Na base do conhecimento está o erro

Sobre a questão monárquica

Não é a primeira vez que abordo este tema.

Já em tempos, fiz parte dum movimento cívico (que infelizmente terminou devido à prepotência de uma pessoa), que reflectiu sobre esta temática, defendendo a realização dum referendo nacional, que definitivamente encerrasse este assunto, cuja consulta formulasse as seguintes hipóteses sobre o tipo de chefe de estado:

eleito por sufrágio universal secreto e directo, com a duração de mandato e respectivos limites previamente definidos;

ou por privilégio de nascimento e de carácter hereditário.

Continuo a pensar que entre a possibilidade de ter alguém temporariamente e alguém permanentemente, a maioria escolherá a primeira. Mas posso estar enganado. Independentemente, aceitarei o resultado.

Numa consulta deste género, defenderei a república.
Para mim, não está em causa querer ser ou vir a ser presidente, nem tampouco o grau de viciação do sistema que filtra os candidatos. O que está em causa é a possibilidade! Qualquer cidadão pode candidatar-se a Presidente e nenhum cidadão pode candidatar-se a Rei.
Para além disso, existe a circunstância da igualdade. Não apenas de deveres ou direitos, mas igualmente da condição.

É importante afirmar que não estamos a falar duma mudança de regime, a democracia, mas sim duma eventual alteração sobre a forma de governo, escolhendo entre República ou Monarquia.

Por fim, conforme várias vezes já expressei, o problema de Portugal é o sistema de governo – semipresidencialismo – que está esgotado e que promove a partidocracia. Contudo, existem mais duas possibilidades de sistema de governo possíveis numa República: Presidencialismo ou Parlamentarismo.

2 responses

  1. albano lemos pires

    da qual eu escolho, sem margem para dúvidas, o presidencialismo
    porque defendo a divisão dos 3 poderes que o sistema parlamentarista (de semi-presidencial é só o nome) português não permite ao meter no mesmo “embrulho” , leia-se “eleições” o poder executivo e o legislativo…

    2013-04-23 às 12:10

  2. Pingback: Contradição ou rendição? | (in)Transmissível

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