Na base do conhecimento está o erro

A favor dos jovens portugueses. Contra a arquitectura de Torremolinos!

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Portugal, segundo dizem, começa a (r)emergir das trevas da austeridade. Sim. Segundo dizem! Perdoem-me por não ser mais categórico, mas, enquanto não houver um consenso “geringôncio” sobre o assunto, não o poderei fazer (recentemente a Catarina Martins disse que ainda não estavam reunidas as condições para acabar com a austeridade).

Todavia (nestas coisas é sempre aconselhável seguir a cartilha oficial), agora que Portugal recomeça a trilhar o caminho para a luz e para o esclarecimento, é necessário ter uma atitude complacente e de compreensão para com aqueles que viveram tempos de um rigor obscurantista. Afinal, os efeitos da austeridade em Portugal foram tão nefastos que afectaram os alicerces do futuro, danificaram a estrutura das oportunidades e, pasme-se, até atingiram as desigualdades biológicas, repito, biológicas, inerentes à condição humana. Ou seja, não foi apenas a arquitectura que foi afectada. Os jovens foram-no muito mais!

Um país até pode dispensar a arquitectura, mas sem juventude não terá futuro. E o capital mais importante que os jovens possuem é a sua capacidade de expressão, independentemente da forma em que a mesma se manifesta.

É consciente desta circunstância que vou elaborar a petição – A favor dos jovens portugueses. Contra a arquitectura de Torremolinos! – para apoiar os jovens finalistas portugueses, cujo elevado comportamento merece ser reconhecido. E espero que a maioria dos portugueses a subscreva.

É impensável aplicar medidas de austeridade à criatividade dos jovens, especialmente, à física. Os pobrezinhos já se sentem demasiado diminuídos. É por isso que expurgam as suas frustrações na decoração, e por maioria de razão, naquela que implica um complemento físico. Sejamos honestos. Os actos dos jovens portugueses em Espanha não podem, nem devem ser perspectivados como uma mera expressão artística. Não. A sua postura atingiu um nível de sublimação! E pode muito bem ser o inicio duma revolução que irá modificar toda arquitectura da sociedade. Ora, oportunidades destas não surgem todos os dias.

Por esta razão, a petição, para além de defender que passe a ser obrigatório proporcionar aos jovens este tipo de oportunidades, também sugere que os passeios dos finalistas portugueses não se confinem a Espanha. A Europa tem outros países que merecem ser visitados. E, por fim, igualmente não esquece Portugal. Seria antipatriótico fazê-lo. Existe por aí muita construção que necessita dos melhoramentos que resultam deste tipo de expressão.

Que não haja enganos. Como este tipo de comportamento já está assegurado, devemos garantir a sua perpetuação. O Portugal de amanhã, tal como o de hoje, agradecerá.

Conto com a vossa assinatura!

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