Na base do conhecimento está o erro

Perplexidades

PB PAN

Paulo Borges, presidente demissionário do PAN, e putativo candidato às próximas eleições internas do partido, escreveu no seu mural do facebook o seguinte:

“O que é o poder? Nada. Mas é esse nada que muita gente quer, porque sem ele se sentem nada. E, como querem o nada, ainda mais nada se tornam. Aspirando a um glorioso nada sacrificam as suas vidas e destroem tudo em que tocam, a começar pelo próprio carácter. Tornam-se um miserável nada.”

Como é que um homem que tem este entendimento é, e quer continuar a ser, presidente dum partido político?

Na sua carta aberta, salienta que ele e a direção demissionária, consideram os resultados das últimas eleições “positivos e que, continuando o rumo, com ajustes, melhorias e consensos internos, elegeríamos em breve um ou mais deputados [entre eles, o Paulo Borges] em 2015″. Mais frente apela à união para se alcançarem “os […] objectivos nas Legislativas de 2015”.

Porque é que um homem que tem o entendimento de poder supracitado quer ser candidato à Assembleia da República?

O deputado quer o quê?

11 responses

  1. Paulo Borges é verdadeiramente um monge budista, e como tal considera que para atingirmos a perfeição devenos não acalentar quaisquer objetivos, nem ambições nem alimentar apegos … já que tudo é ilusão!
    Daí apregoar o “sentados, em silêncio e em medtitação”!
    Torna-se de fato incompreensível que Paulo Borges e seus seguidores militem num partido político, já que se a realidade é mera ilusão, como a pretenderão transformar para melhor?
    A coerência obriga-lo-ia a recolher a um convento, no mínimo para não estorvar quem dentro do partido procura defender os direitos dos animais e da natureza … acreditando que se trata de uma realidade alcançavel e não de uma mera ilusão!

    2014-09-17 às 0:08

    • VFS

      Caro Manuel Salgado Alves,

      o seu comentário vem antecipar o conteúdo um post mais elaborado que estou a escrever sobre o Paulo Borges.

      É precisamente isso. O Paulo Borges vive num permanente conflito interno, constantemente projetando nos outros as suas próprias falências. Daí que assuma sempre negativamente qualquer opinião contrária à dele.

      Para os observadores atentos, não é difícil fazer um perfil psicológico do PB. Ele é a contradição em pessoa.

      2014-09-17 às 19:16

  2. Não apregoava o desapego já que tudo é nada e o poder nada é como muitos nadas que sustentam o nada que somos? Ideais vestidos de nada…

    2014-09-18 às 1:15

  3. O que quer? Nada. Para fazer o quê? Nada! Fala para quê? Nada!

    2014-09-18 às 7:55

  4. antonio

    Noutro tempo ia p’ra fogueira.
    Mais um mendicante de vocação e cátaro de formação – pois deve beijar o […] aos gatos…

    2014-09-18 às 9:44

  5. O PAN ao ser liderado pelo nucleo duro formado por Paulo Borges e seus seguidores, acaba na sua “não praxis” por se tornar um “não partido”, daí o seu lema ser “pelo bem de tudo e de todos”, ou seja em última análise pela manutenção do “status quo” político e económico-social.
    As raizes budistas do “não apego”, do “nada de objetivos nem de estratégias” , acabam por paralizar o PAN e a fazer esquecer ao núcleo de militantes à volta de Paulo Borges, que o PAN foi constituído para atingir determinados objetivos, nomeadamente servir os interesses dos animais e da natureza (que nao têm voz).
    Inerente a essas raízes está o apregoar da “meditação” como caminho da perfeição pessoal, e da “salvação do mundo”. Resultado os militantes do PAN acabam por receberem da sua direção orientações que vão no sentido, não de transformar a realidade miserável dos animais errantes, das famílias que não sabem como sobreviver, e dos atentados à natureza, mas antes de prioritariamente alterarem a sua própria “mentalidade”, ou seja o PAN acaba por tornar-se num antro de “salvação” e de “perfeição individual” dos próprios militantes, e acabam “sentados e em silêncio” á espera que alguém (fora do PAN ?) faça o trabalho de campo …🙂
    Enquanto esse núcleo estiver à frente do PAN, diria que os militantes de base do PAN (os amigos dos animais) ficam de fato “sem voz”!

    2014-09-18 às 9:59

  6. O Presidente do PAN acabou, não sei se intencionalmente, de descrever o seu comportamento, agarrando-se a nada.

    2014-09-18 às 19:30

  7. souza

    … O que é o poder!?
    Posso supor que o Poder é Arte + Politica
    Constata-se é que este poder é um poder sem o posso… de Poder
    …Nada = Tudo
    O nada é tudo e é este tudo que muita gente quer porque sem ele se sentem nada aqui este nada é nada. E como querem o tudo ainda mais tudo se tornam. Aspirando a um glorioso nada…..

    …. simples …

    2014-09-19 às 12:26

  8. António Caldeira

    Um partido com as causas que o PAN tem, que gasta uns milhares de euros com um cartaz como o que foi distribuído nas eleições europeias com a cara de um elemento da DN e o slogan “Reestruturar a Europa”, comunicando NADA, e associando esse “NADA” à sigla PAN, mostra uma total falta de sentido prático e que está a destruir aquilo que o esforço de muitos militantes alcançou. Se estou enganado, então alguém que me explique o que significa “reestruturar a europa” porque devo estar ao nível do idiota. Nem exigia nada muito elaborado, um simples “Por uma Europa sem crueldade”, já me dizia alguma coisa. Portanto NADA+NADA=NADA

    2014-09-19 às 15:35

  9. Mas se “tudo” é ilusão, então o “nada” também o será!🙂
    A solidariedade humanística, animal e ambiental, nem é tudo nem é nada, é algo que deve ser feito todos os dias, o que só se conseguirá transformando a realidade, abolindo com as leis que estipulam privilégios a favor de alguns seres humanos, à custa do sacrifício dos demais seres humanos, animais e natureza!
    Não pode ser o “bem de tudo e de todos” pois os privilegiados querem manter os seus privilégios por mais ilegítemos (mas porventura legais) que sejam, e em benefício da comunidade têm mesmo de os perder!
    O partido deve tomar posição a favor dos interesses da comunidade seja dos seres humanos, dos animais ou natureza, por que se o não fizer, então torna-se redundante, ou seja “inteiro”!🙂

    2014-09-19 às 18:15

  10. Jacinto Pereira

    deixei o partido, nao me revejo mais em apatias, indiferenças e falta de cosideraçao pelas minhas ideias como ex. elemento. ha muitos problemas nos eio do PArtido que mal começa a levantar a cabeça já se extingue essa extinçao é o seu destino. O lema pela causa de tudo e de todos é muito generalista e acaba por naos e concretizar nada!

    2014-09-19 às 20:54

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