Na base do conhecimento está o erro

Archive for October, 2015

“Não há pressa”

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“Não há pressa” afirma Carlos César.
O dito Acordo de esquerda, que nunca existiu e que ainda não existe, será apresentado durante a discussão do programa de governo.
Os socialistas, ou melhor, os costistas continuam a demonstrar falta de humildade e a não reconhecer que mentiram quando bradaram aos ventos a existência do Acordo.
Acabaram de ganhar mais tempo para as negociações com o PCP e o BE. Resta saber se serão capazes de chegar a acordo e a até que ponto o programa eleitoral do PS não ficará na gaveta.


Os compromissos do Costa

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António Costa diz que as metas orçamentais serão cumpridas.

É claro que diz. O PS sempre cumpriu os orçamentos. E as três bancarrotas que deu aos portugueses e a Portugal são o mero resultado de cumprimentos excessivos.


PS: o partido do abismo

Friedrich Nietzsche, na sua obra “Para Além do Bem e do Mal” chama a atenção para este perigo: “Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”

Não tenho a menor dúvida que, em determinado momento da sua história, os líderes socialistas deixaram-se cativar pelo abismo, transformando-se no monstro que pretendiam combater.

Esta transformação parece ser integral.
O PS já não precisa de ganhar as eleições para levar o país à bancarrota.
Não há três sem quatro.

Nem défice que resista!

 


Descaramento

Antonios

António Costa afirmou que “(…) há pessoas que tem mau perder”.

Pois há! São as mesmas pessoas que correram com aqueles que ganharam eleições para o PS.


Mais um almoço grátis?

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Mais uma vez, António Costa queria um almoço grátis.
É legitimo que queria governar. Mas essa legitimidade decorre do assumir das suas responsabilidades.
Se quer governar, tem que chumbar o governo!


Inaceitável (2)

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António Costa queria ser indigitado para formar governo sem o acordo de esquerda concluído.
E ainda se admira de não ter sido?


Uma questão de Sobrevivência

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Para os mais distraídos, o que está em causa não é a sobrevivência do António Costa. É a sobrevivência do PS!


Inaceitável?

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O que é inaceitável é que António Costa não tenha sido capaz de alcançar um acordo de governação à esquerda que garantisse o respeito dos compromissos internacionais.


Fundamentalmente (anti)democráticos

Para o BE e para o PCP é sempre uma perda de tempo qualquer decisão que seja contrária às suas posições.


A legitimidade governativa segundo o Bloco de Esquerda

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Segundo Pedro Filipe Soares, só os governos que conseguem maioria (absoluta) é que possuem legitimidade para governar.

Não estranhem.
Este tipo de afirmação é coerente. Vem de um membro de um partido que não é democrático.


Semipresidencialismo

Sabem o que é?

Semipresidencialismo é o sistema de governo que vigora em Portugal.

Ainda se lembram das responsabilidades e implicações inerentes ao mesmo?

Haja paciência!


Costa quer o Governo. BE e PCP querem o PS. E o país?

Governo de Esquerda

Inquestionavelmente, as legislativas de 4 de outubro passado permitem várias leituras. Apesar de ter havido vencedores e perdedores, a leitura que parece ser mais comum é que ninguém perdeu. Nem sequer António Costa ou o PCP!

O apuramento dos resultados, particularmente ao nível da conversão de mandatos, e o comportamento de alguns intérpretes políticos face aos mesmos, só servem para reiterar esta realidade. Todos ganharam. Mesmo os que perderam. Ora vejamos. A coligação foi a vencedora. Mesmo tendo conseguido obter apenas uma maioria relativa, ganhou as eleições. António Costa não perdeu porque no Parlamento existe uma maioria de esquerda. O BE, que aumentou consideravelmente o número de votos e que ultrapassou o PCP como terceira bancada parlamentar, também ganhou. O PCP, que desceu na hierarquia representativa do Parlamento, não perdeu e finalmente, o PAN elegeu um deputado, facto que o faz num dos efectivos vencedores da noite.

Todavia, a realidade demonstra que existiram perdedores. António Costa, e por ele o PS, assim como o PCP são os principais derrotados da noite. Há outros, como o LIVRE ou o PCTP-MRPP, mas cingir-me-ei aos partidos com representação parlamentar.

Dentro dos vencedores, podemos dizer que temos os que ganharam as eleições, a coligação, os que ganharam representação, o PAN, e os que obtiveram uma vitória de Pirro, o BE. Sim, a votação do BE é uma vitória de Pirro. Não é uma votação consolidada. Se a coligação tivesse concorrido separada, o BE, mesmo com o mesmo número de votos, não alcançaria o número de deputados que obteve. Para além disso, se, efectivamente, o BE foi capaz de atrair votos do eleitorado social-democrata, tal não significa que o BE seja capaz de manter estes votantes nas próximas eleições legislativas, independentemente de serem antecipadas ou não. O resultado eleitoral do BE resulta mais duma conjugação de circunstâncias do que mérito da sua direcção. E o principal estratega do BE, Francisco Louçã, tem perfeita noção disto. Quais são, então, as preocupações do BE? Colmatar estas fragilidades. E como o podem fazer? Apoiando um governo de esquerda sem fazer parte dele. Só deste modo o BE consegue reduzir a perda dos votos que foi buscar ao PSD. E fá-lo-á atraindo os socialistas mais à esquerda.

Ora, o tema da maioria de esquerda começou a ser referido logo após as projecções avançadas pelas televisões. Na face dos representantes do PS era visível o desânimo. Perderam uma oportunidade de ouro. António Costa não foi capaz de vencer o executivo que lidou com os maiores constrangimentos económicos e financeiros da Terceira República. No entanto, algo que inicialmente foi apenas uma maneira de atenuar a derrota, cedo passou a ser o argumento da sobrevivência política de António Costa. Daí que Costa não se tenha demitido, contrariamente ao que exigiu a quem foi capaz de vencer uma eleições para o PS, António José Seguro. Contudo, António Costa passou a ser um refém. Considero que Costa está praticamente politicamente morto. Ainda não está para além da redenção, mas pouco falta. Não sei se sobreviverá. Sei que, com ele, o PS está fragmentado. Ao seu lado estão, temporariamente, os sedentos do poder. Mas até estes, assim que se aperceberem que Costa deixou de ser apenas um refém das suas próprias ambições, ou se preferirem, ilusões, e que passou a estar integralmente refém das crescentes exigências do BE e do PCP para se manter no poder, se afastarão de Costa.

O PS sobrevirá a Costa. Mas a que preço? António Costa pode dizer que existe um acordo de governação à esquerda, mas, uma vez que não controla (todos) os deputados socialistas (pese embora uma afirmação pública de desafio a sua liderança dependa duma alternativa interna credível e assertiva), ainda não tem a garantia de um chumbo de um programa de governo da coligação nem da aprovação de um programa de governo à esquerda. Contudo, tal acordo é uma possibilidade. Todavia, o PS ficará dependente das exigências da esquerda radical. Que efeitos terão? Para além dos exemplos do passado, os portugueses não gostam de mau perder, pelo que os socialistas sabem que poderão vir a ser penalizados em futuros sufrágios. Liderados por António Costa, essa possibilidade é ainda mais real. E as alternativas à liderança do PS tem que começar a recuperar o partido já. Para o fazerem, necessitam de seguir os procedimentos internos e estes são simultaneamente incompatíveis com o chumbo de um programa de governo da coligação ou com a aprovação de um programa de governo à esquerda, obviamente, mais com aquela do que com esta. Seja como for, nas próximas eleições, a possibilidade de o PS perder eleitorado para o BE é muito alta. Há que começar a estancar essa hemorragia imediatamente e igualmente de reabilitar a imagem do PS na opinião pública. Decididamente, o derrotado António Costa não é o homem indicado para o efeito. No entanto, como o poder é inebriante… tudo é possível e o que acabei de descrever é um cenário racional demais para quem gere um partido em dificuldades financeiras.

É legitimo que António Costa queira governar, que o BE queira o eleitorado do PS e que o PCP queira o controle dos sindicatos dos transportes. E o país?


“Indigitar Pedro Passos Coelho será uma perda de tempo”

Quem o afirma é Catarina Martins.

Outras interpretações serão possíveis, obviamente, mas para mim, estas declarações só expressam a fragilidade do dito acordo de governo à esquerda. Catarina Martins não tem a certeza sobre o chumbo de um programa de governo da coligação no Parlamento e esta postura só revela incerteza.

Para além disso, respeitar o processo democrático nunca é perda de tempo. Infelizmente, é natural (e até coerente) que m representante do BE não saiba disso.


Governo de esquerda

Portugal precisa dum governo de esquerda. Se desejamos estabilidade a médio e longo prazo, é necessário que a esquerda governe o país.
Para além disso, nunca, como agora, tivemos as circunstâncias necessárias para o efeito. Se há altura indicada para a esquerda governar Portugal, essa altura é esta, enquanto estamos sob supervisão exterior e vivemos um tempo de constrangimentos económicos e financeiros.

Os portugueses precisam de aprender a diferença. Precisam de experimentar uma governação de esquerda para perceber que a governação de Passos Coelho é muito melhor do que a da esquerda.

No entanto, é necessário ter em mente que a governação de um governo de esquerda implicará enormes consequências para Portugal e para os seus cidadãos e que a recuperação dos seus efeitos não será possível em apenas quatro anos.


O PCP e o acordo da esquerda

Jeronmo e costa

Estrategicamente é natural que o PCP esteja disponível para esta iniciativa. Jerónimo tem que conter os efeitos, tanto endógenos como exógenos, do mau resultado eleitoral. Como tal, tem que estar à frente do BE. Até porque os bloquistas são o seu principal adversário e objectivo. Este acordo serve como uma luva para os interesses comunistas.

Paradoxalmente, não deixa de estar a dar mais importância ao resultado do BE do que devia. O resultado eleitoral do BE é menos consolidado do que o dos comunistas.

Por fim, tendo em conta que o PCP ficou atrás do BE, em votos e deputados, o histórico da convivência e relação entre estes dois partidos, não creio que seja possível chegar a um entendimento num único Acordo.

No meu entendimento, o cenário mais provável é a elaboração de dois acordos: PCP + PS e BE + PS.


Legislativas 2015

O PS, e particularmente o seu líder, António Costa

são os grandes derrotados da noite.


Portugal à Esquerda (PàE) Alguém votou?

Segundo os partidos da esquerda, a maioria dos portugueses votaram na “ficção” Portugal à Esquerda (PàE),
a qual deve ser convidada a formar governo.

Alguém me diz como votou a PàE e onde se encontrava no boletim de voto?

Nunca vi tanto mau perder como nestas eleições.