Na base do conhecimento está o erro

Mário Soares, o conspirador democrata!

Mário Soares, o exemplo da moral e da ética, anda em conversas para derrubar o Governo.

À esquerda e à direita.

Portugal precisa duma mudança,
mas nunca liderada ou pensada
por este homem!

E como e memória é curta, relembremos o que disse no passado.

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a  ser seguida é a necessária para Portugal”.
JN, 28 de Abril de 1984

“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” La Republica, 28 de Abril de 1984

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” JN, 28 de Abril de 1984

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e  não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e  dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”.
JN, 28 de Abril de 1984

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade.”
JN, 28 de Abril de 1984

“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984

“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984.

“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar  outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação  financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”
RTP, 1 de Junho de 1984

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

6 responses

  1. repensaresad

    Nesta altura era Mario Soares Primeiro-Ministro de um governo de coligação PS-PSD (com Mota Pinto, da ala progressista do PSD) e estava a tentar levantar Portugal dos estragos que os governos da AD haviam feito nomeadamente em 1980 quando Cavaco Silva havia sido Ministro das Finanças e destroçara as contas públicas numa política de irresponsabilidade eleitoralista. Mas essa foi a história de Portugal no último quartel do séc XX: a direita e extrema direita (PSD e CDS) dão cabo do país nos tempos mais folgados e depois vinha o PS de centro-esquerda remendar os estragos. Foi assim em 76 com o país de rastos pela miséria em que Salazar e Caetano o haviam deixado, sem produzir nada e totalmente dependente do petróleo e diamantes de Angola. Foi assim em 83 depois do desastre da governação AD. Foi assim em 95 depois de Cavaco ter distribuido os dinheiros da Europa pelos seus amigos empreiteiros e não ter investido um centimo no desenvolvimento de Portugal com Guterres a ter de tentar aproveitar as últimas “gotas” da Europa e fazer quase tudo o que hoje temos de bom…
    Depois já sabemos bem o resto: Durão Barroso volta a estragar tudo e foge quando percebe que não vai ter competência para disfarçar deixando-nos nas mãos de um “bom vivant” que apesar de boa pessoa nada percebia de governação. Finalmente temos Socrates (da ala conservadora-direita do PS, quase um PSD mas sem ser tão mau) a remendar o que PSD e CDS haviam feito mas com os mesmos tiques autoritários da direita. Assim chegamos ao pior e mais despudorado governo que Portugal já teve desde que Salazar caiu da cadeira: o actual governo…

    Nota: nunca gostei de Mario Soares, saí do PS em 1981 quando este ganhou as eleições internas naquele partido.

    2013-04-12 às 14:32

    • VFS

      Pois é, coitadinho do Soares e dos socialistas que têm sempre de salvar o país do demo!
      Nunca tem culpa de nada.

      2013-04-12 às 15:00

    • política n

      será possível que em Portugal alguém engula esta explicação da política portuguesa do pós 25 de abril? se sim então realmente este pais tem tido os políticos que merece (principalmente o pior deles todos que agora usa demagogia para tentar explicar o inexplicável da sua irresponsável governação na tv).

      da direita à esquerda apenas um homem tentou por este pais nos eixos sem destruir tudo depois, e talvez apenas porque foi assassinado antes de ter oportunidade disso

      2013-04-13 às 12:32

      • repensaresad

        se o tal homem era Sá Carneiro (não sei se foi acidente ou atentado), ele deu cabo da frágil economia portuguesa em nova meses através do seu ministro das finanças, um tal Cavaco Silva que mais tarde haveria de arruinar de vez este país desperdiçando os biliões que vieram da Europa nos bolsos dos seus amigos…

        2013-05-05 às 9:56

  2. repensaresad

    He, he, Vicente, como disse acima, nunca suportei o Mário Soares e só votei nele na segunda volta das presidenciais de 1985/86 por a alternativa ser de meter medo. Quanto aos socialistas, de fato não são os salvadores da pátria mas nem é preciso ser grande coisa para se fazer melhor do que o PSD, sobretudo quando aliado ao CDS, basta não nutrir um ódio de morte por tudo o que seja progresso social e justiça tributiva que é o denominador comum da direita chamada liberal (os conservadores ainda se conseguem perceber pois têm uma visão do mundo diferente da esquerda mas ainda assim preocupam-se com algum equilíbrio social).

    2013-04-12 às 23:27

    • VFS

      Eu nunca votei nele. Nem por medo, nem por qualquer outro motivo.
      O socialismo é uma ilusão. Sou liberal e sê-lo-ei sempre.
      Ainda bem que existe a diferença!

      2013-04-13 às 13:47

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