Na base do conhecimento está o erro

Archive for January, 2017

Democracy Requirement(s)

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To President Trump, as it was to his predecessors, all that is, or should be, obligatory are decisions in accordance with his own conscience and within the limits of the law. Nothing more is required. He is entitled to decide as he sees fit and not as we would prefer.

I do accept his democratic victory. However, such acceptance does not mean that I must endorse his decisions. In fact, regardless of my political affiliations, I consider my foremost duty not to blindly accept every political decision.

Question our elected leaders, either the President, Senators, or Congressmen, is a fundamental prerequisite of democracy. And especially the leaders of our own political party and/or affiliation should and have to be questioned.

So, when facing a decision with which I disagree, I will always express my viewpoint without ever trying to impose it.

Ao Presidente Trump, tal como com os seus predecessores, tudo o que é, ou deve ser, exigido são decisões de acordo com a sua consciência em conformidade com os limites da lei. Nada mais é exigível, pois ele pode decidir como entender e não como nós preferiríamos.

Eu aceito a sua vitória eleitoral. Contudo, a minha aceitação não implica um apoio às suas decisões. Na verdade, independentemente das minhas posições políticas, considero ser o meu maior dever não aceitar cegamente toda e qualquer decisão política.

Questionar os nossos representantes eleitos, seja o Presidente, o Primeiro-Ministro ou os Deputados, é um pré-requisito essencial da democracia. E devem particularmente ser questionados os líderes do nosso próprio partido ou afiliação política.

Assim, perante uma decisão com a qual discordo, expressarei sempre a minha opinião sem nunca a impor.


Sem responsabilidade não há liberdade!

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Eis algo que muita boa gente, incluindo alguns presidentes, não compreende.

Pior, recusam-se a aceitar!


Trumpism. “Alternative fact”?

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I know what are alternate realities or parallel universes. But, “alternative facts”? What the hell are “alternative facts” supposed to be?

Should we prepare ourselves for a new order? “The” Real New Order! Where reality is fiction and “alternative facts” constitute the only valid way to understand the world or to be part of it?

Or are we just reliving the past? Does anyone remember the Second Red Scare, the troubled period better known as McCarthyism, that plagued the United States of America from 1950 to 1957? McCarthyism, defined as “the practice of making unfair allegations or using unfair investigative techniques, especially in order to restrict dissent or political criticism”, and which still represents today an undeniable regression in terms of civil liberties and individual rights, began to wither away due to the courage and posture of several persons, including journalist Edward R. Murrow, who, at the time, stated: “We must not confuse dissent with disloyalty. We must remember always that accusation is not proof and that conviction depends upon evidence and due process of law.”

Trump is in open war with the press. But not only. Trump confronts and discards all those who disagree with him. Trump is not available to the plurality of opinions. Hence, he prefers twitter, where there is no dialogue, but rather a monologue. Although this behavior is not new to Trump, the truth is that it became more pronounced since the announcement of his candidacy for the presidency of the United States and that, after his election, it seems that it will be established as a norm of conduct.

Will Trumpism have the same consequences of McCarthyism? The question is pertinent. Unquestionably, both practices of unfounded accusations and demagogic offenses against the character of opponents, whether political or not, are visible. In addition, we have to remember that times are different and that the breadth of individual freedoms and of the civic rights was considerably limited with the Patriot Act. Finally, as we are not seeing the execution of a planned strategy but rather the application of a distorted way of understanding democracy, and considering the fractured posture of “either with me or against me” or “leave, or you will be expelled”, trumpism, and its rules, does not augur a good future to the American democracy.

Negative circumstances which represented significant social setbacks and that were overcome in the past now seem to be rising from the grave. Compared with the populism that is now being asserted, the communism of the 1950s appears as a lesser threat. Finally, as if populism were no longer dangerous, elite populism, practiced and endorsed by Trump, contains in itself the seeds of even more harmful political and societal effects.

There is indeed a tendency for the repetition of certain historical cycles. I hope that advocates of plurality and difference of opinion will not fade away, that the press can persist, and that the truth will not vanish.

Only in this way can the definitive establishment of the corpocracy be averted. Not the one considered by Derber, Sachs, or Winters, among others, but rather a distorted oligarchy who would be nothing more than the capitalist version of Trotsky’s vision.

One thing is for sure. Trumpism is not an “alternative fact.” It’s both real and dangerous.

 

P.S. – Make no mistake. Trump is anything but a Republican. Trump is an egocentric narcissist devoid of moral principles.


Trumpismo. Facto alternativo?

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Eu sei o que são realidades alternativas ou universos paralelos. Mas, “factos alternativos”? Que diabo são “factos alternativos”?

Devemos prepararmo-nos para uma nova ordem? A Verdadeira Nova Ordem! Onde a realidade é ficção e os “factos alternativos”, definidos propositadamente, constituem a única maneira de entender o mundo ou de a ele pertencer?

Ou estaremos apenas a reviver o passado? Alguém se recorda da segunda ameaça vermelha, o conturbado período, mais conhecido por macartismo, que assolou os Estados Unidos da América nos anos de 1950 a 1957? O macartismo, que foi definido como a “prática de fazer alegações injustas ou utilizar técnicas investigativas injustas, especialmente para restringir o dissenso ou a crítica política” e que ainda hoje representa um indubitável retrocesso no que respeita às liberdades civis e aos direitos individuais, começou a definhar devido à coragem e postura do jornalista Edward R. Murrow, que, à época, afirmou: “Não devemos confundir dissidência com deslealdade. Devemos lembrar-nos sempre que a acusação não é prova e que a convicção depende de provas e do devido processo legal”.

Trump está, como bem observou a Helena Coelho, em guerra aberta com a imprensa. Mas não só. Trump agride e descarta todos aqueles que não concordam com ele. Trump não está disponível para a pluralidade de opiniões. Daí que prefira o twitter, onde não há diálogo, mas monólogo. Ora, apesar de este comportamento não ser uma novidade em Trump, a verdade é que se acentuou a partir do anúncio da sua candidatura à Presidência dos EUA e que, após a sua eleição, parece que se irá estabelecer como a norma vigente.

Terá o trumpismo as mesmas consequências do macartismo? A pergunta é pertinente. Inquestionavelmente, verificam-se não apenas as mesmas práticas de acusações parcamente fundamentadas, como também as ofensas demagógicas ao caráter dos adversários, sejam estes políticos ou não. Para além disso, convém não esquecer que os tempos são outros e que a amplitude das liberdades individuais e dos direitos cívicos foi consideravelmente limitada nos EUA com a entrada em vigor do Patriot Act. Finalmente, não se verificando aqui a execução de uma estratégia pensada, mas somente a aplicação de uma maneira distorcida de entender a democracia e considerando a atitude fracturante do «ou estás comigo ou contra mim», «se não estás bem, muda-te» (ou serás expulso), o trumpismo, e as suas regras, não auguram um bom futuro para a democracia norte-americana.

Circunstâncias anteriormente erradicadas, que representaram retrocessos sociais significativos, parecem estar a reerguer-se do túmulo. Ao lado do populismo que hoje se afirma, o comunismo dos anos 50 do século passado não passa duma ténue ameaça. E como se o populismo já não fosse perigoso, o populismo-elite, praticado por Trump, contém em si efeitos ainda mais nefastos.

Existe, efectivamente, uma tendência para a mimética que reproduz determinados ciclos. Oxalá os defensores da pluralidade e da diferença de opinião não desvaneçam. Oxalá a imprensa persista. Oxalá a verdade não desapareça.

Só assim poderá ser evitada a instituição definitiva da corporacia. Não a considerada por Derber, Sachs ou Winters, entre outros, mas antes uma oligarquia travestida que mais não seria do que a versão capitalista da visão de Trotsky.

Uma coisa é certa. O Trumpismo não é um “facto alternativo”. É real e perigoso.


Trump’s Decalogue

 

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Judging by Sean Spicer and Kellyanne Conway reactions

as well as Steve Bannon´s attitude,

nowadays these are the ruling commandments!

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Trump inauguration – The same as it ever was!

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Trump inauguration address was no surprise to me. Unlike many of my friends, I always paid close attention to non-verbal language and to psychologic profiles. As such, and as expected, President Trump will be just plain old Trump. Nothing more, nothing less.

In its core, Trump’s speech is not new. Every President’s primary concerns are internal and not external. Should we strange a patriotic speech? Of course not. Similarly, an isolationist speech is not a novelty. Although being rarer among republicans discourses today, there are many historical moments where patriotism and isolationism were the main republican topics. However, what is really innovative is Trump’s willingness to a closer relation with Russia. To the best of my knowledge, none of the past republican Presidents expressed such will or desire.

Donald Trump is not a Republican. He never was. And he is not a Rino either. Like most things throughout his life, the Republican party is simply an instrument, a tool to achieve a goal or to close a deal. Trump is a “Trumplican”. In fact, as he himself would say: “I’m the real trumplican, the only real trumplican. Which is yuge and bigly!”

Does Trump embody what we understand as a bully, a nationalist, a populist, a xenophobe? Yes, he does. However, the question must be: Is he aware of that? You see, sometimes is not just about perception. And if by any small probability Donald Trump is mindful of his own behavior, he simply does not consider such characteristics as negative and/or reprehensible.

As a political science and international relations researcher, in a certain way and to some extent, I’m looking forward to see what Trump’s presidency will bring. Both internally as externally.

Despite we can safely affirm that Trump will not fulfil most of his campaign promises, avoiding, to a certain degree, clashes with the Senate and the House of Representatives, we also can assert that unpredictability will be the rule. As such, the relation between the executive and legislative branches will be very interesting to follow. Furthermore, the same can be expected about Trump’s international stances.

Lastly, but certainly not least, in a significant reversal, Wall Street took over the White House. What’s next? What will happen to the balance between the political and economic spheres? What will happen to democracy?

For better or for worse, a new spectrum of possibilities emerges.

[If, in a sense, Trump is the same as he ever was, should we let the days go by?]


E se? (IV) – bancos e a manutenção no poder

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Mário Draghi, Presidente do Banco Central Europeu (BCE), acaba de decidir manter os estímulos à economia para lá de 2017.À primeira vista, referindo-se a um dos dados em análise, são boas notícias, pois o BCE está a permitir o continuar do crescimento artificial da economia portuguesa e, por arrasto, da geringonça. Todavia, existem condicionantes no horizonte: o Novo Banco (NB) e a Caixa Geral de Depósitos (CGD). E se é verdade que a CGD não representará dificuldades de maior, o mesmo já não pode ser afirmado sobre o NB. Para todos os efeitos, o NB é (mais) uma espada de Dâmocles que pende sobre o executivo português.

No caso duma nacionalização do NB, o governo de António Costa manterá o apoio parlamentar que o sustenta. Contudo, a reacção dos mercados financeiros não lhe será favorável e a disponibilidade de o BCE para sustentar artificialmente a economia portuguesa, tendo em conta os custos de tal decisão, diminuirá substancialmente. Se, pelo contrário, optar pela venda do NB, António Costa sabe que preserva os apoios financeiros e que perde o suporte dos seus parceiros da coligação parlamentar.

Por outras palavras, o PS precisa duma maioria absoluta ou, pelo menos, de liderar um governo de coligação à direita para decidir sobre o NB. Na hipótese da reedição dum governo central (PS e PSD), poderá tal executivo ser constituído com Pedro Passos Coelho?

Ora, uma decisão sobre o futuro do NB não ocorrerá antes da votação sobre a TSU. Como tal, considerando a urgência e o timing, a decisão sobre esta última afigura-se como o momento ideal de António Costa para a cisão da geringonça e, simultaneamente, para onerar o PSD com as consequências do seu voto no Parlamento.

Porém, se este é o momento para Costa, o mesmo não é verdade para o líder do PSD. Pedro Passos Coelho devia aguardar até ao dia em que fosse votada a decisão sobre o NB. É nessa altura que a geringonça colapsará por si só. É nessa altura que António Costa não tem margem de manobra para condicionar o PSD.

 


E se? (III) – uma espécie de moção de censura

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Em 1987, o governo minoritário liderado por Cavaco Silva (PSD) caía na sequência duma moção de censura apresentada por Hermínio Martinho (PRD) e da consequente dissolução da Assembleia da República (AR) e convocação de eleições legislativas determinadas pelo Presidente da República, Mário Soares.

É certo que as condições e as circunstâncias eram completamente diferentes das que hoje vivenciamos.  Contudo, não estaremos perante um evento análogo? Não poderá a votação parlamentar sobre a TSU vir a representar uma espécie de moção de censura?

O chumbo da TSU na AR não implica a queda do governo. Não é uma moção de censura, uma moção de rejeição do programa e/ou uma moção de confiança. Todavia, poderá precipitar a demissão de António Costa. Logo, não está nas mãos do PSD fazer com que a esquerda termine a legislatura. Quem, em primeiro lugar, pode fazê-lo é o Primeiro-ministro. Seguidamente, tal capacidade cabe ao Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa pode recusar a demissão de António Costa. Resta saber se o fará. Será para o país mais vantajoso tal permanência? Ou será que, face às dificuldades que se aproximam, não é mais aconselhável uma solução de governo alternativa?

E para os actores principais, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, onde cai a sua preferência? Pode António Costa dar-se ao luxo de esperar?

Nos posts anteriores, fiz uma referência às possibilidades políticas [E se?] e aos contornos actualmente disponíveis [E se? (II) – uma hipótese]. Efectivamente, tanto condições como as circunstâncias presentes são distintas das anteriormente vividas. Mas também a manipulação política era outra.

Espero que o PSD esteja ciente de todas as consequências em jogo. Que não esteja a ser “empurrado” para determinado desfecho. E que esteja somente a preparar-se para o combate político que se aproxima.

P.S. – não dou como garantida a vitória socialista nas autárquicas.


We Are the Last Defense Against Trump by Daron Acemoglu

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We Are the Last Defense Against Trump: America’s institutions weren’t designed to resist a modern strongman. That leaves civil society.

In the second half of the 20th century, the main threat to democracy came from the men in uniform. Fledgling democracies such as Argentina, Brazil, Chile, Thailand, and Turkey were set back by dozens of military coups. For emerging democracies hoping to ward off such military interventions into domestic politics, Western European and American institutions, which vested all political authority in the hands of elected civilian governments, were offered as the model to follow. They were the best way to ensure that democracy, as Juan Linz and Alfred Stepan famously put it, became “the only game in town.”

Far from most thinkers’ minds was whether Western institutions might be inviting a different threat to democracy — personal rule, in which civilian state institutions such as the bureaucracy and courts come under the direct control of the executive, and the lines between the state’s interests and those of the ruler begin to blur. Most believed personal rule was something that applied only to the worst of the tin-pot dictatorships, such as that of Mobutu Sese Seko in Zaire, Daniel arap Moi in Kenya, or Sani Abacha in Nigeria. The checks and balances built in the fabric of Western institutions, the thinking went, would withstand any such usurpation.

Yet today we are coming to discover that contemporary democracy has its own soft underbelly — not so much a weakness against a cabal of colonels conspiring a violent takeover of government, but the gutting of state institutions and the incipient establishment of a variant of personal rule. Examples of personal rule include Venezuela under Hugo Chavez, Russia under Vladimir Putin, and Turkey under Recep Tayyip Erdogan. These differ from the Mobutus, arap Mois and the Abachas of the world, because they are engineered by democratically elected leaders and maintain a much higher degree of legitimacy among some segments of the population But they still showcase how this process can irreparably damage institutions and hollow out democracy. Now, these examples are poised to include America under Donald Trump.

Trump appears to share several political goals and strategies with Chavez, Putin, and Erdogan. Like them, he seems to have little respect for the rule of law or the independence of state institutions, which he has tended to treat as impediments to his ability to exercise power. Like them, he has a blurred vision of national and personal interests. Like them, he has little patience with criticism and a long-established strategy of rewarding loyalty, which can be seen in his high-level appointments to date. This is all topped by an unwavering belief in his abilities.

What makes America vulnerable to being blindsided by such a threat is our unwavering — and outdated — belief in the famed strength of our institutions. Of course, the United States has much better institutional foundations and a unique brand of checks and balances, which were entirely absent in Venezuela, Russia, and Turkey. But many of these still won’t be much help against the present threat. Not only are America’s institutions particularly ill-equipped, in this moment, to stand up against Trump; in some cases they may actually enable him.

The first bulwark against any sort of personalizing threat to U.S. institutions is the country’s vaunted separation of powers. The legislature, elected separately from the executive, is supposed to stop in its tracks any president attempting to exceed his authority; it has indeed acted in this fashion during frequent periods of divided government, and when lawmakers on the Hill could follow their own constituencies’ wishes and their own principles.

Their capacity to do this, however, is much less true today, thanks to a historic rise in polarization between Republicans and Democrats and a pronounced shift toward party discipline. Consequently, as political scientists Nolan McCarty, Keith Poole, and Howard Rosenthal document in their book Polarized America, House members and senators are now very unlikely to deviate from their party line. Such a rise in partisanship comes at the worst possible time, just as these protections are needed most. But given how quickly the Republican Party has regrouped around Trump on most issues, it would be optimistic to imagine a principled resistance to his appointments and most policy initiatives from a Republican-dominated Congress.

And so it follows, in turn, that the check on presidential power from an independent judiciary, the second leg of the separation of powers stool, is also unlikely to hold up. In truth, judicial independence in the United States has always been somewhat precarious, dependent on norms much more than rules. The president not only appoints justices to the Supreme Court and top federal judges (a prerogative Trump appears set to fully utilize), but also controls the Department of Justice through his attorney general. Any institutional resistance to inappropriate nominees would only be offered up by Congress, which, as discussed, seems poised to take Trump’s machinations lying down. And so the judicial institutions, too, are headed toward pliancy.

America’s weakest point when it comes to resisting personal rule may lie in the executive’s unique relationship with the institution that makes up the very heart of government: the bureaucracy itself.

But America’s weakest point when it comes to resisting personal rule may lie in the executive’s unique relationship with the institution that makes up the very heart of government: the bureaucracy itself. In many other countries, such as the United Kingdom and Canada, where most of the bureaucracy and high-level positions in the judiciary are non-partisan civil servants, state institutions can go about the business of governing while remaining mostly immune to executive attempts to establish personal rule. Not so much in the United States, where Trump is appointing his people to oversee 4,000 high-level posts in the civil service and the judiciary, essentially shaping a bureaucracy ready to do his personal bidding. This is the sort of power that the likes Chavez, Putin, and Erdogan had to acquire more slowly. (Erdogan, for example, is still locked in an epic struggle to change the Turkish Constitution to officially assume the powers of an executive presidency, even if he has already acquired many of those powers in practice.)

Why is the United States so defenseless in the face of the Trump threat? Because, to a large extent, the Founding Fathers wanted it this way. As Woody Holton recounts in Unruly Americans and the Origins of the Constitution, despite the emphasis on the separation of power in the Federalist Papers, the main struggle that Alexander Hamilton, James Madison, and George Washington were engaged in was to build a strong federal government and reduce the excessive powers granted to the states in the Articles of Confederation, which had left the country in close to complete chaos. The separation of powers was meant only as a counterbalance to this strong presidency.

In this, they succeeded, but only partially. The U.S. president is indeed hugely powerful in the extent to which he can shape not only foreign but also domestic policy, especially if he can get Congress behind him. However, his hands are tied when it comes to the states’ rights, a concession that the framers had to give to powerful state representatives to garner enough support for the Constitution. This is the reason why some of the strongest resistance shaping up to Trump’s policies is already coming from states like New York and California, where governors have pledged to stand against his immigration policies.

But over time, the federal government has grown, as it has accrued, by necessity and choice, ever more responsibility in domestic and international politics. States, by contrast, have far less power than they did at the end of the 18th century. Massachusetts and Vermont can resist federal policies, creating, perhaps, little liberal policy bubbles. They can have very little impact, however, on the personalization of the country’s most powerful levers of government, including the federal judiciary, dozens of major agencies, trade and fiscal policy, and foreign affairs. Nor can they do much to influence the perception of the new direction of U.S. politics in the minds of Americans and the world.

This leaves us with the one true defense we have, which Hamilton, Madison, and Washington neither designed nor much approved of: civil society’s vigilance and protest. In fact, this is not unique to the United States. What is written in a constitution can take a nation only so far unless society is willing to act to protect it. Every constitutional design has its loopholes, and every age brings its new challenges, which even farsighted constitutional designers cannot anticipate.

The lack – and in fact active discouragement — of direct social participation in politics is the Achilles’ heel of most nascent democracies. Many leaders of newly emerging nations in the 20th century, who professed as their goal the foundation of a democratic regime, all but prevented the formation of civil society, free media, and bottom-up participation in politics; their only use for it was mobilizing core supporters as a defense against other leaders seeking to usurp or contest power. This strategy effectively condemned their democracies to permanent weakness.

We saw this at work in Venezuela, Russia, and Turkey, where decades, if not centuries, of unfree media and prostrate civil society ensured there was no effective defense against the rise of personal rule. The U.S. tradition of free, rambunctious journalism, exemplified by the muckrakers and vibrant protest movements going back to Populists and Progressives should help us.

Yet there are reasons to be concerned that this last brake on executive power may, too, fail. Trump is in the process of being accepted and legitimized by American elites and the wider public. Just the knowledge that he will be the country’s next president confers upon him a huge amount of authority and respect. We avidly follow his appointments, his interviews, and his stream of consciousness on Twitter. Many pundits and public intellectuals are trying to see the silver lining, hoping against hope that he will govern as a moderate Republican. Many of my fellow economists are eager to give him advice so that he does not follow through on his disastrous pre-election economic plans.

When the previously unthinkable becomes normalized, it is easy for many to lose, or at the very least ignore, their moral compass. How quickly Trump’s brand of anti-immigrant and anti-Muslim rhetoric, off-the-cuff foreign policymaking, and systematic mixing of family and state are becoming accepted is more than a cause for passing concern.

We have to keep reminding ourselves that we do not live in normal times, that the future of our much cherished institutions depends not on others but on ourselves, and that we are all individually responsible for our institutions. If we lose them to a would-be strongman, we have only ourselves to blame. We are the last defense.


E se? (II) – uma hipótese

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Dados

Sondagens praticamente dão ao PS a maioria absoluta;

Só recentemente as sondagens indicaram uma perda de popularidade de António Costa;

A persistência de António Costa na TSU, apesar de saber que não tem o apoio dos seus aliados parlamentares (PCP e BE) para a aprovação;

A promulgação da TSU em tempo recorde pelo Presidente da República;

O aproximar do limite de compra da dívida portuguesa por parte do Banco Central Europeu;

 

Cenário

A persistência de António Costa na TSU pode ter como objectivo primário a realização de eleições legislativas antecipadas. Assim que a TSU for chumbada no parlamento, pelo PSD, PCP e BE, António Costa pode apresentar a sua demissão alegando falta de condições para prosseguir o caminho que entende ser o melhor.

Porquê agora? Porque, a todos os níveis, a janela de oportunidade está a fechar-se.

Primeiro, externamente, o aumento dos juros que a dívida portuguesa tem vindo a registar resulta directamente da diminuição gradual das compras que o BCE tem vindo a efectuar. Os mercados já perceberam que quando o BCE atingir o limite legal da compra da dívida portuguesa (33,3%), Portugal voltará a estar numa posição muito fragilizada, de incapacidade de pagamento das suas dívidas e de financiamento. Quando tal circunstância ocorrer, Portugal necessitará duma estabilidade política que só um governo sustentado numa maioria absoluta pode oferecer.

No plano interno existem vários factores. Primeiro, António Costa vê-se livre das amarras da esquerda radical. Segundo, António Costa consegue que o PSD seja o responsável por esta crise política, mesmo que artificial. Para todos os efeitos, chumbando a TSU, o PSD está a atingir o seu eleitorado tipo. Terceiro, António Costa aproveita o momentum socialista nas sondagens. Quarto, no que respeita às sondagens que apontam a primeira perda da sua popularidade, não existirá melhor altura para as reverter. Quinto, idealmente as eleições legislativas antecipadas só podem ocorrer até junho de 2017. Contudo, para o PS e António Costa, quanto mais cedo melhor.

Na verificação destas, e não obtendo o PS a maioria absoluta, um apoio governativo ou parlamentar com o CDS (ou eventualmente com o PSD liderado por outra pessoa) agradará muito mais ao Presidente da República.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa, que está consciente que os tempos que se aproximam vão ser tenebrosos, vê-se livre de Passos Coelho no PSD e da esquerda radical.


Yuge!

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Trump is not going to govern.

No, Sir.

He is going to TWIVERN!

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(which is much more yuge!)


E se?

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E se a TSU não passa duma cajadada para matar vários coelhos (PSD e geringonça)?


“A questão da «TSU» é política””

“António Costa e o PS devem reflectir seriamente sobre os aliados de que se rodearam, pois se estes não cedem desta vez na questão na TSU, o melhor é o Governo preparar-se para uma nova crise da dívida.”

“Se o Governo não fosse uma geringonça, a esta hora era António Costa quem exigiria ao PCP e ao BE que deixassem passar a alteração da TSU. E se estes se recusassem a tal, ou o primeiro-ministro se demitia ou um Presidente da República menos passivo que o actual, perante o oportunismo do PS, tinha aí um bom motivo para convocar eleições.”

Artigo de opinião de Manuel Villaverde Cabral (aqui).

 


Reformas educativas:”Ronaldismo”!

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Esta resposta seria, eventualmente, mais adequada como definição de “Ronaldismo”, que poderá até ser uma religião para algumas pessoas.  Mesmo assim, careceria de algum excesso de fé, uma vez que “6 biliões de fiéis” é manifestamente exagerado.

O Cristiano Ronaldo não tem culpa nenhuma e, pelo que sei, até costuma aconselhar a ser o melhor possível nas diferentes actividades em que as pessoas se envolvem ou praticam. Claramente, este aluno, tem bastante a melhorar.

Não há dúvida que as sucessivas reformas educativas estão a dar dividendos.

Portugal agradece!


On the trapeze!

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No words needed!


Nacionalizações socialistas

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Em 2008, um governo socialista anunciou, com pompa e circunstância, a primeira nacionalização pós 1975. E a nacionalização do BPN revelou-se historicamente desastrosa.

Em 2017, outro governo socialista prepara-se para mais uma nacionalização, a do Novo Banco, que muito provavelmente também se revelará catastrófica.

Deste cenário, em primeiro lugar, podemos extrair que os socialistas não aprendem com os erros que cometem. Em segundo lugar, podemos começar a prepararmo-nos para os custos que advirão de mais uma má decisão de gestão pública.

E, igualmente, podemos considerar que cada vez são menores as diferenças entre José Sócrates e António Costa.


“Caça ao Coelho”

“Nunca o diabo esteve tão próximo. Na verdade, o grande defeito de Passos Coelho é, ao mesmo tempo, simples e difícil de superar: ninguém quer que ele tenha razão.”

Artigo de opinião de Luís Aguiar-Conraria (aqui)


Em 2017, a boa austeridade!

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O governo e a restante parceria da geringonça afirmam que já não há austeridade. Evidentemente, trata-se duma ilusão que não passa duma retórica que exemplifica o que se prefere ouvir. A austeridade pode ter acabado. Contudo, os impostos não param de aumentar.

Estamos, indesmentivelmente, perante um vocábulo interdito e duma postura renegada.

É pena. Não percebo porque é que não aplicam austeridade à carga fiscal?