Na base do conhecimento está o erro

Sociais-democratas à esquerda do PCP.

As acólitas de Francisco “Tele-evangelista” Louçã – o homem que aderiu à Liga Comunista Internacional (LCI), partido político (fundado em 1973) de matriz trotskista que se declarou como a secção portuguesa da IV Internacional, e que em 1978 se fundiu com o partido revolucionário dos trabalhadores (PRT), originando, um ano depois, o partido socialista revolucionário (PSR), – Catarina Martins e Marisa Matias são sociais-democratas.

Tinha a ideia de que os trotskistas, à semelhança do que Marx tinha afirmado, defendiam a mudança da sociedade pela via da revolução, preferencialmente permanente, desprezando a via evolucionária e reformista preconizada por Ferdinand Lassalle (fundador da social-democracia), que foi revista e aperfeiçoada por Eduard Bernstein.

Este tipo de contradições não é novidade nos bloquistas. Se tiverem de renegar aquilo em que acreditam, fazem-no sem qualquer problema. Há uma divisão essencial no socialismo: os que são democratas e os que são totalitários. Um dos fundamentos para essa divisão reside precisamente na forma de mudança da sociedade. A social-democracia é democrática, o trotskismo não.

Recorde-se que Francisco “Tele-evangelista” Louçã, juntamente com o seu camarado Luís Fazenda, depois de eleitos para a Assembleia da República, fizeram uma birra por quererem sentar-se à esquerda do PCP. Pouco tempo depois, a 21 de julho de 2005, numa entrevista ao Público, Francisco Louçã afirmou que queria ser uma alternativa ao governo socialista, ou seja, ao PS. Contudo, na mesma entrevista Louçã definiu o BE como “socialista do século XXI”. E que tipo de socialismo defende o BE? Segundo o próprio tele-evangelista, pela radicalidade e transformação política consistente com o posicionamento do BE à esquerda do PCP (2 de março de 2008, DN).

A social-democracia não fica à esquerda do PCP. Fica à direita do PS. O tele-evangelista e as suas acólitas sabem-no perfeitamente. São hipócritas, desonestos e populistas, disponíveis para serem o que for necessário ser para terem mais um voto.

Ao fazê-lo demonstram toda a sua incoerência face ao que defendem ideologicamente.

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