho 2017

Foto: José Coelho/Lusa

 

Na abertura das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a alocução do anfitrião das mesmas, Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto.

Um excelente discurso, que muito honrou os portuenses e os portugueses.


João Lobo Antunes

J Lobo Antunes.jpg

4 de Junho de 1944 – 27 de Outubro de 2016

Uma singela homenagem.
Um agradecimento profundo,

a quem sempre defendeu o humanismo!

 


Religion and Science into the future

Pope Francis declares evolution and Big Bang theory

are real and God is not ‘a magician with a magic wand’

 

Interferências do homem na Ciência e na Religião
(Man
interferences in Science and Religion)


Human behaviour

Brain Pathways

.

My friends wonder why I know a lot about physics, artificial intelligence, biotechnology and immunology, mainly when I don’t have any academic degree in these fields and, especially, because I’m a Political Science and International Relations PhD student.

The answer is simple.

I follow and study these fields because, in my opinion, they have the highest potential to change human behaviour.


Contradição ou rendição?

 

Devo confessar que fiquei bastante surpreendido com a decisão do Partido Popular Monárquico (PPM) em apoiar candidatos do PSD, como por exemplo, Luís Filipe Menezes, nas eleições autárquicas de Setembro.

Considerando a questão monárquica, bem como “as queixas” dos monárquicos relativamente à injustiça da não realização dum referendo, porque razão apoia o PPM os candidatos dum partido que jamais permitirá qualquer alteração a um sistema de governo que o perpétua no poder, quanto mais a uma mudança da forma de governo, ou seja, duma República para uma monarquia?

Será isto uma mera contradição ou uma rendição ao inevitável? Não sei.

Mas que é uma enorme incoerência, isso é inegável!


Declaração de interesses

 

Para aqueles que não me conhecem, e mesmo para os que já me conhecem, nenhuma das minhas intervenções de cidadania, públicas ou privadas, visa a moralidade quer dos meus concidadãos, quer do país.

Não conheço ninguém que seja 100% moral! Eu não o sou.
Por outro lado, penso que todos seremos 100% humanos.
Como tal, tudo aquilo que faço é na procura da decência, especialmente no âmbito pessoal.

Porém, há algo que toda e qualquer pessoa pode esperar de mim:
Perguntas!


Descubra as diferenças: gestão pública

Durante os dozes anos (2001-2013) em que foi Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, teve relações institucionais com seis governos de Portugal:

XIV Governo Constitucional (1999-2002) – António Guterres;
XV Governo Constitucional (2002-2004) – Durão Barroso;
XVI Governo Constitucional (2004-2005) – Santana Lopes;
XVII Governo Constitucional (2005-2009) – José Sócrates;
XVIII Governo Constitucional (2009-2011) – José Sócrates;
XIX Governo Constitucional – (2011-) – Passos Coelho.

A opção por diferentes posturas e modelos de gestão permitem verificar resultados distintos.
Enquanto que as acções dos governos nacionais continuaram a produzir défices e a engordar a dívida de Portugal, Rui Rio optou por uma política de combate à precária condição financeira que encontrou no município do Porto.
Consequentemente, o actual governo “viu-se”, apesar da alternativa, obrigado a aumentar a carga fiscal aos portugueses.
Por sua vez, os portuenses viram os impostos municipais serem reduzidos.


O meu partido é o Porto (3)

Conversas à Porto

Numa excelente iniciativa, Rui Moreira está a promover um ciclo de debates – Conversas à Porto – onde se procura reflectir, conjuntamente, sobre o todo da sociedade.

As “conversas à Porto” são coordenadas por Rui Nunes e realizadas aos sábados de tarde, no Hotel Vila Galé, Porto.

A presença e participação dos portuenses é benvinda!


Sobre a questão monárquica

Não é a primeira vez que abordo este tema.

Já em tempos, fiz parte dum movimento cívico (que infelizmente terminou devido à prepotência de uma pessoa), que reflectiu sobre esta temática, defendendo a realização dum referendo nacional, que definitivamente encerrasse este assunto, cuja consulta formulasse as seguintes hipóteses sobre o tipo de chefe de estado:

eleito por sufrágio universal secreto e directo, com a duração de mandato e respectivos limites previamente definidos;

ou por privilégio de nascimento e de carácter hereditário.

Continuo a pensar que entre a possibilidade de ter alguém temporariamente e alguém permanentemente, a maioria escolherá a primeira. Mas posso estar enganado. Independentemente, aceitarei o resultado.

Numa consulta deste género, defenderei a república.
Para mim, não está em causa querer ser ou vir a ser presidente, nem tampouco o grau de viciação do sistema que filtra os candidatos. O que está em causa é a possibilidade! Qualquer cidadão pode candidatar-se a Presidente e nenhum cidadão pode candidatar-se a Rei.
Para além disso, existe a circunstância da igualdade. Não apenas de deveres ou direitos, mas igualmente da condição.

É importante afirmar que não estamos a falar duma mudança de regime, a democracia, mas sim duma eventual alteração sobre a forma de governo, escolhendo entre República ou Monarquia.

Por fim, conforme várias vezes já expressei, o problema de Portugal é o sistema de governo – semipresidencialismo – que está esgotado e que promove a partidocracia. Contudo, existem mais duas possibilidades de sistema de governo possíveis numa República: Presidencialismo ou Parlamentarismo.


Portugal precisa de …

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Portugal não precisa de decisores políticos que só tomam decisões com e por causa de imunidades, mas também não pode continuar a ter cidadãos que se alheiam das eleições.


O pior inimigo do PSD

O objecto deste post não é qualquer tentativa de atenuar a incompetência e arrogância que caracteriza a grande maioria dos dirigentes do PSD e, consequentemente, do Governo, principalmente no que respeita à relação e comunicação com a população, mas sim salientar o que me parece ser a sua natureza.
Não está sustentado em qualquer prova palpável e apenas resulta das minhas observações ao universo das diversas particularidades que constituem o PSD.
Naturalmente, é-me impossível ver e saber tudo. Logo, a minha opinião sobre este assunto pode ser considerada mais do que subjectiva.

O pior inimigo do PSD é o PSD.

É um partido incapaz de se unir em torno dum líder.
Seja ele quem for, tem, e terá sempre, alguém a trabalhar para o seu derrube nos bastidores. Basta recordar o seu passado recente.

Quando Manuela Ferreira Leite ganhou a liderança do partido a Pedro Passos Coelho, este e nenhum dos seus apoiantes foram incluídos nas listas do partido às legislativas. E o que foi que se passou quando Pedro Passos Coelho se tornou líder do PSD?

Repito: O pior inimigo do PSD é o PSD.
No seu seio reina a mesquinhez, a intriga, o rancor e a vingança, prevalecendo o interesse pessoal dos seus intervenientes face ao interesse do partido e, consequentemente, do seu eleitorado.
Creio que só quando esta circunstância desaparecer o PSD será capaz de se relacionar melhor com a população e com o poder.

Por fim, na minha opinião, as duas grandes influências, antagónicas, que dominam ou procuram dominar o partido, são Ângelo Correia e Pacheco Pereira. Dentro destes dois, Pacheco Pereira, tendo em conta a sua personalidade e postura, vai ser aquele que mais mal vai fazer ao PSD.

Declaração de interesses: Conheço excelentes pessoas no PSD e tenho o prazer de ser amigo de dois dos seus deputados.


15 Setembro de 2012

São 19:00. Já estou em casa. Acabei de vir da maior manifestação de cidadania que presenciei na minha vida.
Não me recordo de alguma vez ter visto a Av. dos Aliados com tanta gente. Tenho na memória uma manifestação da AD nos anos 80 do século passado. Não consigo dizer qual teria mais gente, mas isso não é importante. Existe, entre ambas, uma diferença fundamental. A de hoje não foi organizada por nenhum partido político!
Há anos que escrevo em favor duma mudança do sistema político e, sobretudo, procuro incentivar a participação activa dos portugueses na vida política do país.
Não podia estar mais contente com esta reacção popular.

Se bem aproveitada, esta dinâmica pode mudar Portugal!

Claro que existe a possibilidade de os actuais partidos se regenerarem. Mas esta hipotese será realista? Todos os partidos têm pessoas boas no seu seio, mas a verdade é que se transformaram em organizações fechadas à sociedade.

Cada vez mais me convenço que é necessário algo novo, que defenda a clarificação do sistema político pela alteração do Constituição, ou a adesão a um partido sem representação parlamentar e, consequentemente, sem vícios sistémicos.

No que me respeita, é o que irei fazer!
Felizmente tenho amigos e pessoas que ainda não conheci pessoalmente dispostas a ouvir e a colaborar.

O futuro vai ser construído por nós!


Eis o problema!

Quando Portugal tinha uma dimensão dez vezes maior,
o Estado tinha cerca de cem mil funcionários.

Agora que Portugal tem uma dimensão dez vezes menor,
o Estado tem um milhão de funcionários.

Sim, o ciclo há muito que terminou. Se preferirem, o sistema está podre.
Mas as metodologias do século XIX já não se conseguem aplicar.
O “Estado” soube adaptar-se à evolução dos tempos (intencionalmente ou não é outra história).

O poder até pode continuar concentrado em poucas pessoas, mas o número de pessoas que dependem do estado decuplicou.
Estamos a falar de dois milhões de pessoas na dependência do Estado, pelo que são várias as muralhas a derrubar.

A espada que pende sobre nós já não é de Dâmocles. É a do enunciado de Toffler!


Que pensar (3)?

A liberdade (incluindo a de expressão) é o mais alto dos valores e dela decorrem os restantes, nomeadamente, a dignidade.
Mas liberdade não é apenas a possibilidade de escolher. É aceitar a responsabilidade pelas escolhas que fazemos!

O Bispo das forças armadas tem, efectivamente, direito à sua opinião.
Porém, parece, convenientemente, esquecer-se que a austeridade não é uma causa mas uma consequência que deriva de todos aqueles que nos governaram desde 74, e, neste âmbito, muito particularmente dos governos José Sócrates.

Evidentemente, D. Januário Torgal Ferreira não é obrigado a pensar como eu penso. 
No entanto, as suas declarações são emotivas e tendenciosas, para não dizer mais, e o modo como se expressou foi deplorável.

Na minha opinião, uma vez que há maneiras e maneiras para a expressão da opinião, considerando igualmente as opiniões que expressou nos últimos anos, é um homem que perdeu o bom senso.
Em tempo de tensão, os homens com experiência devem atenuá-la e não incendiá-la.

Acho muito bem que os homens da Igreja se manifestem e creio que sem a Igreja o estado (social) do país estaria num caos, mas ainda bem que no seu seio está a ocorrer uma mudança de gerações.
Com o devido respeito, alguns homens de posição da Igreja estão desfasados do tempo que vivemos.


Reflexão (3)

nenhuma mudança será concretizada sem a responsabilização individual.

seja de quem for.

ocupe o cargo que ocupar!


Reflexão (2)

quando, independentemente das perspectivas, a sobrevivência passa a ser uma condição imposta, o todo que faz a sociedade deve ser objecto de uma profunda reflexão.
todavia, esta, por si só, não é suficiente, pois só será eficaz se dela nascerem acções que promovam a mudança.


Conjugação

 

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Não basta o algoritmo.

Também é necessário a visão de futuro, a conjugação de circunstâncias, a persistência e, principalmente, sorte!


Será que ainda vamos a tempo?

Assunção Cristas, Ministra da Agricultura do actual Governo, expressou a sua preocupação pela quebra registada na produção cerealífera nacional.

Tendo em conta a política de desenvolvimento seguida pelos sucessivos governos portugueses e das consequências da mesma no sector primário da nossa economia,  independentemente das nuances climatérias, é de admirar que a produção portuguesa de cereais tenha chegado ao nível a que chegou?

A questão que se deve colocar é:
Será que ainda vamos a tempo de recuperar o sector primário português?
Pessoalmente, receio que o tempo que perdemos implique um período de recuperação demasiado longo para as necessidades imediatas, que vão ser agravadas pelo tempo de austeridade que vivemos.

Mas o importante é não continuarmos iludidos. Um país que importa 75% do que come, não é um país independente.
Por incrível que possa parecer, o que está em jogo é o nosso futuro como Nação.

Julgo ser um imperativo nacional a apresentação de medidas que visem o ressurgimento da agricultura e pescas. Em Portugal, há demasiados terrenos ao abandono que podem ser aproveitados e recuperados e~, no que respeita ao mar, ainda temos um know how e estruturas excelentes que podem – e devem – constituir um ponto de viragem.

Haja coragem política para fazer o que é imprescindível. Fartos do que é conveniente estamos nós.


5ª coluna?

Aparentemente, já não basta o “capital” político de Portugal – momentâneamente acrescido pela presença, como membro não-permanente, no Conselho de Segurança da ONU.

A China, país amigo que está a comprar a nossa dívida, quer disseminar o seu poder económico na Europa.
Consequentemente, a “entrada” nos bancos portugueses é uma jogada estratégica.

Será Portugal uma 5ª coluna?
E até quando será útil como tal?


Feliz Natal!