Na base do conhecimento está o erro

Sobre a indignação dos subservientes (ou dos interessados)


Joaquim Oliveira, o ainda presidente da Controlinveste, cuja venda está a negociar com angolanos, criticou publicamente o que classificou como preconceito português relativamente a Angola e aos seus cidadãos.

Na origem desta tomada de posição estão as investigações que o Ministério Público português está a conduzir devido aos alegados indícios de fraude fiscal e de branqueamento por parte do Procurador-Geral de Angola, no valor de 70 mil euros, originaram uma reacção do Chefe de Estado Angolano, que na minha opinião só podem ser classificadas como pressão

Não devemos ignorar que Joaquim Oliveira tem muito interesse na rápida venda da Controlinveste, nomeadamente aos angolanos, e que este episódio de tensão entre ambos os países pode atrasar ou danificar o seu negócio.
Contudo, o Senhor Joaquim Oliveira devia perceber – e alguns membros do Governo português também – que o Ministério Público português não está diferenciar ninguém.
Está somente a proporcionar ao “alto dirigente angolano” a mesma cortesia que dá ao mais simples dos portugueses.

O Ministério Público não pode fazer o que interessa a alguém. Deve cumprir com as suas obrigações.

Este tipo de indignação condescendente, como a que Joaquim Oliveira demonstra, só serve para diminuir o respeito que por ele possam ter.

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