Na base do conhecimento está o erro

democracia

Da (in)coerência do credo “louçaniano”

Em boa verdade, Francisco Louçã não tem qualquer problema com a concentração de poderes. Nem tampouco a ideia o incomoda. Não. O que o aborrece é que sejam outros, e não ele, a concentrar o poder.

Francisco Louçã não é frade nem é conhecido como uma pessoa religiosa. Todavia, pratica a actividade política como se fosse um membro duma classe eclesiástica. Infelizmente, comporta-se como um devoto fanático, defensor da única verdade aceitável e possível: a dele!

Daí que não seja descabido equacionar que o pensamento político de Francisco Louçã está baseado em manifestações de fé, i.e., dogmas que não podem ser questionados. Por outras palavras, não é difícil verificar a ausência de tolerância e de coerência – resultantes do apuramento que apenas é possível através de um processo de contraditório – no seu discurso.

Francisco Louçã é um homem de esquerda. Trotskista por convicção, acredita piamente que a humanidade é oprimida todos os dias e que só através do socialismo essa opressão pode ser erradicada. Ou seja, o socialismo não só é a resposta às preces humanas como também é a manifestação da perfeição, a via que conduz os homens ao paraíso. Ora, sobre o paraíso é aconselhável não menosprezar a história, a qual é, sem qualquer dúvida, o maior dos professores. E entre as mais significativas lições da história encontram-se os paradoxos dos ideais e das intenções humanas. Como muito bem observou Friedrich Hölderlin, “a terra nunca se parece tanto com o Inferno como quando os seres humanos tentam fazer dela o céu”.

Meu artigo no Observador. Podem continuar a ler aqui!

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Cidadania activa!

Porto NM

Porto, o Nosso Movimento


Glutões, comilões e outros …“ões”!

 

E se os partidos não tivessem qualquer isenção fiscal? E se o valor da subvenção pelo voto deixasse de estar dependente do IAS e fosse reduzida? O país perde se partidos receberem menos apoio público?

 

Uma contribuição para a questão do financiamento dos partidos. No Observador!


Nádia Piazza – A (minha) Personalidade de 2017

Nadia Piazza

Nem consigo imaginar o que é perder um filho. Muito menos nestas circunstâncias. Perder um filho é o meu maior pesadelo. Nem quero pensar nisso.

Nádia Piazza viveu essa condição. Experimentou integralmente a consequência da alteração da ordem natural, quando nada o fazia prever, porque o acumular de decisões inadequadas finalmente se manifestou. E, ao contrário daqueles que deviam assumir as responsabilidades, apesar da dor que, certamente, tem em si, Nádia Piazza avocou a responsabilidade de fazer diferente e melhor.

Nádia Piazza lidera a Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande. Fa-lo livre de qualquer influência, em plena rectidão, tendo como missão a justiça e a recuperação do bem-estar e da autodefesa da população do interior do país.

Independente, avessa ao seguidismo fácil, Nádia Piazza, e os restantes membros da direcção da Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande, guiam-se apenas pelo que a consciência lhes dita, não procurando agradar a quem está no poder.

Por causa da sua insubmissão, Nádia Piazza já foi insultada. Por causa dessa mesma independência, é por mim respeitada.

Portugal precisa destes exemplos de cidadania.

Nádia Piazza, muito obrigado!


Temos veto presidencial!

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O Presidente da República deu ao Primeiro-ministro uma possibilidade para sair bem desta pouca-vergonha. Todavia, António Costa declinou. A hipótese de sanear as contas do PS à custa do dinheiro dos contribuintes falou mais alto.

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu muito bem.

Tendo em conta a forma deste diploma, lei orgânica, só a aprovação por uma maioria de dois terços dos deputados pode ultrapassar o veto.

Vamos ver como se comportam agora aqueles que aprovaram as alterações à lei do financiamento dos partidos e que posteriormente as criticaram.

Para além disso, também o PSD terá uma nova liderança …


Mensagem presidencial do Ano Novo 2018 – uma leitura

Msg AN MRS 2018

Apesar de distinta entre duas partes, a mensagem de Ano Novo do Presidente da República não diverge muito da anterior. Contudo, não deixa de ser visível na mesma um aviso muito sério.

Marcelo divide o ano em dois períodos diferentes, começando por aludir aos “sucessos” económicos e financeiros deste governo, os quais resultam das medidas iniciadas na legislatura anterior, e que culminaram com a nomeação de Mário Centeno como Presidente do Eurogrupo.

A partir daqui o tom muda. O Presidente afirma mesmo que se o ano tivesse terminado em junho teria sido excepcional. Todavia, assim não foi e Marcelo Rebelo de Sousa expressa claramente que nem as missões essenciais do Estado podem falhar, nem as responsabilidades podem deixar de ser assumidas.

A segurança dos portugueses e a confiança destes nos seus representantes são inegociáveis e não podem ser traídas.

Não houve referências aos casos da Raríssimas e da lei do financiamento dos partidos políticos. No entanto, como estes episódios ajudaram a tornar 2017 mais sombrio, o Presidente salienta a necessidade da “reinvenção com verdade, humildade, imaginação e consistência” para a urgente reconstrução de Portugal.

 


Para 2018? Um Portugal mais Liberal!

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