Na base do conhecimento está o erro

Archive for July, 2013

Tragicomédia vs a Arte de Governar

Constitutional_Creators

Alexander Hamilton e John Adams, dois dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, consideravam que não deviam existir partidos políticos, pois os mesmos representariam divisão em vez de união.
É verdade. Os partidos dividem! E as divergências inerentes aos partidos políticos são salutares.
Contudo, se deixarem de possibilitar e/ou de potenciar a arte de governar transformarão a nobre arte da política numa tragicomédia e extinguirão a democracia.

A Arte Nobre da Política é, principalmente, saber chegar a consensos!

Em Portugal, quando vemos políticos a atacar cidadãos, sindicatos a defender interesses partidários e partidos a pressionar Tribunais estamos perante o quê?


Associação de Calimeros

calis

O tribunal condena e a Relação confirma.

Mas é uma injustiça!

É uma injustiça!


A nova brigada do reumático e os discipulos do passado

 

brigada reum

Sim, o PS não é da  minha safra. Mas Portugal é! E eu quero horizonte para os meus netos.

Que motivos têm Mário Soares, Manuel Alegre e Ferro Rodrigues para virem condicionar a actual direccção do PS nas conversas que decorrem sobre o futuro do país que não estejam sustentados em interesses pessoais?

Cisão interna? Agora? Se há coisa que Soares sempre fez foi corroer o PS sempre que as suas perspectivas não eram seguidas. Com Portugal fez a mesmíssima coisa.
Soares nunca foi socialista. Foi sempre soarista. E não quer saber de mais nada (felizmente para nós, o soarismo já não durará muito mais).

Se António José Seguro for inteligente e tiver coragem, aproveita o momento para trazer o PS para o Século XXI e livrar-se destes pesos mortos que só representam o passado e que se comportam como se fossem os donos do partido, não demonstrando qualquer respeito pelo presente líder.

Sócrates, contudo, é outra questão. Como continua iludido e acha que já se redimiu ao olhos dos portugueses, continuará a tentar minar para personificar D. Sebastião. E, claro, não está à espera do nevoeiro.


As lágrimas de Júdice

A minha desilusão com José Miguel Júdice não é recente. Já vem dos tempos em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro de Portugal. Esta entrevista que deu à WEEKend só reforça a minha impressão dele.

Exprimir o que ele diz não é difícil. Qualquer português que tenha acompanhado a evolução da III República e que tenha memória dirá, com mais ou menos pormenores, a mesma coisa. Eu digo-o e não é de agora. Já em 1986, percebi que o semipresidencialismo estava desgastado. Claro, não sou uma figura pública e por isso poderei aceitar que ao dizer o que diz, José Miguel Júdice possa perder algo. Mas um homem com um percurso como este não está preocupado em perder migalhas, pois certamente já tem o bolo debaixo da mesa. Não estou a dizer que o tenha conseguido ilicitamente, mas que deve ter tido alguma vantagem relativamente a outros nas mesmas circunstâncias, isso é bem provável. Afinal, se, como ele próprio afirma, todos os advogados da sua sociedade se fizeram, então as coisas fazem-se.

José Miguel Júdice também diz que não se arrepende de dizer algumas coisas. Aceito. Mas devia arrepender-se de nunca ter feito nada para mudar o que considerava estar errado. Não acredito que um homem com tamanha experiencia só agora venha defender uma “revolução que mudasse o sistema político” – presumo que se esteja a referir aos sistemas de governo e eleitoral – porque se efectivamente só presentemente percebeu a necessidade de tal mudança, algo está errado.

Que moral tem agora para vir apregoar que se deviam acabar com estes partidos. Será que a sua postura também não contribuiu para os partidos que temos? Que moral tem para vir dizer que o presidencialismo é a solução? Não é a Júdice que compete decidir. O que deveria defender era um referendo nacional que permitisse à população optar entre um parlamentarismo ou presidencialismo. Que moral tem um homem que nunca concorreu a nenhuma eleição vir afirmar que Rui Vilar e Artur Santos Silva são duas pessoas que têm as características para um presidencialismo?

Está a exprimir uma opinião, é certo. Todavia, na minha ideia, se Rui Vilar e Artur Santos Silva são amigos de Júdice, não devem precisar de inimigos. Reparem, Júdice não se chamusca candidatando-se. Queima terceiros sugerindo nomes. Estes é que terão que ir a votos. Ele não! É por isso que até acho ofensivas as evocações que faz de Sá Carneiro. Dizer que a política necessita de pessoas com convicção e não estar disponível para ir ao fogo permite várias conclusões. Uma delas é que Júdice é uma pessoa de outras convicções. O que é legitimo, mas, na minha opinião, triste. Há, efectivamente, lágrimas que não redimem!

Falta a cereja do cimo do bolo.
A determinada altura, uma das intervenções dos jornalistas foi a seguinte: Júlio César dizia: “Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar”
A resposta de José Miguel Júdice é lapidar: Alguns governam-se bem [risos].

Disso, não tenho a menor dúvida!

Nota final: Inquestionavelmente, Portugal precisa dum novo sistema de governo e eleitoral e de novos partidos. Todavia, também precisa de se ver livre de algumas personalidades.


Habemus … habemus!

Depois do irrevogável, tudo é possível.
Não sei que tipo de acordo foi conseguido. Sei que habemus … habemus.

Portas diz que o “acordo é bom para Portugal e para a coligação”.
Mas pouco revela ao Conselho Nacional do CDS.

Jorge Moreira da Silva afirma que o “entendimento reforça a coesão e estabilidade”.

Cavaco é o mais previsível. Sempre preferiu a estabilidade e é isso que vai exigir ou que exigiu.

A tensão e a instabilidade, interna e externa, aumentaram. Isso é incontornável.
Assim, o que temos são aparências, meras aparências.
Excepto a descredibilidade. Essa é bem real!

(oxalá esteja enganado).


Mr. 2,3 mil milhões de euros ou a quem passo o recibo?

PP 22a

Num só dia, a capitalização bolsista PSI-20 recuou 2,3 mil milhões de euros.

e não teve qualquer má intenção!


Moção de confiança?

 

Goste-se ou não, politicamente, Pedro Passos Coelho esteve muito bem.
Se o Portas quer deitar abaixo o governo tem que o fazer. Não basta abandonar.
Como não existe a possibilidade de apresentação duma moção de censura nesta legislatura, jogada magistral seria o PPC apresentar uma moção de confiança no Parlamento.
Com a distribuição de deputados vigente, só com o voto contra do CDS é que o Governo cai.
Que me dizem deste cenário hipotético?

E, já agora, porque não uma moção de confiança ao governo logo após o reatar da coligação?


Image

Eu sou o mais caro!

ego ou poder

e não teve qualquer má intenção.


Quem será o próximo?

facada nas costas3

Quem será o próximo?

ou

nas costas dos outros veja as suas!


O plano está traçado

Paulo Portas demitiu-se ontem.
Os restantes representantes do CDS no governo demitem-se hoje.

Ainda há um longo caminho a percorrer.
Reparem que o Parlamento tem esta distribuição:

PSD 108; PS 74; CDS 24; PCP 16; BE 8.

Se o CDS se abstiver, o PSD sozinho tem mais deputados do que toda a oposição de esquerda e chumba a moção de censura. Logo, o CDS não se pode abster.

Mas o plano está traçado!