Na base do conhecimento está o erro

Estou cansado destas hipocrisias

Perante a reacção do espectro político partidário de esquerda (mais alguns intelectuais de direita) e dos sindicatos à campanha de descontos do Pingo Doce, sou forçado a concluir que para a esquerda portuguesa o país está em crise todos os dias, excepto no dia 1 de Maio.

A todos estes senhores, principalmente aos sindicatos, pergunto:
1º por acaso sabem quando foi a última vez que se comprou bens de primeira necessidade com este valor?
Foi no dia 31 de Dezembro de 2001! Esta data diz-lhes alguma coisa?

2º quais são os trabalhadores que dizem defender?
Todos sem excepção ou apenas aqueles que vos seguem de bandeira erguida?

E não me venham falar de Princípios.
Se afirmam defender Princípios, então não falem apenas de DIREITOS. Celebrem igualmente os DEVERES!

No dia em que eu vir os sindicatos a defender os DEVERES da mesma maneira que defendem os direitos, sindicalizo-me!

Até lá, mantenho a opinião que são organizações intrumentalizadas – pelo partido comunista e socialista –  fechadas à sociedade e ao debate de ideias, particularmente daquelas diferentes das suas.

 

P.S. – O meu agradecimento à Jerónimo Martins por me ajudar em tempos como os que vivemos.

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6 responses

  1. José António Rodrigues Carmo

    Não é hipocrisia, meu caro amigo.
    Antes fosse.
    A hipocrisia é uma atitude calculada, maquiavélica, racional. Sancho Pança.
    Do que se trata aqui é de uma maneira estranha de ver o mundo. Esta gente ACREDITA naquilo que diz. E é por isso que é perigosa. Porque, uma vez que tenha poder, o usará para forçar a realidade a acomodar-se à maneira como vê o mundo.
    São como D. Quijote….atacam os moinhos de vento porque acreditam que estão a investir contra gigantes maldosos.

    2012-05-04 at 8:53

  2. Julio Martins

    a minha perspectiva é diferente e vale tanto ou tão pouco como o que poderão valer as outras….
    por isso, já há muito tempo, não acredito na história da branca de neve e dos sete anões (esta então tem muitas e “divertidas” versões), no pai natal, em aparições… etc etc.
    Na postura e conceito inerente à envolvente filosófica dos contos do Sr. de la Mancha ainda vou retirando alguns ensinamentos e volta e meia vou revê-los.
    Quanto ao resto, passei a ser pragmático qb, objectivo e realista… porque o mundo económico e a sociedade actual não deixam espaço para “sonhar”!

    2012-05-04 at 11:18

  3. Tito Baião

    Transcrevo um artigo de opinião com o qual concordo. Devíamos, ter mais capacidade para analisarmos os acontecimentos com isenção, mesmo que isso nos custe do ponto de vista politico.

    “A jogada Pingo Doce

    O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em
    poucas horas em capitalização de produtos armazenados.
    De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das
    contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar
    a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio
    do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se
    organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a
    crédito.

    Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos
    a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe
    boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se em dificuldade
    porque com arroz não se paga a electricidade.
    O resto, 75% da quantia aparentemente “oferecida”, distribuiu-se assim:

    1 – Uma parte dos produtos (talvez 20 a 25%) devem estar a chegar ao
    fim do prazo de validade. Teriam de ser amortizados como perdas e
    lançados ao lixo. Enquanto não fosse lixo seria material que entraria
    como existência, logo considerado como ganho e sujeito a impostos.
    Assim poupam-se impostos, despesas de armazenamento (logística,
    energia, pessoal) e o povo acartou o lixo futuro.

    2 – Outra parte (10 -15%) seria vendida com os habituais descontos de
    ocasião e as promoções diárias. Uma parte foi ainda vendida com lucro,
    apesar do “desconto”.

    3 – O Pingo Doce prescinde ainda de 30 a 40 % do que seria lucro por
    motivos de estratégia empresarial a saber:
    1 – Descartar-se da concorrência das pequenas empresas. Quem comprou
    para dois meses, não vai às compras nesse mesmo tempo.
    2 – Aumentar a clientela que agora simpatiza com a cadeia “benfeitora”.
    3 – Criar uma situação de monopólio ao fazer pressão sobre os preços
    dos produtores (que estão à rasca e muitos são espanhóis) para repor
    os novos stocks em grande quantidade.
    4 – Transpor já para euros parte do capital parado em armazém e
    levá-lo do país uma vez que a Sede da Empresa está na Holanda. Não vá
    o diabo tecê-las e isto voltar ao escudo nos próximos tempos o que
    levou já J. Martins a passar a empresa para a Holanda.
    5 – Diminuir com isto o investimento em Portugal, encurtar a oferta de
    produtos, desfazer-se de algum armazém central e com isso despedir
    alguns funcionários. O consumo vai diminuir no futuro e o Estado quer
    “imposto de higiene” pago ao metro quadrado.
    6 – Poupança em todo o sistema administrativo e em publicidade. A
    comunicação social trabalhou para eles.

    Mesmo que tudo fosse ilegal, a multa máxima para Dumping é de 15 a
    30.000 Euros, para o resto não há medidas jurídicas.
    Verdadeiramente isto são trocos, em sacos de Pingo Doce, empresa do
    homem mais rico de Portugal.
    A ASAE irá só apresentar serviço.”

    2012-05-04 at 19:25

    • VFS

      Meu amigo, respeito a tua opinião e por isso mesmo digo-te que não formei as minhas ideias sobre as centrais sindicais no passado dia 1 de Maio. Há muitos anos que observo e analiso a política deste país.
      Trancrevo o que um funcionário do Pingo Doce escreveu no FB

      “Sou um funcionário Do Pingo Doce e vou aqui deixar um comentário sobre o dia 1 de Maio. Já ouvi pessoalmente ontem críticas enquanto tava na caixa, vejo críticas na rede social como uma parte deste comentario “Parece-me que não sabe o significado do dia 1 de Maio…considerado “O Dia do Trabalhador…..Talvez se trabalha-se de sol a sol a sua opinião seria diferente e não defenderia quem tem o mundo nas mãos”, onde muitos nem sabem nem imaginam o que passa dentro do grupo PD, em que dizem que os funcionários foram obrigados e fizeram pressão para irem trabalhar.
      Não fui obrigado a nada fui por livre vontade, só é de dar valor ao meu patrão que pagou o dia a triplicar vou ter uma folga compensatória, e no fecho da loja tivemos a jantar.
      Críticas e mais críticas é dor de cotovelo de não estar num grupo desta dimensão a trabalhar, num país e empresas que rouba tudo ao empregado.
      O Sr. Que trabalha de sol a sol não foi trabalhar, então porque se queixa? Não tinha € porque o seu patrão não pagou? Não teve tempo de ir as compras ou costuma ir a concorrência? Dai a sua queixa só pode. É o dia do trabalhador ta certo, mas eu vou gozar esse dia na mesma, mas em outro dia vai dar ao mesmo, mas já tenho no bolso 3 dias.
      Qual a empresa que ajuda o empregado nesta crise, na saúde, da prémios pela sua avaliação de desempenho como funcionário, partilha os lucros da empresa? Bem Portugal é pequeno e a resposta é fácil, mas se englobar o MUNDO, bem acho que a resposta também é fácil e o Pingo Doce fica no TOP dos 5 ou TOP 1?
      Mais digo que fui por livre vontade em tudo, fui na véspera trabalhar 2h por livre vontade para orientar a minha secção coisa que fui o único da minha loja a ir. Fazer graxa como ouvi colegas a dizer-me? Não nunca foi intensão minha, mas sim ajudar, então se a empresa também me ajuda e ajudou. No dia 1 de maio apenas fiz 30 min de almoço porque quis também ninguém me obrigou ok, acho que colegas tambem deviam ter esse bom senso, muitos tiveram mas se todos tivessem obteríamos mais ainda objectivos. Mas é apenas uma opinião minha e nada mais, não somos todos iguais nem nunca vamos ser.
      Foi muita confusão mesmo, mas senti um bem-estar interior em ver a loja repleta de pessoas e ver a sua alegria a fazer compras, comprar coisas que muitas pessoas não podiam num dia normal sem descontos. Bolachas, bacalhau, carne etc..
      Aqui fica um exemplo do que o Grupo Jerónimo Martins deu aos clientes e muitos devem ter entrado a primeira vez ontem, mas talvez voltem e abram os olhos.
      Agora imaginem o que dão aos empregados, pois somos nós que damos os lucros a empresa e reconhecem isso. Quantas fazem isso? Nem o governo reconhece.
      2 De Maio de 2012”

      2012-05-04 at 21:15

  4. Julio Martins

    marketing… estratégia de vendas… de ocupação de espaço de mercado… rentabilização de stocks, capital imediatamente disponível (dinheiro custa dinheiro, se recorrer à banca) etc etc . Não sou um especialista… fico-me por ser sómente um atento curioso das temáticas, entre as quais o do meu lugar como consumidor… e cidadão, minimamente avisado! Não quero com isto dizer que vou combater o sistema… quando for “enganado” quer sê-lo por opção e na compreensão perfeita dessa situação.
    Perante a noticia mais recente em que o “dono” do PD diz que, ele próprio, desconhecia a campanha…!!! pergunto, acham que são precisas mais explicações???

    2012-05-04 at 21:37

  5. Paulo Cam

    Meu bom amigo Vicente. Não podia concordar mais com o que pensas. E sei deste tema, se calhar mais do que a maioria das pessoas, e acredita que tu tens razão.

    2012-05-05 at 23:08

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