Na base do conhecimento está o erro

curiosidades

Também tu, Bernardino, meu filho!

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Tu quoque, Bernardino, fili mi!

Porque existem ajustes directos bons e maus.

E os do Bernardino e restantes camaradas são muito bons!

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um homem leal — BLASFÉMIAS

O antigo mordomo do actual presidente da câmara do Porto é, por enquanto, ministro da defesa de Portugal. Como chegou S. Ex.ª a tão elevados cumes de soberania? Galgando-os por mérito próprio? Depende daquilo que entendermos por «mérito próprio». Mas, a verdade, é que parece ter sido um dos objectos trocados na transacção de poder […]

via um homem leal — BLASFÉMIAS


Posturas, independência e militância.

RM MP 1

Hoje voltei a assistir a uma reportagem televisiva onde Rui Moreira, referindo-se a Manuel Pizarro, elogiou a sua competência e lealdade como Vereador e reiterou a estima pessoal tem por ele. Manuel Pizarro, por sua vez, acusou Rui moreira de não respeitar acordos por ter descartado o PS e que era uma tristeza verificar que nem todas as pessoas levam os acordos tão a sério como ele próprio leva.

Começo por salientar que, ao contrário do seu adversário, Manuel Pizarro foi incapaz de elogiar Rui Moreira, preferindo focar-se no cumprimento de acordos. Mas quais foram os acordos que Manuel Pizarro diz ter respeitado? O acordo com Rui Moreira não foi de certeza. Para dizer que o respeitou era necessário que a interferência e/ou ingerência do PS Nacional, através da sua secretaria geral adjunta, Ana Catarina Mendes, não tivesse acontecido. Não era Rui Moreira que se iria recandidatar como independente nas listas do PS, mas sim Manuel Pizarro que seria incluído na lista independente de Rui Moreira.

Ora, não acreditando que existam duas versões do acordo, i.e., uma para o Porto e outra para Lisboa, considero que este facto demonstra duas circunstâncias.

Primeiro, que Manuel Pizarro, claramente, negociou termos dum acordo sem poder para tal e foi desautorizado pela direção nacional do PS. Ou seja, Manuel Pizarro fez um acordo com Rui Moreira sem autonomia para o estabelecer. Para além disso, conforme foi nitidamente perceptível à data, não conseguiu disfarçar o incómodo criado pelos seus camaradas de partido.
Segundo, perante esta evidência, transfigura-se o limite da independência de Manuel Pizarro. A militância partidária tem custos e condiciona a liberdade individual.

Que o diga o Presidente da Federação Distrital do PS!


uma vítima sacrificial — BLASFÉMIAS

Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional considera que esta mania de procurar responsáveis, quando as coisas correm mal, obedece a uma lógica «sacrificial», segundo a qual, presumo, tem de haver sempre, nestes casos, um bezerro para a degola pública. Ora, não tendo Sua Excelência vocação para bezerrar, ele nega todas as «responsabilidades» (responsabilidades, o […]

via uma vítima sacrificial — BLASFÉMIAS

Posso estar errado, mas quando um Ministro acredita ser inimputável a governação não é boa.


Costa vs Costa (2) – O país paga!

AC vs CA

António Costa, secretário-geral dum partido político falido, está a exigir dinheiro a António Costa, Primeiro ministro do endividado XXI Governo.

É assim que se salva um passivo. Pelos vistos, a contribuição que foi pedida aos dirigentes socialistas para amortizar o passivo do partido socialista já não é necessária. Embora, em boa verdade, não creio que houvesse vontade para tamanha honradez.

Mas não se preocupem. A vida irá continuar. E para o ano, a gestão socialista continuará a fazer mais dívida. Do partido e ao país.
Podem ficar descansados!


Gestão socialista

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Dualidades ou PS a quanto obrigas!

MP Dual

Alexander Hamilton e John Adams, dois dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, consideravam que não deviam existir partidos políticos, pois os mesmos representariam divisão em vez de união.

É verdade. Os partidos dividem! Todavia, até certo ponto, as divergências inerentes aos partidos políticos são salutares. Permitem a diferenciação, facilitando as escolhas.

Pessoalmente, considero ser muito mais problemático a limitação da autonomia e da lealdade que os partidos provocam. São estranhas determinadas críticas? É evidente que são. E o primeiro a reconhecer a estranheza foi o próprio Manuel Pizarro quando afirmou que não seria compreensível uma candidatura sua contra Rui Moreira. Mas as circunstâncias mudaram e a lealdade de Manuel Pizarro ao PS, apesar de inteiramente legítima, traduziu-se numa incoerência e numa contradição entre Manuel Pizarro que não era candidato e o agora candidato Manuel Pizarro.

Por fim, sobre as afirmações de Manuel Pizarro relativas à cruzada de Rui Moreira contra os partidos políticos, saliento que, sendo o Rui Moreira um pluralista que sempre defendeu a importância e o papel dos partidos políticos na democracia, considero ser injusto afirmar que o Rui Moreira não gosta do PS, em particular, ou de qualquer outro partido. Estas afirmações de Manuel Pizarro são meras retóricas políticas demagógicas, que revelam não apenas que o mal-estar criado pelo PS Nacional ainda não foi completamente sanado, como também evidenciam a falta de substância argumentativa. Só faltou dizer que Rui Moreira não é democrata!

Ora, o Rui Moreira não precisa que eu o defenda. A postura dele, expressa e comprovada nas considerações pessoais que tece sobre Manuel Pizarro, afirma-se por si mesma.

E eu penso que este tipo de atitude deve ser realçada!