Na base do conhecimento está o erro

Archive for January, 2013

O Salvador?

 

Não gosto do António José Seguro. É, à semenhança da maior parte dos nossos políticos, um homem que apenas trabalhou nos partidos. Mas, quando o PS caiu e o Sócrates saiu de cena, deu o corpo ao manifesto e ganhou as eleições internas do PS.

Qual é a necessidade deste novo salvador do PS e de Portugal?


(r)Evolução

Grande parte dos portugueses está descontente com partidos políticos e manifesta esse descontentamento, mas a resposta não pode ser o afastamento e/ou virar costas à política porque há sempre alguém que apoia este ou outro partido.

Quando o cidadão não participa na política apenas está a permitir a manutenção do sistema político.

Enquanto aqueles que não ser revêem não se unirem em redor dum projecto político que seja diferente e que mude as coisas, não serão melhores do que aqueles que apoiam os actuais partidos.

Há alturas em que só palavras ou descontentamento não são suficientes! Também é preciso acção!


Sobre a questão monárquica

Não é a primeira vez que abordo este tema.

Já em tempos, fiz parte dum movimento cívico (que infelizmente terminou devido à prepotência de uma pessoa), que reflectiu sobre esta temática, defendendo a realização dum referendo nacional, que definitivamente encerrasse este assunto, cuja consulta formulasse as seguintes hipóteses sobre o tipo de chefe de estado:

eleito por sufrágio universal secreto e directo, com a duração de mandato e respectivos limites previamente definidos;

ou por privilégio de nascimento e de carácter hereditário.

Continuo a pensar que entre a possibilidade de ter alguém temporariamente e alguém permanentemente, a maioria escolherá a primeira. Mas posso estar enganado. Independentemente, aceitarei o resultado.

Numa consulta deste género, defenderei a república.
Para mim, não está em causa querer ser ou vir a ser presidente, nem tampouco o grau de viciação do sistema que filtra os candidatos. O que está em causa é a possibilidade! Qualquer cidadão pode candidatar-se a Presidente e nenhum cidadão pode candidatar-se a Rei.
Para além disso, existe a circunstância da igualdade. Não apenas de deveres ou direitos, mas igualmente da condição.

É importante afirmar que não estamos a falar duma mudança de regime, a democracia, mas sim duma eventual alteração sobre a forma de governo, escolhendo entre República ou Monarquia.

Por fim, conforme várias vezes já expressei, o problema de Portugal é o sistema de governo – semipresidencialismo – que está esgotado e que promove a partidocracia. Contudo, existem mais duas possibilidades de sistema de governo possíveis numa República: Presidencialismo ou Parlamentarismo.


O Cão do Louçã

Zico

Fiel a si mesmo, Francisco Louçã escreveu no sua página do Facebook uma nota a explicar porque razão decidiu assinar a petição a favor do Zico, o cão que atacou uma criança em Beja, o Dinis.

Dias antes, Daniel Oliveira, um destacado militante bloquista, publicou um pequeno texto, intitulado, “O Cão que matou a criança e as comparações grotescas”, que foi altamente censurado e criticado, indirectamente afectando a imagem do BE.

Aqui é que está o problema da questão e o único motivo para a nota do Louçã:
As consequências do artigo do Daniel Oliveira na imagem pública do BE.

Alguém duvida que a principal motivação do Louçã é minimizar o impacto das palavras do Daniel na imagem do BE?
O Louçã está-se nas tintas para o cão.
A sua única preocupação é o BE e os resultados eleitorais que se avizinham.


Outra vez a Islândia?

Referir a Islândia e as medidas que os islandeses tomaram está na ordem do dia. Não digo que as mesmas não devam ser consideradas e que não sejam um exemplo a seguir. Mas não podem é ser adoptadas ipsis verbis.

Infelizmente, há algo que, sistematicamente, a maioria do nós parece esquecer. Não é apenas a questão da dimensão. A Islândia tem uma moeda própria (que foi brutalmente desvalorizada). Nós não. E antes que comecem a dizer que devemos sair do euro, é bom que se pense nas consequências dessa saída.

Em Portugal, hoje, um litro de leite meio-gordo custa cerca de 55 cêntimos (110,26 escudos) e um quilo de carne custa cerca de 3 euros (601,45 escudos). Amanhã, se sairmos do euro, passaremos a pagar por estes bens respectivamente 274,56 e 1.497,60 escudos. Num país que importa mais ou menos 75% da sua alimentação, um aumento desta magnitude no custo de vida terá enormes consequências. Sociais e não só!

É urgente modificar Portugal, mas para que as melhores decisões possam ser tomadas, é necessário informar a população sobre as implicações de determinadas escolhas.

P.S. – Um português que ganhe hoje 500 euros, verá o valor do seu rendimento em escudos diminuir quase duas vezes e meia (passará a receber perto de 40.257,43 escudos) ao mesmo tempo que o preço dos bens alimentares aumenta num rácio proporcionalmente inverso, i.e., duas vezes e meia.


Comportamentos e atitudes (2)

Infelizmente, cada vez é mais notório que temos a tendência a exigir de terceiros comportamentos perfeitos para decisões sobre as quais desconhecemos a totalidade dos elementos ou motivos que originaram as ditas.

Actualmente, a única decisão boa é aquela que defendemos.
Quem tem que tomar decisões não pode pensar por si próprio. Tem que fazer o que nós queremos.  Isto não é razoável.

Não se pode (deve) pedir a alguém que não pense por si próprio.