Na base do conhecimento está o erro

citações

da religião marxista

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Kant, Herder, Feuerbach, Bauer, Hess e Heine referiram.

Marx reformulou: “A religião é o ópio do povo”.

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Eu digo: O marxismo é a religião da política.

Eis um exemplo da crença!


Liberalism vs Socialism

“Liberalism has its own history and its own tradition. Socialism has its own formulas and its own aims. Socialism seeks to pull down wealth; Liberalism seeks to raise up poverty. Socialism would destroy private interests; Liberalism would preserve private interests in the only way in which they can be safely and justly preserved, namely, by reconciling them with public right. Socialism would kill enterprise; Liberalism would rescue enterprise from the trammels of privilege and preference. Socialism assails the pre-eminence of the individual; Liberalism seeks, and shall seek more in the future, to build up a minimum standard for the mass. Socialism exalts the rule; Liberalism exalts the man. Socialism attacks capital; Liberalism attacks monopoly. These are the great distinctions which I draw, and which, I think, you will think I am right in drawing at this election between our philosophies and our ideals. Don’t think that Liberalism is a faith that is played out; that it is a philosophy to which there is no expanding future. As long as the world rolls round Liberalism will have its part to play – a grand, beneficent, and ameliorating part to play – in relation to men and States.”

Winston Churchill speech – May 4, 1908. Kinnaird Hall, Dundee


Fanático ou demagogo?

O tratamento que damos ou que expressamos relativamente aos outros é uma das melhores maneiras de nos distinguirmos. Esta realidade assume maior significado quando nos referimos àqueles que pensam diferente de nós. É neste contexto que verdadeiramente demonstramos tolerância, e mais ainda, aceitação pela diferença ou intolerância e fanatismo.

Ora, o medo do desconhecido é um dos mais notáveis catalisadores de reacções, as quais, na sua maioria são excessivas. Todavia, não deixam de ser reveladoras.
Relativamente ao excesso, no que respeita à reacção dos políticos nacionais, o Movimento Revolução Branca (MRB) parece ser um verdadeiro caso de estudo de projecção psicológica.

Relembrem-se que o primeiro significado da cor branca é a paz. E foi adoptado pelo MRB como símbolo de dignidade. Contudo, para os políticos e os seus apaniguados esse não é o entendimento que possuem. Antes pelo contrário. O juízo que fazem está completamente subvertido. Se assim não é, como se explica que tenham classificado o MRB de neofascista, comunista, racista, xenófobo e até de supremacista?

Vem agora Francisco Assis engrossar o rol de contributos sobre o MRB: Sinistros e protofascistas, acrescentando que a política é uma coisa demasiado complexa para poder ser entregue a fanáticos e que tal só leva ao triunfo dos cínicos.

Estas infelizes declarações apenas revelam o tipo de pessoa que o próprio é – intolerante – e o nível que civismo que possui. Poderão até não ser cínicas, mas protocínicas são-no de certeza.

Francisco Assis pode até não ser um fanático. Mas que é um demagogo intolerante é.

Por fim, desenganem-se. O MRB está para durar e não vai parar!


Nunca é demais repetir

Se algum dia tiver funções de chefia, e muito particularmente com implicações sociais, os meus dois principais conselheiros ou assessores serão, naturalmente, pessoas da minha maior confiança.

Todavia, um pensará como eu e o outro defenderá precisamente o contrário do que acredito!


Lições esquecidas ou nunca lidas

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“(…) muitos economistas esperam que o remédio definitivo possa ser o campo da política monetária, compatível até com o liberalismo do século XIX. Outros, é certo, crêem que o verdadeiro sucesso só pode vir da gestão criteriosa de obras públicas, a levar a cabo em grande escala. Isto pode acarretar restrições mais sérias no campo da concorrência, e, a enveredar-se por este caminho, há que proceder com cuidado, caso queiramos evitar que toda a actividade económica se torne progressivamente mais dependente da orientação e do volume dos gastos governamentais.”

Friedrich August von Hayek – O Caminho para a Servidão (1944)


Quem disse? (2)

“Os socialistas acreditam em duas coisas que são absolutamente diferentes e talvez até contraditórias:
liberdade e organização.”


É curioso!

“If you tell a lie big enough and keep repeating it, people will eventually come to believe it. The lie can be maintained only for such time as the State can shield the people from the political, economic and/or military consequences of the lie. It thus becomes vitally important for the State to use all of its powers to repress dissent, for the truth is the mortal enemy of the lie, and thus by extension, the truth is the greatest enemy of the State.”

Quem disse isto?
Quem pratica esta máxima?


Mais uma pérola!

Mais uma pérola do nosso Primeiro-Ministro!

 

Sobre as opiniões de Alexandre Soares dos Santos, que declarou ser necessário que os políticos digam a verdade aos cidadãos, principalmente quando lhes pedem sacrifícios, José Sócrates afirmou não ter por “função dar lições de boa educação ao empresário, sublinhando que não basta ser rico para ser bem-educado” (aqui).

Não sei se José Sócrates é rico (mais do que eu será de certeza), mas sei que na boa educação é comedido e que encara a verdade como um valor integralmente  relativo.


“Raros são os políticos …”

Num artigo de opinião, publicado no jornal Folha de S. Paulo, José Sócrates elogia Lula da Silva, Presidente do Brasil em fim de mandato.

“Raros são os políticos que dão o seu nome a um tempo”, afirma.

Pergunto-me se não estaria frente ao espelho quando escreveu, ou ditou, esta frase?

Terá noção que o seu nome será associado a um mau tempo? Que poucas saudades deixará? E que será apontado como um exemplo dum período em que a esquerda não soube governar?


Citações (5)

The only function of economic forecasting is to make astrology look respectable.
Erza Solomon (Psychology Today, March, 1984)


Na blogosfera (3)

Eis um bom post, sobre o qual devemos reflectir: senso comum por rui a.

(…) A verdade, porém, é que, quer em política quer em economia, não podemos nunca determinar antecipadamente as consequências pretendidas das nossas acções. Excepto em certos casos, como bem notou Gut Sorman no seu último livro (A Economia não mente), em que podemos saber, por experiência e erros cometidos, que certos caminhos levam inexoravelmente a maus resultados. Ou seja, há coisas que sabemos que nunca devem ser feitas, embora a probabilidade de acertar em como as coisas devem ser feitas seja muito reduzida (…).


Dúvidas

Segundo o n.º 3 do Artigo 1º dos actuais Estatutos do BE, “O Bloco de Esquerda defende e promove uma cultura cívica de participação e de acção política democrática como garantia de transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e opressão.”

E quando o socialismo é que é exploração e opressão?

Ou os exemplos históricos não contam?


Na blogosfera (2)

POLÍTICOS!

 

“Homens com ambição
são políticos sem convicção.

Quer no governo,
quer na oposição,
o que dizem num momento, desdizem noutro,
consoante a posição que detêm:
governo ou oposição.

Fazem leis sem ciência!
Na urgência do instante,
sem consideração pelo futuro,
pelo voto sem consciência,
na protecção da imunidade.

Porque o partido não é individual
e o partido é a justificação total.
Sem ele, não são políticos!
Sem ele, são responsabilizados!

Políticos!
Sejam de esquerda,
sejam de direita,
tem preocupações comuns:

A demagogia,
pela qual obstruem e afundam a democracia.
E o bem-estar.
Os políticos preocupam-se com o bem-estar.

Com o deles!”

 in Aforismos e Reflexões [Poética]


Na blogosfera

“Ouvir Francisco Louçã deixa-me de olhos esbugalhados em frente à televisão a pensar que mais cedo ou mais tarde terei de pedir exílio. É completamente incompreensível que o quadro político-partidário português, ao fim de mais de três décadas de democracia, tenha como grande esperança o Bloco de Esquerda. É tempo de reflectirmos a sério sobre duas coisas: para que lado segue um país que continua com um sério preconceito em votar à direita e por que motivo se revêem as pessoas num partido cuja ideologia repugna a maioria dos seus eleitores (ainda que não tenham consciência disso)? O Bloco é um partido fortemente vincado pelo comunismo, marxismo, leninismo, maoísmo e outras alarvidades terminadas em “ismo”. Com o passar do tempo, tudo isto foi desprezado pelas pessoas, assustadas com novas ditaduras. O Bloco não é democrático. Tudo aquilo é demagogia …”


Braços Cruzados

Para além de alguns “excessos”, característicos da sua personalidade, nada a dizer das análises do Medina Carreira.

Nos últimos tempos, a única coisa que não gostei de ouvir dele foi, numa entrevista com o Mário Crespo, ter afirmado que dificilmente iria votar.

Só há duas maneiras de modificar as coisas:
através do sistema, exercendo o voto;
ou alterando o sistema.

Como os detentores da capacidade de alterar o sistema não o fazem pois serão os principais prejudicados, só através duma revolução é que o sistema será modificado.

Sempre que pessoas esclarecidas afirmam que não votam, lembro-me de Edmund Burke:
“Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”.

Não votar é ficar de braços cruzados, permitindo que outros decidam, por nós, o nosso futuro.


Platão, Aristóteles e os políticos portugueses

Quando os políticos portugueses se referem aos filósofos gregos, fico sempre com a pulga atrás da orelha.

Na Universidade de Verão que o PSD organizou este ano, na sua intervenção, Marques Mendes pediu mais ética na política e afirmou que pessoas arguidas em processos não deviam constar nas listas dos partidos. No dia seguinte, Paulo Rangel afirmou-se contra essa possibilidade, por ser contra a presunção de inocência e outros direitos individuais, referindo ser necessário que Platão e Aristóteles fossem mais lidos pelos políticos.

Se é verdade que há falta de políticos que tenham lido Platão e Aristóteles, aparentemente quem os leu não os entendeu.
No tempo de Platão e de Aristóteles os direitos individuais, onde se inclui a presunção da inocência, eram inconcebíveis. E a ética, sendo indissociável da vida pública, era imprescindível na política.


Des – Conhecimento

Des vs Conhe

 

A Filosofia ajuda-nos a perceber que
não só o potencial de aumento de conhecimento é geometricamente proporcional ao universo do desconhecido,
como também o desconhecimento aumenta à medida em que mais é conhecido.

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Philosophy helps us to realize that
not only is the potential to increase knowledge geometrically proportional to the universe of the unknown,
but also that the unknown increases as more is known.


Homens extraordinários

“A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes.”

“Liberdade significa responsabilidade, é por isso que a maioria das pessoas a teme.”

 

George Bernard Shaw
1856-1950


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Palavra Viva

No dia em que a Constituição da República Portuguesa for encarada como um mero símbolo, desprovido de chama e de respeito, esse dia significará o fim do Estado e do regime democrático.

A lei por excelência tem que ser palavra viva. Sempre!
Só assim será uma constante de luz para todos os cidadãos e seus representantes eleitos.

É por isso que deve estar de acordo com os tempos.
Não pode, pois, ser apenas parcialmente alterada.

“I am not an advocate for frequent changes in laws and constitutions, but laws and institutions must go hand in hand with the progress of the human mind. As that becomes more developed, more enlightened, as new discoveries are made, new truths discovered and manners and opinions change, with the change of circumstances, institutions must advance also to keep pace with the times”.
THOMAS JEFFERSON


Citações (4)

“At any given moment there is an orthodoxy, a body of ideas which it is assumed that all right-thinking people will accept without question. It is not exactly forbidden to say this, that or the other, but it is ‘not done’ to say it, just as in mid-Victorian times it was ‘not done’ to mention trousers in the presence of a lady. Anyone who challenges the prevailing orthodoxy finds himself silenced with surprising effectiveness. A genuinely unfashionable opinion is almost never given a fair hearing, either in the popular press or in the highbrow periodicals.”

George Orwell, 1945, The Freedom of the Press.

“Num determinado momento existe uma ortodoxia, um corpo de ideias que todas as pessoas bem pensantes devem aceitar sem questionar. Não estão proibidos de dizer isto, aquilo ou aqueloutro, mas não é próprio dizê-lo, da mesma maneira que não era próprio mencionar «calças» diante de uma senhora em meados da era vitoriana. Todo aquele que desafia a ortodoxia dominante, dá por si silenciado, com uma eficácia surpreendente. Uma opinião genuína fora da norma, praticamente nunca tem direito a uma audiência justa, tanto na imprensa popular como nos periódicos eruditos.”


Citações (3)

“I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around [the banks] will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered. The issuing power should be taken from the banks and restored to the people, to whom it properly belongs.”

“I am not an advocate for frequent changes in laws and constitutions, but laws and institutions must go hand in hand with the progress of the human mind. As that becomes more developed, more enlightened, as new discoveries are made, new truths discovered and manners and opinions change, with the change of circumstances, institutions must advance also to keep pace with the times”.
THOMAS JEFFERSON


Citações (2)

“O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.”
RABINDRANATH TAGORE

“É o coração que sente Deus e não a razão.”
BLAISE PASCAL

“Entre ‘Deus existe’ e ‘Deus não existe’ estende-se um campo muito vasto, que um autêntico sábio atravessa com grande esforço.”
ANTON TCHEKHOV

“O homem propõe, Deus dispõe.”
THOMAS KEMPIS


Citações

“O sufrágio universal é a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças, não tendo ao seu lado nem a audácia, nem o talento”
P. BOURGET

“Por mais que procure a verdade nas massas, não a encontro. Só nos indivíduos.”
E. DELACROIX

“Poucos Homens são Homens – dai que seja extremamente «indecente» que sejam estabelecidos os Direitos do Homem, como se existissem realmente. Sede Homens e os direitos do Homem irão até vós, por si mesmos.”
NOVALIS

“Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos.”
D. DIDEROT


Citações e os tempos

Passados seis anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, o mundo mudou. Os tempos são outros. Será que pensamentos expressos outrora são capazes de reflectir os dias de hoje?

Por exemplo, a problemática gerada à volta do acontecimento supra mencionado levou, um pouco por todo o mundo, mas com especial ênfase nos Estados Unidos da América, ao implementar de variadas medidas que, ao reforçar a segurança, restringiram as liberdades cívicas dos seus cidadãos.

Em comentários elaborados sobre conjunturas análogas, experimentadas em distintos períodos da história, foram, entre outras, expressas as seguintes afirmações:

“Aqueles que prescindem de liberdade por segurança temporária, não merecem nem liberdade nem segurança” BENJAMIN FRANKLIN;
“Mas, quando a Constituição de um governo se desvia da liberdade, esta nunca será reposta. A liberdade, uma vez perdida, é-o para sempre” JOHN ADAMS;
“Eu não defendo mudanças frequentes nas leis e nas Constituições, mas as leis e as instituições devem andar de mão dada com o progresso da mente humana. À medida que este se desenvolve, se torna mais esclarecido, que novas descobertas e verdades são feitas e que os comportamentos e opiniões mudam, com a transformação das circunstâncias, as instituições devem evoluir para acompanharem os tempos.” THOMAS JEFFERSON.

Por sua vez, ainda dentro deste tema, realçando uma perspectiva diferente, talvez devido ao correr do tempo, WOODROW WILSON disse: “A liberdade nunca nasceu do governo. A história da liberdade é uma história de resistência. A história da liberdade é uma história de limitações ao poder governamental, e não do seu aumento”.

Sabendo quem foram os perpetuadores dos atentados às torres gémeas e os motivos por eles sustentados como justificação para esses actos, não deixa de ser irónico que, segundo LORD ACTON, “a maneira mais fidedigna de se ajuizar o grau de liberdade de um país seja a amplitude de segurança gozada pelas suas minorias”.

E que outras consequências emergiram do já referido momento?

Das opções tomadas, resultou a guerra contra o terrorismo. Ora, os tempos de guerra não são períodos normais. E, de acordo com JIMMY CARTER, “às vezes, a guerra pode ser um mal necessário. Mas, apesar da sua urgência, será sempre um mal e nunca um bem. Não é pela matança dos nossos filhos que nós aprenderemos a viver juntos em paz”. Contudo, uma vez tomada a decisão, devemos apoia-la até ao fim. Mesmo quando não concordamos com ela. Mesmo quando más decisões estratégicas são postas em pratica.

Ter iniciado as operações no Iraque sem ter consolidado a situação no Afeganistão, poderá representar um preço muito alto. Como consequência, temos duas frentes de guerra e estamos em maus lençóis em ambas. Já não se trata apenas de retirar do Iraque. Possivelmente, também estamos perante o primeiro desaire da NATO. Assim, no limite, o seu custo será tanto a segurança como a liberdade. Consequentemente, será necessário cerrar ainda mais as fileiras.

E até à reposição da normalidade, as palavras de ADAMS, CARTER, FRANKLIN, JEFFERSON e WILSON permanecerão a ecoar nas nossas mentes.

Ler ou, para alguns, reler pensamentos anteriormente expressos e tentar adequa-los aos tempos experimentados não deixa de ser um exercício engraçado. Foi precisamente essa a intenção desta reflexão. No entanto, é pertinente equacionarmos se os autores referenciados fariam as mesmas afirmações nas circunstâncias de hoje.

Independentemente dessa possibilidade, o dilema – se assim for encarado – é que se não estamos dispostos a prescindir da liberdade por segurança, então é bom estarmos prontos a lutar, e morrer, por essa liberdade. Como muito bem disse JOHN QUINCY ADAMS: “o dever é nosso, o resultado é de Deus”.

Por incrível que pareça, consciente ou inconscientemente, a escolha será sempre efectuada. Talvez até já esteja pré seleccionada! Afinal, todos (?), possuímos o instinto da sobrevivência.

Os tempos são de escolhas. E as escolhas fazem as citações dos tempos.

13 de Setembro de 2007